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Pais e acompanhantes de pacientes oncológicos aprendem receitas com bebida de soja
Pais e acompanhantes de pacientes oncológicos aprendem receitas com bebida de soja
Baixe arquivo com as receitas desta edição da Cozinha Experimental
21/05/2019
Pais e acompanhantes de pacientes em tratamento oncológico e funcionários do Hospital de Câncer de Mato Grosso (Hcan) aprenderam novas receitas com a bebida de soja, disponibilizada pela Associação do Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), por meio do Programa Agrosolidário. A edição de maio da Cozinha Experimental, coordenada pela nutricionista Laura Guimarães, ensinou o passo a passo do sorvete de chocolate, bolo, vitaminas e outras deliciosas experiências culinárias.
Disponíveis nos sabores morango, chocolate, banana, maracujá e laranja a bebida é produzida pela Aprosoja, especialmente para atender as 74 instituições assistidas pelo projeto Agrosolidário. Oferecida em pó, é consumida com água ou leite. Para incrementar e agregar no consumo do produto, novas receitas são criadas por chefs e nutricionista das entidades atendidas em todo Estado.
No Hospital de Câncer, por exemplo, os pacientes fazem consumo do alimento para garantir nutrição adequada e assegurar a continuidade do tratamento oncológico. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos fazem o uso da bebida via sonda ou oral. Até mesmo quem recebe alta continua ingerindo o produto derivado da soja.
Conforme a nutricionista responsável pela Cozinha Experimental, a soja é altamente nutritiva. De acordo com ela, o produto disponibilizado pela Aprosoja é um suplemento rico em proteínas, minerais, ferro, além de possuir número de calorias recomendadas para manter a nutrição de crianças, idosos e pessoas expostas a tratamentos mais agressivos, como oncológico, por exemplo. Ideia de fazer novas receitas foi para possibilitar diversidade no cardápio de quem precisa consumir a bebida.
“Para fugir da rotina de tomar esse suplemento somente com água ou leite, resolvemos fazer algumas receitas que inclui fazer esse suplemento já com sabores de banana, morango e outros. Fizemos o bolo caseiro no sabor laranja, sorvete de chocolate e vitaminas. Foram vários testes até chegar na receita final. É importante o valor nutricional, mas pra mim o mais importante é a aceitabilidade dessas iguarias, o sorvete é sucesso com as crianças, o bolo ficou muito saboroso. Então eles consomem com mais vontade, com gosto o suplemento que as unidades já recebem”, disparou.
Dona Silbene de Almeida Batista é colaboradora do setor administrativo do Hcan e participou da tarde de aprendizado. A mãe dela faz o uso da bebida de soja e agora ela disse que vai garantir mais diversidade no cardápio. “Foi maravilhoso. Gostei muito. Conheço o produto, minha mãe toma e vim aprender as novas receitas e adorei”, disparou.
O presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, acompanha de perto a atuação do Agrosolidário pelo Estado e elogiou a iniciativa que visa variar o cardápio de quem consome a bebida de soja. Ele enfatiza que as ações são fruto do trabalho dos mais de 5,5 mil pequenos e médios produtores associados à entidade. “É muito bom ver a forma com que essas entidades tem usufruído do Agrosolidário, o quanto o programa é importante. E ver ações como essas, que visam contribuir, melhorar e agregar é muito gratificante. Nos enche de orgulho saber que representamos os nossos mais de 5 mil associados. Sempre que posso visito as entidades agregadas ao projeto e estou muito satisfeito com a maneira com que é aproveitada a bebida de soja e as nossas outras contribuições”, disse Galvan.
AGROSOLIDÁRIO – O Agrosolidário é o programa de responsabilidade social da Aprosoja. Possui três frentes de atuação, que são a distribuição de alimento à base de soja para crianças, idosos e enfermos, a orientação nutricional para mães de baixa renda e ajuda financeira para iniciativas culturais que dão oportunidades às crianças carentes. Há dez anos realizando o papel social do produtor rural, o Agrosolidário atua em parceria com creches, asilos, hospitais, entidades filantrópicas, APAEs, entre outros. Atualmente são 74 instituições beneficiadas que estão distribuídas em mais de 30 cidades mato-grossenses.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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