Mato Grosso
Alunos de direito e da área de saúde da Faculdade Fasipe CPA visitam o TCE-MT
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| TCESTUDANTIL 120 estudantes de enfermagem, fisioterapia, odontologia, biomedicina, nutrição, psicologia e direito participaram do projeto do TCE-MT |
Alunos dos cursos da área de saúde e direito da Faculdade Fasipe CPA participaram nesta terça-feira (21.05) do programa TCEstudantil. O grupo, formado por cerca de 120 estudantes de enfermagem, fisioterapia, odontologia, biomedicina, nutrição, psicologia e de direito, do 1º ao 8º semestre, participaram de uma palestra e, em seguida, acompanharam parte da sessão ordinária do Pleno da Corte de Contas.
Durante a palestra, ministrada pelo auditor público externo do Tribunal de Contas, Bruno de Paula Santos, supervisor de controle externo na Secex de Saúde e Meio Ambiente, os visitantes receberam informações sobre a missão constitucional da Corte de Contas, sua estrutura organizacional, a composição no Pleno, bem como sobre os serviços que o Tribunal presta aos jurisdicionados – órgãos das administrações direta e indireta do Governo do Estado e dos 141 municípios de Mato Grosso -, bem como à sociedade de um modo geral.
Vir ao TCE nos traz esclarecimentos sobre temas importantes, do nosso interesse, como é a situação do SUS, por exemplo, em Mato Grosso. A gente tem visto que há muitas situações em que o dinheiro público está sendo mal aplicado, como é caso da crise que levou ao fechamento da Santa Casa em Cuiabá, por exemplo. Todo esse trabalho do Tribunal de Contas para melhorar a gestão pública é muito válido. O TCE está de parabéns com essas iniciativas para o aprimoramento da administração dos recursos públicos”_______ Nivaldo Corrêa Duarte, aluno do curso de psicologia |
Ainda na palestra, foram abordadas as ações de fiscalização e controle desenvolvidas pelo Tribunal de Contas voltadas exclusivamente para a área de saúde pública, uma das mais sensíveis e complexas da gestão pública e onde se concentra uma das parcelas mais significativas dos gastos das prefeituras e do Estado.
Durante o bate-papo após a palestra, os estudantes puderam tirar dúvidas sobre a atuação do TCE nos processos de auditoria das contas públicas, as medidas preventivas contra desvios e fraudes com recursos públicos.
Em seguida, o grupo conheceu o Plenário e acompanhou o julgamento de processos administrativos relativos à prestação de contas públicas, auditorias, acompanhamentos, representações internas e externas, tomadas de contas, denúncias, consultas, entre outros.
O aluno Nivaldo Corrêa Duarte, do curso de psicologia, que já conhecia o TCE por ter frequentado cursos e eventos promovidos pela instituição, disse que visitar o Tribunal é sempre uma oportunidade de ampliar conhecimento não apenas sobre o órgão, mas também sobre como o cidadão pode contribuir para o combate ao desperdício e desvios de recursos públicos atuando no controle social das contas públicas.
“Vir ao TCE nos traz esclarecimentos sobre temas importantes, do nosso interesse, como é a situação do SUS, por exemplo, em Mato Grosso. A gente tem visto que há muitas situações em que o dinheiro público está sendo mal aplicado, como é caso da crise que levou ao fechamento da Santa Casa em Cuiabá, por exemplo. Todo esse trabalho do Tribunal de Contas para melhorar a gestão pública é muito válido. O TCE está de parabéns com essas iniciativas para o aprimoramento da administração dos recursos públicos”, salientou.
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O estudante Geraldo Rodrigues de Oliveira, do 5º semestre do curso de fisioterapia, destacou que a participação dos cidadãos é fundamental para melhorar a qualidade da gestão no setor público. Ele lembrou que compete ao cidadão se informar e fiscalizar o que os gestores eleitos fazem com o dinheiro dos impostos. “É salutar que o povo se interesse e comece a participar de forma efetiva do controle social dos gastos públicos. Isso é muito importante, ainda mais em um estado grande como Mato Grosso, que tem poucos recursos e muita carência na área da saúde e em outros setores essenciais. Conhecer o TCE e as ferramentas de cidadania que ele dispõe foi muito interessante e com certeza esse conhecimento será muito útil para mim”, afirmou.
O coordenador do curso de fisioterapia da Fasipe CPA, Ênio de Figueiredo, agradeceu e elogiou o TCE pela manutenção do programa TCEstudantil. “Para nós, professores, esse programa TCEstudantil é importante, é uma ferramenta que permite que os nossos alunos conheçam na prática muito do que ensinamos na teoria, nas salas de aula, tanto em relação às legislações e processos que regem a saúde pública quanto os procedimentos de controle social e externo, bem como as funções de instituições como o TCE-MT e o quanto é importante que eles, enquanto cidadãos, exerçam sua cidadania fiscalizando como os recursos públicos são aplicados pelos gestores, sejam os eleitos ou os nomeados”, pontuou o professor.
O TCEstudantil foi criado em 2001 e desde então vem desenvolvendo uma longa relação com a comunidade escolar dos Ensinos Médio e Superior de instituições públicas e privadas. Pelo TCE de Mato Grosso já passaram mais de 35 mil alunos, que foram convidados a um engajamento social e ao exercício pleno da sua cidadania.
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Tribunal em Contas: Uma Lição de Cidadania Esta história em quadrinhos foi desenvolvida com o objetivo de estimular nos estudantes a vivência de valores fundamentais para o exercício da cidadania e do controle social. Além disso, a obra esclarece de forma didática o funcionamento do Tribunal de Contas. |
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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