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Cresce percentual de orgânicos nas compras do Programa de Aquisição de Alimentos

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O percentual de participação dos orgânicos nas aquisições do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) triplicou nos últimos cinco anos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no ano passado, 6% dos alimentos adquiridos pelo programa eram orgânicos. Em 2013, esse índice era de 2,2%.

De 2013 a 2018, foram adquiridos por meio do PAA cerca de 11,6 mil toneladas de produtos orgânicos, somando quase R$ 30 milhões. Quando se considera todo o volume comercializado pelo programa desde 2013, a participação dos orgânicos ainda fica em torno de 2,5%.

A ampliação anual da compra de produtos orgânicos é uma das metas previstas no Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), em vigor desde 2016. No âmbito do PAA, o plano tinha o objetivo de garantir, até 2019, que pelo menos 5% dos recursos aplicados anualmente pelo PAA fossem para alimentos orgânicos, da sociobiodiversidade e de base agroecológica.

Segundo o Gerente de Programação Operacional da Agricultura Familiar da Conab, Tiago Horta, o PAA tem priorizado, principalmente nos últimos três anos, a compra de produtos orgânicos e isso tem estimulado que os agricultores convertam a produção de convencional para orgânica.

“Em valores relativos, a tendência é de aumento da participação dos orgânicos devido aos critérios de priorização do PAA.  Os orgânicos estão entre os requisitos que pontuam mais para os produtores, assim como ser mulher, quilombola ou assentado, por exemplo”, explicou Horta.

Além da priorização oficial dos orgânicos no programa, o gerente acrescenta que os produtores rurais têm buscado incrementar a produção orgânica em busca de benefícios para a saúde e de economia de recursos.

A demanda crescente por produtos orgânicos tem estimulado muitos produtores familiares a se oficializarem junto ao Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, mantido pelo Ministério da Agricultura.

Para comercializar seus produtos como orgânicos, os agricultores devem certificar seus produtos por meio de auditoria junto a uma certificadora cadastrada no Ministério da Agricultura ou pelos sistemas participativos de garantia da qualidade orgânica, formados por grupos de produtores que se organizam para conseguir uma autocertificação.

Outra alternativa disponível somente para os agricultores familiares é fazer uma declaração em grupo junto a uma Organização de Controle Social (OCS) e se cadastrar no Ministério. Neste caso, os produtores somente estarão habilitados a vender diretamente para o consumidor em feiras ou para programas do governo, como o PAA.

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“O fomento do Programa de Aquisição de Alimentos aos produtos orgânicos provocou a formalização de muitos produtores que praticavam a agricultura orgânica, mas não tinham certificação”, comentou Tiago Horta.

O PAA foi criado em 2003 para promover o acesso de pessoas mais pobres à alimentação e incentivar a agricultura familiar. O programa permite a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares com dispensa de licitação e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

O foco do programa é o público atendido pela rede de assistência social cadastrada nos bancos de alimentos, como hospitais, escolas e instituições filantrópicas.

Antônio Araújo/Mapa

Tendência de crescimento

No Distrito Federal, o crescimento da participação dos orgânicos no PAA também foi percebida nos últimos anos. Impulsionado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), o período de 2014 até 2018 registrou um aumento de cerca de 400% no percentual de orgânicos.

Em 2014, apenas 21 produtores orgânicos do DF estavam inscritos no PAA. Em 2015, o número passou a 54 produtores, em 2018 a 103, o que corresponde a mais de 26% do total de produtores participantes do PAA por termo de adesão.

No início do 2019, foram 105 agricultores orgânicos inscritos no programa em Brasília. Os dados são da gerência do escritório de comercialização da Emater-DF na Central de Abastecimento (Ceasa) de Brasília.

“A Emater tem feito um esforço substancial para aumentar a participação desses produtores não só nas compras públicas, mas também no mercado privado, através das feiras, das organizações sociais”, comentou Blaiton Carvalho, gerente do escritório de comercialização da Emater no Ceasa -DF.

A participação no PAA rendeu aos produtores orgânicos do DF o montante de R$ 305 mil no ano passado. Apesar do volume total de recursos ter sofrido uma redução nos últimos anos, a expectativa é que os alimentos orgânicos continuem a crescer nas compras públicas.

“A gente entende que o PAA é uma escola.  É através do PAA que o produtor começa a fazer a primeira venda com nota fiscal, que começa a processar o produto, a entender de mercado”, disse Carvalho.

Uma das características da oferta dos agricultores orgânicos é a diversidade de produtos. Nos últimos quatro anos, eles venderam para o PAA mais de 30 variedades, entre hortaliças folhosas, tubérculos, frutas e raízes.

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No Distrito Federal, os agricultores familiares ainda podem participar do Cesta Verde de Produtos Orgânicos, outro programa institucional de aquisição de produtos da agricultura (PAPA-DF) que serve alimentos orgânicos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Renda garantida

Um dos agricultores familiares do entorno de Brasília que fornece alimentos orgânicos desde 2011 para o PAA é Francisco Miguel de Lucena, conhecido como Chiquinho

Um dos agricultores familiares do entorno de Brasília que fornece alimentos orgânicos desde 2011 para o PAA é Francisco Miguel de Lucena, conhecido como Chiquinho. Cearense de Brejo Santo, filho e neto de pequenos agricultores, Chiquinho planta milho, abóbora, couve, salsa, repolho e algumas frutas, como banana, abacate e morango, entre outras culturas. Tudo de forma orgânica.

Seu sítio está no assentamento da Chapadinha, uma área que fica praticamente dentro do Parque Nacional de Brasília e na Área de Preservação Ambiental (APA) do Planalto Central. Quando chegou na terra, em 2005, Chiquinho conta que era tudo desmatado. Hoje, as 53 famílias assentadas produzem de forma orgânica em sistemas agroflorestais, que intercalam diferentes culturas e espécies do Cerrado.

“Não tinha mais onde desmatar, porque a área já tinha sido toda desmatada, era uma área totalmente descampada e nós assumimos o compromisso de ir reflorestando com frutas e culturas nativas, na medida em que o tempo fosse dando oportunidade. Quando mudamos pra cá, não víamos um passarinho, hoje, as perdizes vêm comer e os passarinhos fazem ninho”, disse.

Todos os produtores do assentamento são certificados para comercializar os produtos orgânicos por uma Organização de Controle Social (OCS) e alguns por auditoria. Mais de 70% deles fornecem orgânicos para o PAA e também para cerca de 30 escolas públicas, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Nós fizemos agora um contrato com o PNAE que vai até março de 2020, então, significa que nesse período nós temos uma renda garantida. A política pública é importante, porque você já planta sabendo o que vai entregar, então a perda é bem reduzida”, comenta Chiquinho.

“E a questão social é o mais importante, porque do outro lado tem as famílias e pessoas vulneráveis que estão sendo beneficiadas. É uma forma da gente contribuir com o combate à fome e com o acesso à alimentação adequada e saudável”, completou.

Eles também vendem diretamente para o consumidor em feiras instaladas em diferentes pontos da capital federal, inclusive dentro de órgãos públicos, como tribunais e o Palácio do Planalto.

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As sobras da produção são doadas para algumas instituições ou voltam para o sítio para a produção de adubo orgânico. Chiquinho tem três tanques que filtram os resíduos da produção por meio do processo de compostagem. Mas também compra insumos orgânicos, como cama de frango e farinha de osso.

PAA Mulher

Ivone Ribeiro Machado, 60 anos, vende para o PAA Mulher, da Conab

A vizinha de Chiquinho, Ivone Ribeiro Machado, 60 anos, vende para o PAA Mulher, da Conab. Natural de Corrente, Piauí, Ivone desistiu do trabalho na cidade como entregadora de alimentos e se mudou para o campo para produzir alimentos orgânicos.

Cerca de 70% de tudo o que ela produz é vendido para projetos do governo federal ou distrital. “Eu acredito que esses programas são a nossa poupança. É a nossa garantia de investimento, porque vem um dinheiro mais reunido, é um volume maior de recursos, então, pra gente é excelente”, afirmou.

Ivone conta que gosta de inovar. Em 5 hectares de produção com sistema agroflorestal, ela planta hortaliças, várias frutas, como mamão, laranja, limão, maracujá, morango e já está se preparando para plantar maçãs e peras em pleno cerrado.

Ela também cultiva café, cebola, alho, diferentes tipos de batatas e abóboras e algumas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), como o cará-do-ar e vinagreira.

Assim como Chiquinho, praticamente todo o trabalho de plantio, roça, colheita e separação dos produtos e entrega na cidade é feito por ela sozinha, com a ajuda de alguns auxiliares durante a semana. Para ela, os benefícios em trabalhar com os orgânicos compensam, principalmente a relação de confiança com os clientes.

“Tudo no orgânico que você vai comprar de insumos é muito caro, mas tem muitas vantagens. Para nossa saúde é excelente e para nossos consumidores também. Eles ficam muito felizes quando veem a gente na feira”.

Ivone espera que um de seus sete netos possa dar continuidade ao seu trabalho. “Nasci na roça, eu sempre gostei de mexer com a terra. Graças a Deus, eu tenho um neto de 20 anos que gosta também. Ele vai fazer Ciências Ambientais e vai ser meu herdeiro. Eu falo sempre pra eles que tudo vem da terra, mas se não tiver a terra e não cuidar dela, como vai viver a cidade?”, declarou Ivone.

Mais informações à Imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Débora Brito
[email protected]

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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