Mato Grosso
Parcerias com consórcios podem garantir a manutenção de 45 mil km de rodovias
As Parcerias Público-Privada (PPPs Sociais) com prefeituras, consórcios e associações são a aposta do Governo do Estado para garantir a manutenção de 15 mil quilômetros de estradas no ano de 2019, proporcionando maior qualidade de vida à população que vive nessas regiões.
A nova proposta de trabalho foi apresentada pelo governador Mauro Mendes a representantes de 11 consórcios municipais durante uma série de reuniões no evento “Cidades de Mato Grosso – Fórum de Governo e Prefeituras”, ocorrido na quinta e sexta-feira (4 e 5), na Capital.
O investimento previsto para 2019 em ações de infraestrutura fruto de parcerias é de quase R$ 200 milhões, que serão operacionalizados por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), com recursos do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab).
“Essa será a nossa metodologia. Vamos trabalhar muito em parcerias com municípios via consórcios. E quero deixar claro que uma solução proposta (ao governo) por consórcios que resultar na resolução de problemas coletivos terá vantagens sobre as demandas individuais”, explicou o governador aos prefeitos.
Segundo o governador, esse primeiro encontro visa repassar aos municípios a política de governo que vai perdurar nos próximos anos, para que as prefeituras, por meio de consórcios, possam se organizar e sistematizar suas demandas. Uma segunda reunião, mais técnica, será realizada em maio para debater questões de infraestrutura. “Se atuarmos juntos, fortalecendo os consórcios e criando uma sinergia, teremos resultado satisfatório”, destacou Mauro Mendes.
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, um dos idealizadores das PPPs Sociais e defensores do modelo de gestão, ressaltou que os municípios precisam mudar a relação de dependência estabelecida hoje com o Estado, só assim serão capazes de transformar sua realidade. “É preciso superar os problemas e se organizar. Dessa forma, poderão comunicar com Estado com mais efetividade. Os municípios têm mais condições de fazer as obras necessárias e de forma bem feita”, ponderou ele.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, complementou dizendo que neste primeiro contato, as prefeituras, via consórcios, trouxeram suas solicitações ao governador e no segundo momento as discussões serão mais técnicas. “Com relação às demandas de infraestrutura, o governador pediu a eles que façam todos os levantamentos necessários para que essa formatação de consórcio ganhe corpo e realmente resolva os problemas da região deles”, revelou.

Reunião entre secretário Marcelo Oliveira, vice-governador Otaviano Pivetta e governador Mauro Mendes com prefeitos, durante Fórum das Cidades. (Foto: Mayke Toscano/Secom MT)
O titular da Sifra complementou dizendo que os representantes municipais precisarão ter planejamento e elencar as necessidades de sua região. “Precisarão, por exemplo, na em infraestrutura, mostrar o número de equipamentos que têm, quantos quilômetros de estradas possuem na região demandando manutenção e com isso o governo vai estudar como levantar recursos para formar grandes equipes de patrulha rodoviárias para que os consórcios assumam e deem manutenção naquilo que é prioritário a eles”, explicou.
Boa aceitação
Os prefeitos elogiaram a proposta do Governo em priorizar a ajuda às prefeituras via consórcios. Conforme o prefeito de Colíder e presidente do Consórcio Alto do Teles Pires, Noboru Tomiyoshi, as cidades têm problemas semelhantes, então, buscar soluções em conjunto pode ser uma maneira resolver as situações de forma mais rápida.
“Acho salutar essa iniciativa do Governo em abrir as portas e o diálogo com essa sistemática, tratando em conjunto as demandas, em microrregiões, por meio dos consórcios. Temos muitos problemas a serem resolvidos e nesse sistema de Consórcio podemos resolver com mais rapidez e celeridade”, disse Noboru.
O prefeito de Glória D’oeste e presidente do Consórcio Nascentes do Pantanal, Paulo Remédio, avalia que em momento de crise financeira é preciso otimizar os recursos e o apoio do Governo via consórcios é um dos caminhos.
“Parceria é tudo o que nós queremos. Governo vai entrar com maquinário, emulsão asfáltica e a prefeitura faz o trabalho de tapa buracos. Está no caminho certo, o resultado vai chegar na ponta. Com certeza vamos fazer mais com menos dinheiro”, disse o prefeito.
Alexandre Russi, prefeito de São Pedro da Cipa e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Econômico da região Sul, também elogiou a forma de trabalho proposta pelo Governo. Segundo ele, os prefeitos da região são atuantes via consórcios, desenvolvendo vários projetos na região e que podem ser otimizados com a ajuda do Estado.
“Essa é a maneira mais certa de trabalho, porque os consórcios atendem vários municípios. A gente vê com bons olhos essa ideia de fortalecer os consórcios. O prefeito não quer individualizar os atendimentos, quer atendimento para a região de maneira geral e, é claro, com o benefício chegando para a sua população”.
Mapa das parcerias
Nos três primeiros meses de governo, a Sinfra já contabilizou 20 iniciativas de parcerias envolvendo 22 municípios de Mato Grosso, sendo 14 delas por meio das chamadas PPPs Sociais e seis por convênios. Nessa concepção, a meta da Secretaria de Infraestrutura para 2019 é de realizar a manutenção de 15 mil quilômetros por ano de rodovias não pavimentadas, 400 quilômetros de rodovias pavimentadas e o reparo de mil metros de pontes.
Conforme dados da Sinfra, o Estado tem hoje cerca de 25 mil quilômetros de rodovias estaduais não pavimentadas e sete mil de rodovias pavimentadas. São 2.166 pontes de madeira, 349 de concreto e 42 pontes mistas.

De acordo com o governador Mauro Mendes, a execução dos serviços via PPP são a saída, além de serem financeiramente viáveis, pois têm custos entre 20% e 30% menor. “Esperamos dar início as ações, propriamente ditas, no semestre do ano”, revelou.
O secretário Marcelo de Oliveira acrescentou que o modelo calcado na política de descentralização é muito positivo, pois possibilita solucionar entraves pontuais de cada região e com a participação dos seus representantes.
Regulamentado
O Governo do Estado sancionou, em março, e publicou no Diário Oficial no dia 26, a Lei 10.861/2019, referente à chamada PPP Social, que prevê o fortalecimento das parcerias público-privadas na área de infraestrutura, celebradas entre os consórcios intermunicipais, prefeituras e as associações sem fins lucrativos. A legislação em questão regulamenta essas parcerias e possibilita a concretização dos projetos de pavimentação e manutenção de rodovias não pavimentadas, uns dos carros-chefes da gestão atual.

(Colaborou Henrique Pimenta, Sinfra, e Ana Rosa Fagundes, Secom-MT)
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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