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A prática pedagógica na educação infantil

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Na Educação Infantil é bastante recente a exigência do professor habilitado para atuar no nível, assim como é também a própria ideia da docência com crianças pequenas (de zero a cinco anos de idade). Foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 que colocou como determinação no artigo 62, Capítulo VI – Dos Profissionais da Educação, que a “formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil” será a “oferecida em nível médio, na modalidade Normal”.

A determinação da lei, portanto, fruto de lutas sociais de mulheres, mães e trabalhadoras por direito à creche, ao considerar a Educação Infantil como um nível de ensino da educação básica acena para a discussão da instituição infantil como um espaço-tempo educativo em potencial, onde devem ser desenvolvidas práticas pedagógicas significativas para as crianças pequenas, modificando a natureza do atendimento e do trabalho no espaço que recebe estas crianças no Brasil, se se considerar a história do atendimento à infância.

Nos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil/RECNEI (Brasil, 1998) é ressaltada a necessidade do reconhecimento do professor da Educação Infantil como um profissional da área da educação, já que

As funções deste profissional vêm passando, portanto, por reformulações profundas. O que se esperava dele há algumas décadas não corresponde mais ao que se espera nos dias atuais. Nessa perspectiva, os debates têm indicado a necessidade de uma formação mais abrangente e unificadora para profissionais tanto de creches como de pré-escolas e de uma reestruturação dos quadros de carreira que leve em consideração os conhecimentos já acumulados no exercício profissional, como possibilidade de atualização profissional.

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Também fica evidente que o profissional deste nível de ensino deve ser portador de um conhecimento amplo e de metodologias específicas para o trabalho com crianças, além de ter compreensão sobre o desenvolvimento humano e a especificidade da educação formal. O avanço historicamente construído no reconhecimento profissional do professor de Educação Infantil passa, então, pela exigência de uma formação em licenciatura plena, considerando a importância de seu papel. É possível afirmar, ainda, que o professor deste nível também pode ser concebido e tratado – na definição das políticas públicas – como um intelectual, como quem trabalha com o conhecimento, seja na sua transmissão, seja na sua produção.

  • Professora efetiva da Rede Municipal de Rondonópolis MT, atua como coordenadora pedagógica da rede Municipal.
  • Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua como coordenadora pedagógica da rede Municipal.
  • Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua como Assessora pedagógica na rede Municipal.

A atividade intelectual se relaciona à formação política do professor, como diria Giroux (1987). Como educador, o professor de Educação Infantil é um crítico de sua prática, de forma que as leituras, estudos e reflexões que realiza permanentemente, desde a formação inicial, buscam aprofundar o conhecimento que tem sobre sua ação e de como a faz e o que faz, já que o que ensina e como ensina tem relação com a vida social mais ampla, além da instituição educativa (Cunha, 2005, p. 111).

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Como profissional que tem um papel importante para o desenvolvimento das crianças menores de cinco anos, em seus vários aspectos: físico, social, emocional, etc., o professor de Educação Infantil insere-se na formação permanente, formação continuada, entendida em duas direções. Em primeiro lugar, a autoformarão que, segundo Nóvoa (2008), é feita pela busca pessoal do professor e visa o investimento teórico na compreensão dos processos educativos e na compreensão da própria atuação. O autor defende que a “partilha”, a “colegialidade”, a “solidariedade” dentre outras, são condições e características de se fazer a autoformarão. Em segundo lugar, formação conduzida pelos profissionais da educação que atuam “no chão” da escola pode levar a um compromisso com a melhoria da qualidade do trabalho educativo (Gadotti, 2005).

No caso da formação, defende-se que o envolvimento político do professor com a instituição em que trabalha e com a formação, como apresentada, pode oferecer possibilidades de crescimento, de desenvolvimento profissional. A formação na escola depende em grande parte de como o professor conduz sua autoformarão. Da mesma forma, o trabalho pedagógico do professor de Educação Infantil está relacionado ao papel que se define, cotidianamente, ao professor considerando características como: investimento teórico, colegialidade – ou trabalho coletivo –, partilha, busca de compreensão da prática, dentre outras, como a pouco mencionadas.

Por 1Ludmilla Paniago Nogueira, 2 Joziane Lopes dos Santos, 3Maria Jane da Silva Siena

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Formar X Revelar

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Eduardo Henrique- Treinador de Futebol Licenciado CBF

Em se tratando de futebol de base, deparamos sempre com a mesma pergunta é gasto ou investimento. Talvez se façam essa pergunta por que os clubes não têm uma interação e planejamento entre futebol profissional e categoria de base. E poucos têm a noção que nas categorias menores, o fundamental é a formação do atleta, e não é só pensar em ganhar jogos e campeonatos. Mais já informando que é essencial saber a importância de ganhar.

Sempre falo que na categoria de base, você tem que fazer seus atletas terem um alicerce forte. Ensinando o lado Técnico, Físico, Tático e nunca deixar o psicológico de lado. E também falar com eles sobre as necessidades para a vida, importância dos estudos, e tudo que vem pela vida adulta. A serem não só atletas, mais cidadãos.

Mais um grande detalhe que muitos se enganam, é pensar que a base, que revela jogadores. O jogador só é “revelado“ quando esse atua no profissional. Por isso a importância de ter uma boa relação entre a base e o profissional. Um exemplo típico disso é a Sociedade Esportiva Palmeiras, que nos últimos anos, ganhou quase tudo na base e com vários atletas convocados para a Seleção Brasileira, mais se revelou muito pouco, por que tiveram poucas oportunidades de atuar no profissional. Do lado contrário temos o Santos Futebol Clube, que ganhou poucas competições de base, mais sempre revelou muitos atletas.

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Podemos ter vários motivos para isso, necessidade de vender, pouco poderio de contratar atletas de nível. Mais ainda acredito que é muito cultural dos clubes.

Aqui no Mato Grosso, temos muito disso, algumas equipes tem formado muitos atletas, mais infelizmente revelando pouco, por que não estão tendo oportunidades para esses jovens se firmarem no futebol profissional. Exceções de certas surpresas agradáveis, que vimos no estadual desse ano. Tomara que tenham continuidade, para voltarmos a revelar grandes atletas.

“Falar de Touros não é a mesma coisa que entrar na Arena” um proverbio Espanhol que se aplica muito bem para nosso futebol.

Eduardo Henrique

Treinador de Futebol

Licença CBF

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Mitos e Fatos na agricultura irrigada

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Lineu Neiva Rodrigues
Pesquisador da Embrapa Cerrados

Foto: Fabiano Bastos

Garantir segurança alimentar para todas as pessoas, em um planeta com grandes diferenças sociais, econômicas e ambientais, continua sendo um dos principais desafios da humanidade. Em um mundo onde cerca de 820 milhões de pessoas não têm acesso a quantidade de alimento suficiente para manter níveis básicos de saúde, os estudos indicam que será necessário aumentar a produção de alimentos em cerca de 70%, para atender o acréscimo na demanda mundial prevista para ocorrer no ano de 2050.

O Brasil é um dos poucos países no mundo capaz de elevar a sua produção agrícola sem comprometer o meio ambiente. O País tem mais de 12% das reservas de água doce e algumas das maiores bacias hidrográficas do mundo, mas, mesmo assim, a água tornou-se um fator limitante para o desenvolvimento econômico e o bem-estar do brasileiro.

Estudos projetam que as retiradas de água para fins de irrigação crescerão cerca de 10% até 2050. A água, direta ou indiretamente, é insumo prioritário para todos os setores da economia. O crescimento da escassez hídrica e da competição entre usuários de água representa um sério desafio para os gestores de recursos hídricos na América Latina e Caribe, sendo fundamental estabelecer estratégias de gerenciamento que favoreçam os usos múltiplos.

No caso específico da agricultura irrigada, que é a principal usuária de recursos hídricos, a comunicação é um dos principais entraves para o seu desenvolvimento. É fundamental melhorar a interlocução do setor agrícola com a sociedade, principalmente no que diz respeito ao uso de recursos hídricos. É preciso divulgar informações corretas com base em dados técnicos e análises consistentes, e é isso que será feito nesta série de artigos. É preciso mostrar de forma clara que é possível crescer de maneira sustentável. A informação incorreta contribui para aumentar a polarização entre os usuários de recursos hídricos, que ao invés de cooperarem entre si, entram em disputas muitas vezes desnecessárias. Água é sinônimo de diálogo, de compartilhamento e de integração. Não deve ser geradora de conflitos, mas sim de oportunidade para o desenvolvimento.

Mitos e Fatos

A irrigação consome 70% da água doce da terra. Trata-se de um mito. Justificativa: Primeiramente, para fins de melhorar o diálogo entre os setores usuários de água, é conveniente substituir a palavra consome, que pode trazer a ideia de “destruir”, por utiliza, que traz a ideia de “fazer uso de alguma coisa”. Consumir dá a entender que a água, quando utilizada para atender algum uso, desaparece definitivamente do sistema hídrico. Isso não é verdade. A água retirada de um manancial ficará indisponível para outros usos por um tempo, mas não definitivamente. A dificuldade é saber quando e onde essa água voltará a ficar novamente disponível. Por exemplo, os estudos indicam que em média 60% do peso de um homem adulto seja devido a água. Isto é, um homem pesando 70kg estará retendo em seu corpo algo em torno de 42 litros de água. Essa água que está retida no corpo dessa pessoa estará indisponível para outro uso por um tempo. A quantidade de tempo depende. Uma molécula de água poderá ficar retida, em média, 10 dias no corpo de um homem que bebe cerca de dois litros de água por dia. Ou seja, depois de 10 dias essa molécula de água voltará a fazer parte do ciclo hidrológico e poderá ser utilizada novamente em algum momento. A água é renovável, mas sua quantidade é finita.

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Com relação a outra parte da informação (70% da água doce da terra), os estudos indicam que aproximadamente 71% da superfície terrestre seja coberta com água, totalizando um volume de água de aproximadamente 1.386.000.000 km³. A magnitude desse número é difícil de ser imaginada, principalmente quando pensamos que 1 km3 é igual a 1.000.000.000.000 litros. Essa quantidade de água é praticamente constante. Ou seja, em escala global, a quantidade de água não é variável com o tempo.

Infelizmente, nem toda essa água está prontamente disponível para uso. Cerca de 97,5% dela está nos oceanos. Dos 2,5% que sobram, 76,8% estão nas calotas polares e geleiras, 22,7% são águas subterrâneas e o 0,5% restante está armazenado em outras fontes hídricas, como os rios, que representam 0,006% dos 2,5% e é a água que está mais prontamente disponível para uso. A quantidade de água (vazão) que passa pelos rios do mundo todos os anos é da ordem de 45.500 km³. A vazão total dos rios brasileiros é algo em torno de 179.000 m3/s. Considerando todos os usos (indústria, irrigação, abastecimento urbano, etc.), a demanda hídrica total é da ordem de 2.083 m3/s. Ou seja, cerca de 1,2% da água disponível, levando em consideração apenas os rios, é outorgada e assume-se que está sendo retirada dos rios. Desse total de água que é retirado, 2.083 m3/s, 52% é para irrigação. Isto é, no Brasil cerca de 0,6% da água disponível nos rios é utilizada pela irrigação.

Resumindo: a irrigação é a principal usuária de recursos hídricos, mas não utiliza 70% da água doce do planeta. No Brasil, a quantidade de água utilizada pela agricultura irrigada representa menos de 0,6% do que existe nos nossos rios.

Sendo a quantidade de água existente na terra constante e muito maior que a quantidade demandada, por que ocorrem os conflitos? Essa pergunta é muito recorrente. O que temos que ter em mente é que a quantidade de água é constante em escala global, mas localmente essa quantidade é muito variável. A água, nas suas diferentes formas, está em constante movimento. A maior parte dessa água se movimenta muito lentamente. Por exemplo, uma gota de água no oceano pode levar mais de 3.000 anos para evaporar, enquanto essa mesma gota ficaria apenas cerca de nove dias na atmosfera antes de se precipitar.

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Por outro lado, aquela água que está mais disponível para o nosso uso, as águas superficiais, tem variações grandes em períodos de tempo curtos – dias, semanas ou meses. Essa água é dependente das chuvas. Assim, em um ano, em um mesmo local, a quantidade de água disponível pode ser suficiente para atender a todas as demandas e, no ano seguinte, ser insuficiente para atendê-las. Outro aspecto importante é que as demandas hídricas são crescentes, variáveis e tendem a ser maiores quando a oferta é menor. Os conflitos podem surgir sempre que a demanda for maior que a oferta e a gestão não for realizada de maneira adequada.

Deve-se atribuir prioridades para o uso da água e a irrigação não é uma prioridade. Essa informação é ao mesmo tempo um fato e um mito. Justificativa: Com exceção do abastecimento humano e da dessedentação animal, nenhum outro uso tem prioridade sobre o outro. Sempre deve-se favorecer os usos múltiplos, possibilitando o desenvolvimento de todos os setores. O que pode acontecer é que em determinadas situações, onde um rio específico já se encontra em estado crítico em termos de disponibilidade hídrica, seja necessário definir usos prioritários para evitar conflitos. A priorização dever ser constantemente acordada pelos usuários nos comitês de bacias, sempre valorizando a aptidão da bacia e sua capacidade de suporte. Existem claramente bacias hidrográficas que tem forte aptidão agrícola, não seria razoável priorizar o desenvolvimento de outra atividade em detrimento da agricultura.

É importante ter em mente que o sistema de irrigação é um instrumento de aplicação de água. O produto gerado pela água da irrigação, em geral, é o alimento. Ou seja, a relevância do produto gerado para a sociedade é que tem que ser considerado no desenvolvimento de políticas públicas e na priorização do uso da água. Sob uma ótica restrita, a irrigação é vista simplesmente como um instrumento para aplicação de água para planta, mas, com um olhar mais abrangente, constata-se que a agricultura irrigada é a base de uma economia e de um modo de vida. A irrigação é uma tecnologia fundamental em qualquer planejamento estratégico que vise segurança alimentar. Não é uma boa estratégia proibir ou limitar de forma aleatória qualquer uso. As prioridades devem ser acordadas pelos usuários, prioritariamente fora de períodos de escassez hídrica.

Toda água utilizada na produção de alimento em áreas irrigadas é retirada de um rio ou de um poço. Dependendo de como é vista essa informação pode ser um mito ou um fato. Justificativa: Se analisada no período seco, sem chuvas, a informação é verdadeira. Mas é um mito se for analisada no período da chuva. Nesse caso, grande parte da demanda hídrica da cultura é suprida via água da chuva. Por exemplo, analisando-se o resultado de 30 anos (1980 a 2011) de demanda hídrica da cultura do milho, com duração de 140 dias, plantado no dia 10 de janeiro, na região do Planalto Central. Nesses 30 anos, a demanda hídrica média ocorrida durante o ciclo da cultura foi estimada em aproximadamente 546 mm. Isto é, uma área irrigada de 100 ha plantada com milho nessa região demanda cerca de 546 mil metros cúbicos de água. Desse total, cerca de 41% das necessidades hídricas da cultura foi suprida pela água da chuva (média de 30 anos). Ou seja, 223.860 m3 da água necessária veio da precipitação e 322.140 m3 foi retirada dos rios ou aquíferos pela irrigação. A quantidade de água utilizada pela irrigação dependerá basicamente da quantidade e da distribuição de chuva, já que a evapotranspiração é pouco variável. É importante também destacar que a água verde (água da chuva armazenada no solo) mantém todo o ecossistema terrestre não agrícola, com estimativas de uso variando entre 49.000 km3/ano e 56.5000 km3/ano.

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Como toda água utilizada volta a fazer parte do ciclo hidrológico, não é necessário fazer gestão de recursos hídricos. A primeira parte da informação é um fato; já a segunda é um mito. Justificativa: A gestão de recursos hídricos consiste em administrar os recursos hídricos, compatibilizando a oferta com as demandas. Não é possível fazer a gestão com base na possibilidade de existência de uma água que está retida (imobilizada) em um determinado uso, pois não se sabe quanto esta água estará disponível novamente para ser utilizada e também não se sabe onde ela estará disponível.

A estimativa da quantidade de água que pode ser outorgada em uma bacia hidrográfica é feita com base em dados históricos de vazão e em procedimentos estatísticos e está sujeita a erros. Para reduzir o risco de falha, a demanda tem que ser muito bem quantificada. Assim, toda água que é retirada do sistema hídrico e fica indisponível para outros usos deve ser computada. Não é possível, por exemplo, contabilizar como parte da oferta hídrica uma água que se encontra na forma de vapor, embora, eventualmente, ela passará para a forma líquida e estará disponível para uso. A gestão de recursos hídricos é uma atividade que traz segurança para os usuários, reduzindo o risco de faltar água.

Para finalizar, gostaria de enfatizar a necessidade de pensar o desenvolvimento de maneira integrada e estratégica, sendo a água e alimento elementos centrais desse debate. Nesse sentido, é importante analisar a capacidade de suporte das bacias hidrográficas e as responsabilidades de cada setor usuário, favorecendo sempre os usos múltiplos e apresentando oportunidade de crescimento para todos. A água não pode ser fator limitante do crescimento, sendo, desta forma, necessário fazer tanto a gestão da demanda como da oferta hídrica.

Comunicando melhor, acredita-se que o diálogo entre os setores irá melhorar e a agricultura irrigada poderá se desenvolver com mais sustentabilidade, contribuindo para a segurança ambiental, hídrica e alimentar, enquanto se produz alimentos em quantidade e qualidade a custos acessíveis para as pessoas.

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Você sabe onde surgiu a expressão “Tudo acaba em pizza”?

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Se você é brasileiro e já falou sobre política, deve ter ouvido e até reproduzido a expressão “tudo acaba em pizza”. Pensado nisso, o Portal MT resolveu investigar onde a famosa expressão surgiu.

Ao contrário do que muitos pensam, a frase não tinha a intenção de falar sobre política, quando foi dita pela primeira vez. Na verdade tem a ver com uma paixão nacional, o futebol

De acordo com informações do site da revista Veja, o grande autor da frase imortalizada é o radialista paulistano Milton Peruzzi. A expressão foi criada para uma manchete da Gazeta Esportiva, na década de 60.

O clube do Palmeiras passava por uma série de conturbações, e os dirigentes do clube ficaram mais de 14 horas fazendo uma reunião para decidir o futuro do time. Após a reunião, os dirigentes (que estavam famintos), pediram 18 pizzas gigantes.

Milton Peruzzi, que estava presente na reunião, publicou sua manchete no dia seguinte: “Crise do Palmeiras termina em pizza”. Após essa matéria, o comunicador adotou a expressão em outras reportagens.

Nesse tempo “acabar em pizza” ainda não estava associado a um problema ou denúncia que não deu em nada, muito pelo contrário. A expressão fazia referência ao talento brasileiro para os desfechos festivos e a amizade peculiar do jeitinho brasileiro, como “Acabar em Samba”, por exemplo.

Um outro significado

Durante a crise e rumores de impeachment do Presidente Collor de Melo, a expressão ganhou um novo significado. Uma dura crítica ao vício nacional da acomodação e da impunidade nos momentos em que a guerra política ameaça ferir os poderosos.

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O novo significado da expressão nasceu em 31 de julho de 1992, quando a paulista Sandra Fernandes de Oliveira depôs na CPI do PC Farias e desmontou sozinha a chamada “Operação Uruguai”, bolada pela turma de Collor para vender à nação a mentira de que a fortuna pessoal do presidente não provinha da corrupção, mas de um empréstimo feito no país vizinho.

“Se isso realmente acabar em pizza, como querem alguns, acho que é o fim do país”, disse a secretária ao microfone da CPI.

O exemplo mais recente para o qual se aplica a expressão é o julgamento dos investigados e réus na Lava Jato, no fim das contas há quem diga que “tudo acaba em pizza”.

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