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ALMT em busca de soluções para aliar conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico

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Mato Grosso é conhecido mundialmente pela biodiversidade de suas paisagens. Cerrado, Amazônia e Pantanal dividem o território com a ocupação humana, numa disputa de forças pela existência. No último ano, de acordo com o MapBiomas, o Cerrado ultrapassou a Amazônia pela primeira vez e apresentou a maior área desmatada entre os biomas, totalizando 1.110.326 hectares (ha). O volume de área desmatada no Cerrado brasileiro em 2023 representa um aumento de 67% em comparação com a área desmatada em 2022.

Em Mato Grosso, 57 mil ha dentro do bioma Cerrado foram desmatados em 2023. No território ocupado pelo bioma Amazônia foram 97 mil hectares. O Pantanal teve 6 mil hectares abertos. As consequências das alterações do uso da terra incluem o aumento das emissões dos gases de efeito estufa, aumento da temperatura e redução do volume de água nas reservas.

Por outro lado, o agronegócio, por meio do plantio de grãos e produção de proteínas, colocou Mato Grosso em destaque mundial como um dos principais fornecedores de alimentos, fibras e biocombustíveis. No ano passado, o setor movimentou mais de R$ 200 bilhões, de acordo com o Valor Bruto dos Produtos da Agropecuária (VBP) divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em 2013, o VBP foi de R$ 39,8 bilhões.

Com isso, a qualidade de vida da população também vem registrando melhorias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no estado saltou de 0,449 em 1991 para 0,601 em 2000 e alcançou 0,736 em 2021. Quanto mais próximo de 1, melhor a qualidade de vida da população.

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Diante do desafio de continuar produzindo e, ao mesmo tempo, conservar a biodiversidade, se faz cada vez mais necessária a presença do Estado para legislar, fiscalizar e garantir o desenvolvimento social e econômico em harmonia com a conservação ambiental, essencial para a existência humana.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é um dos elos que compõem o aparato estatal, atuando na proposição, discussão e aprovação das leis e na fiscalização do cumprimento da legislação. Como, por exemplo, a Lei 12.087/2023, que institui a Política Estadual para o Manejo Sustentável, Plantio, Extração, Consumo, Comercialização e Transformação dos Frutos e Produtos Nativos do Cerrado Mato-grossense.

A iniciativa, apresentada pelo presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (União), reúne 12 finalidades que vão da identificação de áreas de incidência de comunidades tradicionais que vivem ou sobrevivem da coleta de produtos nativos do cerrado até a criação de centros de educação em áreas do bioma cerrado com o objetivo de coordenar pesquisas, manter banco de dados, produzir e divulgar material didático, promover ações de educação ambiental, resgate e valorização da cultura local e outras atividades associadas ao pequi e aos demais frutos e produtos nativos do cerrado.

De acordo com o deputado, na defesa de sua proposta, “o Cerrado é certamente aquele onde o confronto entre a produção agropastoril e a necessidade de proteção ao meio ambiente está mais presente. Pois, depois de o Cerrado tornar-se a maior região agropecuária brasileira, graças à introdução de novas técnicas de correção do solo e irrigação, a flora e fauna nativas dessa região vêm perdendo cada vez mais espaço”.

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Com isso, a Lei busca incentivar o cultivo, a extração, o beneficiamento, a transformação, o consumo e a comercialização de produtos nativos do cerrado dentro de uma política voltada para o desenvolvimento sustentável.

Outra pauta que também busca estimular a produção sustentável é o Projeto de Lei (PL) 264/2024, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT). A proposta institui a Política Estadual de Agricultura Sintrópica no Cerrado, visando incentivar práticas agrícolas que buscam a harmonia com os sistemas naturais, integrando técnicas de cultivo que promovem a biodiversidade, a regeneração do solo e a conservação de recursos hídricos.

Este Projeto está em tramitação na ALMT e já recebeu parecer favorável na Comissão de Desenvolvimento Econômico, podendo ser apreciado em primeira votação.

Há ainda iniciativas que visam conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com o meio ambiente, como o PL 1922/2023, que inclui a Semana do Cerrado no calendário da rede de ensino de Mato Grosso. A autoria é do deputado Elizeu Nascimento.

Palco de Debates – A Assembleia também tem trabalhos voltados para promoção do debate, para a fiscalização e em busca de soluções, em conjunto com outros representantes da sociedade, para os problemas agroecológicos. A Câmara Setorial Temática (CST) sobre as Mudanças Climáticas em Mato Grosso é uma dessas iniciativas. Instalada em maio de 2023, a CST deverá apresentar o relatório final dos trabalhos no próximo mês. Foi mais de um ano de estudos técnicos, reuniões e debates sobre os impactos das mudanças climáticas no estado e possíveis ações para frear o aquecimento.

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O presidente da CST, deputado Júlio Campo (União), destaca a relevância dos debates realizados, com a escuta de importantes centros de pesquisas, técnicos e cientistas para apontar os possíveis caminhos para conciliar desenvolvimento e preservação.

Na ALMT também há o trabalho contínuo da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais, que acompanha os projetos relativos ao tema, promove debates e lidera o comitê de prevenção e combate a incêndios no Pantanal, com objetivo de prevenir novas tragédias como a que aconteceu em 2020.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Ex-vereador João Moto Táxi anuncia desfiliação do PT em Rondonópolis

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Foto- Assesoria

O ex-vereador de Rondonópolis, João Garcia de Souza, conhecido como João Moto Táxi, oficializou seu pedido de desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT) no município.

Em carta encaminhada ao Diretório Municipal do PT de Rondonópolis, João afirmou que a decisão foi tomada com “profundo pesar”, destacando a trajetória histórica da sigla na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão social.

Apesar da saída do partido, o ex-parlamentar ressaltou que continua reconhecendo a importância de projetos sociais e políticas públicas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando as ações como fundamentais para a redução das desigualdades e reconstrução social do país.

No documento, João Moto Táxi atribui a desfiliação a divergências políticas no âmbito municipal, além da “quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos”, fatores que, segundo ele, tornaram inviável sua permanência na legenda.

“Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos”, afirmou no texto.

Ao final da carta, o ex-vereador agradeceu aos militantes e companheiros de partido pelas experiências compartilhadas durante o período de militância e desejou que o PT continue contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

O pedido de desfiliação foi datado em 17 de maio de 2026, em Rondonópolis.

Veja carta de desfiliação:

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Ao Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Rondonópolis – MT

Eu, João Garcia de Souza, venho, por meio desta, formalizar meu pedido de desfiliação dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT).

Trata-se de uma decisão extremamente difícil e carregada de profundo pesar, sobretudo por toda a trajetória histórica construída pelo partido na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão dos setores mais vulneráveis da sociedade brasileira.

Registro que permaneço reconhecendo e concordando com importantes projetos sociais, políticas públicas e avanços promovidos pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os quais considero fundamentais para a redução das desigualdades e para a reconstrução social do país.

Entretanto, em âmbito municipal, acontecimentos recentes, divergências políticas e, sobretudo, a quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos tornaram inviável minha permanência na legenda. Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos.

Agradeço aos companheiros e companheiras com quem compartilhei experiências, debates e lutas ao longo deste período de militância, desejando que o partido siga contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

Sem mais para o momento,

Rondonópolis – MT, 17 de maio de 2026.

João Garcia de Souza

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Presidente da APER destaca atuação de Irajá Lacerda contra abusos no crédito rural

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Entidade do RS reconhece atuação do ex-secretário executivo do Mapa; ferramenta implementada em sua gestão ajudou produtor a suspender execução judicial

Foto- Assessoria

O presidente da Associação dos Produtores Empresários Rurais do Rio Grande do Sul (APER), Arlei Romeiro, fez um agradecimento público ao ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Irajá Lacerda, pela atuação em defesa de produtores rurais diante de relatos de irregularidades e abusos na execução das políticas públicas de crédito rural.

Segundo o dirigente, produtores têm relatado dificuldades para acessar o direito ao alongamento de custeios e investimentos em casos de frustração de safra ou problemas de comercialização. “A instituição não concede essa prorrogação e, em vez disso, induz o produtor a contratar outro tipo de crédito, como uma CCB – Cédula de Crédito Bancário, uma confissão de dívida ou até mesmo uma CPR – Cédula de Produtor Rural, com taxas de juros muito mais altas”.

O presidente informa que as denúncias foram levadas a diversos órgãos e que a entidade encontrou apoio institucional no Ministério da Agricultura durante a atuação de Irajá Lacerda na Secretaria Executiva. “O jovem secretário teve a coragem de enfrentar o sistema, implementar uma auditoria no Mapa e produzir um relatório robusto, com provas materiais e depoimentos de vários produtores rurais, reforçando e comprovando as denúncias que a APER vinha fazendo”, destaca ele.

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O reconhecimento vem acompanhado de um resultado concreto: um produtor rural gaúcho conseguiu suspender judicialmente uma execução indevida e ter seu nome retirado dos cadastros de inadimplência graças ao atestado VMG (Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos), implementado durante atuação de Irajá Lacerda no Mapa. O atestado é uma ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais que permite comprovar boas práticas agrícolas e eventos climáticos nas propriedades rurais.

O ex-secretário do Mapa explica que o produtor havia pedido o alongamento da dívida após sofrer prejuízos provocados por evento climático, mas teve a solicitação negada pela instituição financeira e acabou sendo executado.

“Esse produtor não deixou de cumprir seu compromisso porque quis. Ele enfrentou um evento climático, teve prejuízo na safra e precisava comprovar isso. Com o atestado VMG, conseguiu levar esses fatos ao Judiciário, suspender a execução e retirar a negativação do nome. Hoje, ele pode voltar a buscar crédito e tocar sua atividade produtiva. Isso me dá a sensação de que valeu a pena fazer esses enfrentamentos”, afirma Irajá ao relatar o caso.

Para ele, o episódio reforça a importância de garantir segurança jurídica ao produtor, especialmente quando há frustração de safra ou dificuldade real de cumprimento das obrigações financeiras. “Quando o produtor enfrenta essas situações, não pode ser empurrado para uma dívida ainda mais pesada. O papel do poder público é ouvir, fiscalizar e garantir que as políticas de crédito rural sejam cumpridas com justiça e transparência”, enfatiza.

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Em seu depoimento, o presidente da APER também defende que o crédito rural seja tratado como uma questão de Estado, e não como pauta político-partidária. Irajá reforça a mesma linha e afirma que a defesa do produtor rural deve estar acima de qualquer disputa ideológica.

“Enquanto estive no Mapa, minha atuação sempre foi pautada na defesa do produtor rural, porque defender o produtor é defender a produção, a segurança alimentar, o emprego e o desenvolvimento do país. Isso independe de ideologia política ou partidária. O que pode ser corrigido deve ser enfrentado com coragem, responsabilidade e cumprimento da lei”, completa o ex-secretário.

*Foto: Irajá Lacerda quando ocupava o cargo de Secretário Executivo do Mapa

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Zé Medeiros cresce em nova pesquisa e se consolida entre os favoritos ao Senado em MT

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O instituto ganhou destaque após acertar a vitória de Abílio Brunini em Cuiabá nas eleições de 2024

Foto- Assessoria


Nova pesquisa do Instituto Veritá mostra crescimento do deputado federal José Medeiros (PL) na corrida ao Senado. O levantamento, realizado entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, com 1.220 eleitores de Mato Grosso, consolida o parlamentar entre os principais candidatos do estado.

Os números demonstram um avanço significativo em relação ao levantamento divulgado no início de abril pelo próprio Instituto Veritá. Na pesquisa estimulada, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para o governador Mauro Mendes, que aparece com 30,7%.

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto válidas em apenas um mês, ampliando sua presença no eleitorado.

No segundo voto estimulado para o Senado, Medeiros também aparece consolidado, com 19,5%, mantendo competitividade em um cenário de duas vagas em disputa.

Os números reforçam o avanço do parlamentar no estado e demonstram o fortalecimento de sua candidatura junto ao eleitorado conservador e bolsonarista de Mato Grosso.

Para José Medeiros, o resultado da pesquisa reflete a preocupação da população com o futuro do Brasil e demonstra que o eleitorado está atento à importância da eleição para o Senado.

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“Fico feliz com os números de uma pesquisa séria e respeitada. Recebo esse resultado com alegria e responsabilidade. Essa eleição será decisiva para o futuro do Brasil, e a população percebe isso. Vamos trabalhar para eleger um Senado de direita, comprometido com a democracia, a liberdade e a Constituição”, afirmou Zé Medeiros.

O deputado também ressaltou que continuará defendendo a liberdade dos presos do 8 de janeiro e trabalhando pelo equilíbrio entre os Poderes.

“A pesquisa mais importante é a da urna. Vamos continuar trabalhando por Mato Grosso e fazer os enfrentamentos necessários, inclusive sobre os desmandos do STF, para que a nossa democracia volte à normalidade”, concluiu.

Crédito da foto: Pedro Paulo
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