Agro News
Alta do diesel pressiona colheita e aperta ainda mais margem do produtor
Em plena colheita do arroz no Sul do país, produtores enfrentam um novo fator de pressão sobre os custos: a disparada do diesel. O aumento do combustível ocorre em um momento sensível da safra e tem impacto direto sobre a operação das lavouras e sobre a logística de escoamento da produção, ampliando as dificuldades de uma cadeia que já vinha operando com margens apertadas.
O encarecimento ocorre mesmo após medidas adotadas para reduzir o preço do combustível. Na semana passada, o governo federal anunciou a retirada de tributos federais sobre o diesel, medida que, segundo estimativas oficiais, teria potencial para reduzir o preço final em cerca de R$ 0,64 por litro. No dia seguinte, porém, a Petrobras anunciou reajuste de aproximadamente R$ 0,38 por litro no diesel vendido às distribuidoras. Ainda assim, o impacto estimado ao consumidor seria limitado, já que a desoneração tributária compensaria parte do aumento.
No campo, entretanto, produtores relatam que os preços praticados por distribuidores e revendedores têm subido muito além dessas variações. Em algumas regiões produtoras do Rio Grande do Sul — responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz — o litro do diesel, que semanas atrás girava em torno de R$ 5,60, chegou a ser negociado a mais de R$ 10.
O efeito é imediato sobre a operação das propriedades. A cultura do arroz depende fortemente de mecanização e de transporte rodoviário em praticamente todas as etapas do processo produtivo. Colheitadeiras, tratores, caminhões e sistemas de secagem consomem grandes volumes de combustível. Quando o diesel encarece ou se torna escasso, o ritmo da colheita desacelera e os custos operacionais se ampliam.
Além do impacto nas lavouras, o aumento do combustível também pressiona a logística. O transporte rodoviário, principal meio de escoamento da produção, já registra elevação expressiva de custos neste ano. Como grande parte do arroz produzido no Sul precisa percorrer longas distâncias até centros consumidores ou portos de exportação, a alta do diesel se traduz rapidamente em fretes mais caros e margens ainda menores para produtores e indústrias.
Parte dessa pressão tem origem no mercado internacional de energia. As tensões envolvendo rotas estratégicas de petróleo no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, elevaram a volatilidade das cotações do petróleo nas últimas semanas. Como o diesel é um derivado diretamente ligado a esse mercado, oscilações globais acabam repercutindo na formação de preços no Brasil.
O problema para o setor é que o avanço dos custos ocorre em um momento em que o mercado do arroz ainda não reagiu de forma consistente. No mercado físico do Rio Grande do Sul, principal referência nacional, a saca de 50 quilos do arroz em casca tem sido negociada em torno de R$ 58, valor que representa leve recuperação nas últimas semanas, mas permanece muito abaixo dos níveis observados no ano passado. Na comparação anual, as cotações acumulam queda próxima de 30%.
Esse descompasso entre custos e preços ajuda a explicar a cautela nas negociações. Muitos produtores têm optado por segurar parte da produção à espera de melhores condições de mercado, enquanto compradores mantêm postura mais conservadora diante de um cenário ainda incerto de oferta e demanda.
As exportações continuam funcionando como um mecanismo de alívio para o mercado interno, absorvendo parte da produção e ajudando a evitar uma pressão maior sobre os preços domésticos. Ainda assim, o equilíbrio permanece frágil. A colheita avança, os custos logísticos aumentam e a rentabilidade da atividade segue comprimida.
Para a cadeia produtiva do arroz, o momento expõe um problema recorrente da agricultura brasileira: a dificuldade de repassar aumentos de custos para o preço final do produto. Em um contexto de combustível caro, transporte mais oneroso e mercado ainda ajustando a oferta, a margem do produtor permanece sob forte pressão justamente no período em que a atividade exige maior volume de operações no campo.
Fonte: Pensar Agro
Agro News
Carnes e soja fazem exportações do agro somar R$ 80 bilhões em maio

Impulsionado pelo avanço das exportações de soja e proteínas animais, o agronegócio brasileiro movimentou cerca de R$ 80 bilhões em maio de 2026, registrando o segundo maior faturamento da história para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, as vendas externas do setor alcançaram aproximadamente R$ 80 bilhões, resultado 8,2% superior ao registrado em maio do ano passado.
O desempenho reforça o papel do agronegócio como principal sustentáculo da balança comercial brasileira. Mesmo em um cenário de volatilidade nos mercados internacionais, o setor conseguiu compensar a retração observada no complexo sucroenergético com embarques robustos de grãos e proteínas, mantendo o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.
A soja continuou liderando a pauta exportadora nacional. Em maio, os embarques do grão alcançaram 14,8 milhões de toneladas, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelo produto somou aproximadamente R$ 31,5 bilhões, sustentada pela combinação entre grande oferta e preços internacionais mais favoráveis. O farelo de soja também apresentou crescimento expressivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja registrou uma das maiores altas do mês, avançando 34% em volume.
As proteínas animais também tiveram papel decisivo no resultado. As exportações de carne bovina in natura atingiram 262 mil toneladas em maio, crescimento de 20% sobre o mesmo mês do ano passado. O faturamento do segmento chegou a cerca de R$ 8,5 bilhões, beneficiado pela valorização dos preços internacionais e pela forte demanda dos mercados asiáticos.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do período. Os embarques alcançaram 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual. Já a carne suína manteve a trajetória positiva observada ao longo de 2026, com exportações de 111 mil toneladas, crescimento próximo de 5%.
Entre os demais produtos, o milho registrou a maior variação percentual. As exportações cresceram mais de 570% em relação a maio de 2025, embora os volumes ainda sejam considerados modestos devido ao início da colheita da segunda safra. O algodão também manteve forte ritmo de expansão, com avanço superior a 50% nos embarques, enquanto o suco de laranja apresentou crescimento de 17%, reforçando a liderança brasileira no mercado global da bebida.
Na contramão, o complexo sucroenergético enfrentou um cenário mais desafiador. As exportações de açúcar bruto recuaram 10%, pressionadas pela queda dos preços internacionais. O etanol sofreu retração ainda mais intensa, com redução de 79% nos embarques, refletindo a menor competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Além das questões de mercado, o setor acompanha com atenção as discussões comerciais nos Estados Unidos. Propostas de novas tarifas sobre determinados produtos brasileiros estão em análise pelas autoridades norte-americanas, embora boa parte dos principais itens do agronegócio — como carnes, café, frutas, cereais e suco de laranja — tenha permanecido fora das listas de sobretaxação.
Apesar das incertezas geopolíticas e da oscilação dos preços internacionais, os resultados de maio demonstram a resiliência do agro brasileiro. Com uma safra recorde e demanda firme por alimentos, fibras e proteínas, o setor continua ampliando sua participação no comércio mundial e reforçando sua importância para a geração de divisas e para o crescimento da economia nacional.
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Fundação Mato Grosso anuncia novos eventos para algodão e milho
Para o segundo semestre deste ano serão realizados encontros técnicos abrangendo as culturas do algodão e milho, além de um dia de campo, em junho, voltado exclusivamente para o algodão

Após três dias de uma intensa programação e difusão de informação, o 26º Encontro Técnico de Soja da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), evento ocorrido em Cuiabá, se posiciona mais uma vez na vanguarda como o primeiro canal de validação para os produtores rurais e todo mercado, reunindo toda a cadeia produtiva de grãos, trazendo inovação em diferentes áreas de conhecimento e fortalecendo vínculos com o ecossistema da cadeia sojicultura.
Para o Head Corporativo e Comercial da Fundação Mato Grosso, Flávio Garcia, o 26º Encontro Técnico de Soja superou mais uma vez todas as expectativas de entrega ao público e na difusão de conhecimento por meio dos painéis e de networks aos produtores participantes e entre os principais players técnicos e gestores do agronegócio.
“O tema ‘Cada grão importa’, resume bem a realidade atual em tempos de margens muito apertadas, onde o produtor precisa cada vez mais estar com todo o posicionamento técnico-científico em mãos para a melhor tomada de decisão. O que nós da Fundação Mato Grosso entregamos são dados validados por nossa área de pesquisa com referência, posicionamento, qualidade e inovações no que há de melhor no mercado e para que o produtor tenha todas essas ferramentas em mãos para aplicar, seja na área de entomologia, fitopatologia, nas escolhas de cultivares, na genética, como na questão dos nematóides, matologia , mecanização e na área de solos buscando sempre a maior eficiência e resultado. No ponto de vista estratégico, a Fundação Mato Grosso por meio do seu Conselho Curador, se reuniu com várias das maiores companhias agrícolas parceiras e desenvolvedoras de P & D em um Lounge Business, visando alinhamentos na busca da perenidade, confiança, credibilidade e imparcialidade na entrega e posicionamento para o produtor. Além do fortalecimento de relacionamento, para que nós da Fundação MT sempre estejamos em “primeira mão” apresentando essas soluções inovadoras ao mercado”, destacou Garcia.
Assim que ocorreu o fechamento do Encontro Técnico de Soja, que contou com a participação de 300 pessoas nos dois dias de evento e 150 participantes de forma on-line, a Fundação Mato Grosso já anunciou mais dois grandes encontros para o segundo semestre deste ano, desta vez abrangendo as culturas do algodão e milho, nos meses de agosto e novembro respectivamente. Além de um dia de campo, nos dias 10 e 11 de junho, voltado exclusivamente para o algodão, trará para os participantes uma prévia dos resultados em campo da estação da Fundação Mato Grosso, na Fazenda Tucunaré, do Grupo Amaggi, em Sapezal.
Para o gerente de Pesquisas Serviços e Operações da Fundação Mato Grosso, Luís Carlos de Oliveira, na área técnica-científica, a atual edição do Encontro Técnico de Soja, cumpriu o seu papel, com informação de qualidade e com a validação de muitas horas de pesquisas em painéis técnicos em paralelo estudos de campo, que trazem um cenário abrangente, em assunto sensíveis como o caruru e a mosca-branca, para que produtor possa tomar a melhor decisão no dia a dia de operação na fazenda. “Em resumo para nós, o encontro cumpriu o papel dele nestes 26 anos que é levar informação confiável para o produtor, então estamos cumprindo a nossa missão é a nossa satisfação maior é o legado que nós estamos deixando que foi o Encontro Técnico de Soja”, apontou o gerente.
Sobre a FMT:
A Fundação MT é uma instituição privada sem fins lucrativos, referência nacional em pesquisa e difusão de tecnologias para o agronegócio. Com foco em culturas como soja, milho e algodão, atua no desenvolvimento de soluções que aumentam a produtividade e a sustentabilidade no campo, promovendo a integração entre pesquisa científica e aplicação prática junto aos produtores rurais.
Conta ainda com cinco estações de pesquisa distribuídas estrategicamente pelo estado de Mato Grosso, ampliando sua capacidade de geração e validação de tecnologias em diferentes condições de cultivo. Entre seus pilares institucionais, destaca-se a imparcialidade, garantindo credibilidade e isenção na geração e disseminação de informações técnicas.
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




