Mato Grosso
Afroturismo, turismo indígena e experiência pantaneira em MT são apresentados em feira mundial do setor
O trabalho do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) tem o apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Os roteiros englobam: Cidades Pantaneiras Tradições e Encantos das Águas do Pantanal (Santo Antônio e Barão), Rota Agroecológica Guadalupe e Fazenda Anacã (Alta Floresta), Roteiro Afroturismo Mata Cavalo (Livramento) e Etnoturismo (Campo Novo do Parecis).
“Mato Grosso é um estado diverso, com três biomas e o Sebrae tem estruturado produtos no Cerrado, Pantanal e Amazônia. Mais do que apresentar novos produtos, eles têm fomentado novas cadeias de pequenos e médios negócios. Em um dos roteiros, o turista conhece o Museu da Viola de Cocho, onde seu Alcides, artesão que fabrica o instrumento tradicional, além de fomentar restaurantes e pousadas. Não existe turismo sem CNPJ”, afirmou o secretário adjunto de Turismo da Sedec, Felipe Wellaton.
A partir do desenvolvimento de novos produtos turísticos, a Sedec faz a promoção dos destinos e viabiliza meio para que os empresários do setor possam fechar parcerias com operadoras nacionais e internacionais, que resultam na atração de mais turistas no Estado. Neste ano, a Sedec investiu no estande de 60 metros quadrados, proporcionando um ambiente maior do que em 2023 para divulgação do Estado e dos destinos.
A gestora estadual de turismo do Sebrae/MT, Marisbeth Gonçalves, destacou que a apresentação dos novos roteiros em Mato Grosso na WTM foi uma ação estratégica, pois é uma das mais importantes vitrines para negócios.
“O Governo do Estado aumentou o espaço no estande, permitindo que os empresários do Estado possam fazer suas comercializações, participem das rodadas de negócios nacional e internacional com operadores de turismo de todo o mundo. Nosso destino pantanal é considerado um mercado internacional. Mas também temos operadores do Brasil inteiro aqui presentes, então é o momento dos nossos empresários fazerem negócios e manterem relacionamento com operadores de outros estados”, disse.
Proprietária da Pousada Rio Mutum, no município de Barão de Melgaço, Alice Galvão, destaca que a presença dos operadores num espaço como o estande de Mato Grosso permite que eles alcancem novos mercados.
“O empresário não tem potencial financeiro para ter um espaço como esse, fazer viagens e sair divulgando. Além do Brasil, nós temos vários países também aqui, presente. Os governos sempre apoiam muito todos os outros estados. Mas agora Mato Grosso tem investido mais e junto com o Sebrae tem feito um grande trabalho de montar os roteiros, promovê-los e tem sido um diferencial para a gente. Se o governo não estiver do nosso lado, nós não temos como desenvolver o turismo, é impossível”, pontuou.
Os operadores de turismo que abraçaram os novos produtos turísticos e começaram a comercializá-los falaram sobre a experiência de trabalhar o turismo sob o aspecto mais cultural, como os roteiros foram concebidos.
O afroturismo de Mata Cavalo é comercializado pelo empresário Waldir Teles, da Gale Tur Viagens. O pacote de 8 horas passa pelo Centro Histórico de Nossa Senhora do Livramento, Centro de Comercialização É de Livramento, Reino de Xango, Quintal da Josefina, Casa da Cultura Quilombola e a Escola Quilombola Tereza Conceição de Arruda.
A comunidade quilombola de Mata Cavalo é um dos grupos remanescentes de escravos em Mato Grosso que mais tem se esforçado na luta pela conservação de suas terras e tradições. O quilombo é formado por um complexo de comunidades e abriga aproximadamente 450 pessoas, que mantém as tradições dos antigos escravizados. Essa herança se manifesta não só no estilo de vida, mas também nas expressões culturais, especialmente através dos grupos de dança afro-brasileira formados por jovens, que mantêm viva a memória e a história de seus ancestrais.
“Nós temos a história de luta, de vivência, de toda a resistência desse povo. Tem muitas histórias e conquistas pessoais muito fortes que nós não podemos deixar passar, deixar para trás. No roteiro, começamos pela cidade de Livramento, seguimos para os quilombolas, e de lá faremos uma imersão no quilombo, passaremos por um templo espiritual, almoçaremos com a Dona Josefina, com as suas guloseimas, com as suas sabedorias populares, ancestrais”, enfatizou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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