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Aceleração do home office

Fernanda Monteiro Moreira*
A pandemia do COVID-19 sem dúvidas tem trazido modificações significativas no mundo inteiro, com repercussões em diversos setores, em especial nos postos de trabalho. A necessidade de conter a disseminação do vírus, diversos órgãos públicos e empresas privadas tiveram que se adaptar diante do risco à saúde de todos e por isso, tem optado por instituir o Home Office, ou teletrabalho, com uso de tecnologia.
Apesar de nos dias atuais referida modalidade estar em alta pela necessidade, já era regulada pela CLT desde 2017, quando ocorreu a reforma trabalhista, prevendo e regulamentando a possibilidade de que o trabalhador empregado, desenvolva suas atividades cotidianas a partir de sua residência.
É fato que a necessidade do isolamento social acelerou a transição do trabalho presencial para o home Office ou teletrabalho, que já vinha se consolidando, e a sua adoção como formato de trabalho só cresceu desde a decretação da pandemia, agravada pelo fechamento das escolas e creches, e as crianças passando a ficar em tempo integral em casa, não restando outra opção para muitos profissionais, senão desenvolver suas atividades por home office, por não terem onde deixar os filhos durante a jornada de trabalho.
Dados mostram essa tendência, inclusive com grande potencial de expansão do trabalho em Home Office no Brasil, pós pandemia, conforme pesquisa da USP, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), segundo a qual 70% dos trabalhadores entrevistados disseram que gostariam de continuar trabalhando em home Office pós pandemia.
É possível verificar amplamente que, nas relações de trabalho, o home office já se instalou como uma realidade, e até mesmo empresas que antes resistiam à sua implantação por entender que a proximidade dos líderes era imprescindível, pelo pressuposto da fiscalização do trabalho, tiveram que fazer a implantação rapidamente, até mesmo sem um planejamento.
As mudanças mais ágeis, nesse contexto, vieram pelo caminho da legislação, através das Medidas Provisórias 927 e 936, que trouxeram várias ações possíveis de aplicação pelas empresas para o enfrentamento da crise do coronavírus e manutenção do emprego, como flexibilização do home office, redução da jornada e dos salários e suspensão dos contratos de trabalho.
Apensar da MP 927/2020, não ter sido convertida em Lei, e ter perdido sua vigência, o teletrabalho continua em pleno vapor e seguindo a legislação e formalidades já existentes, com uma grande tendência de aumentar o número de pessoas trabalhando em casa pós pandemia, uma vez que as empresas já identificaram que é possível manter a sua produção e atividade longe das suas dependências, e mais, com menos gasto com internet, ar-condicionado, energia elétrica e outras estruturas físicas, além de auxílio transporte e até mesmo adicional noturno.
A exemplo disso, o setor público já apresentou dados oficiais do Ministério da Economia que informou no final do mês de julho, uma economia no importe de R$ 360 milhões até junho de 2020 com sistema de home Office, levando a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, a publicar a Instrução Normativa n. 65, que estabelece orientações para o regime de teletrabalho nos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração federal.
Porém, no setor privado cabe um alerta importante às empresas, pois a transição do trabalho presencial para o home Office, ou teletrabalho deve seguir regras, que vão desde a segurança e medicina do trabalho, parte tecnológica, despesas do empregado e aditivo contratual, com anuência do empregado, bem como a maneira de fazer a gestão da relação desse trabalho que continuará vigente.
Evidentemente, nem todos os cargos numa empresa e nem todos os setores de atividades produtivas, são compatíveis com o home office, mas o momento é de conscientização tanto do empregado como do empregador, para vivenciarmos essa mudança de paradigma na prestação do trabalho. Assim, o cenário, apesar de pandêmico, é também de oportunidade de readaptação em tudo, inclusive nos postos de trabalho, onde o home Office/teletrabalho não será mais tratado como um procedimento de exceção, demonstrando ser uma realidade que veio para ficar, mesmo com a retomada das atividades presenciais
*Fernanda Monteiro Moreira é advogada com atuação em Direito e Processo do Trabalho e Empresarial. Possui MBA em Direito Empresarial pela FGV e é integrante do escritório JMS Advogados Associados
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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