Mato Grosso
Servidores aprovados em concurso da Seduc tomaram posse nesta terça-feira (20)

O Governo de Mato Grosso oficializou, em cerimônia simbólica, nesta terça-feira (20.1), no Complexo Leila Malouf, a posse de 1.230 novos professores efetivos da rede estadual de ensino. Os profissionais foram aprovados no concurso público da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), que ofertou 1.500 vagas para contratação imediata e cadastro de reserva.
A solenidade contou com a participação do governador Mauro Mendes, da primeira-dama Virgínia Mendes e do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e marcou uma etapa importante na gestão da educação pública de Mato Grosso com servidores que passam a integrar, de forma permanente, o quadro da rede estadual de ensino.
Para o governador Mauro Mendes, os servidores, agora empossados, tem uma missão importante ao longo dos anos. “Vocês enfrentarão desafios e dificuldades, mas também colherão os frutos de seu trabalho, com certeza”.
O governador destacou o desempenho dos professores, ressaltando que a presença de cada um naquele momento reflete dedicação e trabalho consistentes. “Vocês demonstraram mérito, competência, dedicação e experiência ao serem aprovados no concurso. Parabéns!”, concluiu.
O secretário de Educação, Alan Porto, evidenciou que o processo seletivo do concurso foi elaborado com o objetivo de identificar profissionais que se dedicam à educação, que compreendem a realidade escolar e que valorizam as práticas pedagógicas.
“Esse foi um dos concursos mais concorridos do governo do estado. Tínhamos o objetivo de selecionar profissionais preparados para atuar em sala de aula, proporcionando aos nossos estudantes uma educação de qualidade. Por isso, expresso minha alegria e entusiasmo ao receber vocês, os melhores professores do estado de Mato Grosso aqui”, disse ele.
Ainda de acordo com Alan, os professores vão poder trabalhar com profissionais preparados, acolhedores e um ambiente de trabalho digno. “Vocês podem contar com todo o nosso apoio e suporte para desenvolver e continuar a entregando educação de qualidade”, completou.
Representando o secretário Basílio Bezerra Guimarães dos Santos, da Secretaria de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag-MT), a secretaria adjunta de Gestão de Pessoas, Lidiane Leite, afirmou que os professores assumem um compromisso com o serviço público e com a educação do estado, que se fortalece com a chegada de novos profissionais.
Já o presidente da Associação Mato-Grossense dos Servidores Públicos da Educação (Ampe-MT), Fábio Bernardo da Silva, enfatizou que ser um professor efetivo é muito mais do que ter estabilidade na carreira, “é a continuidade pedagógica, dignidade do serviço público, dignidade no atendimento de cada uma das nossas crianças e adolescentes que passam diariamente nas nossas escolas”.
Durante o ato de posse, foram contemplados profissionais das áreas de Artes, Biologia, Ciências, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia.
Os servidores vão atuar em municípios de todas as regiões do estado, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Sorriso, Cáceres, Juína, Alta Floresta, Barra do Garças, Confresa, Diamantino, entre outros.
Conforme a tabela de vencimentos da carreira, os professores empossados para jornada de 40 horas semanais iniciam com remuneração de R$ 7.343,44, podendo alcançar R$ 17.903,29 ao final da progressão funcional. Já para a jornada de 20 horas, o salário inicial é de R$ 3.671,84, com remuneração final de até R$ 8.951,86.
Fonte: Governo MT – MT
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MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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