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Aprosoja inicia rodada de eventos técnicos voltados para a produção de milho

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Sustentabilidade

Aprosoja inicia rodada de eventos técnicos voltados para a produção de milho

6ª edição do Circuito Tecnológico Etapa Milho, que acontecerá de 13 a 15 de maio


11/03/2019

A Rodada Técnica sobre doença do milho e o Circuito Tecnológico Milho foram  lançados nesta segunda-feira (11.03), com objetivo de realizar a interação entre pesquisa e o setor produtivo, garantindo a diminuição de prejuízos. Em duas fases, as gerências de Sustentabilidade e Defesa Agrícola da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) iniciam trabalhos pelo município de Jaciara, nesta segunda-feira às 19h, com a participação de especialistas no assunto.
 
Os eventos, antes realizados separadamente, se unem para garantir mais eficácia no combate aos problemas encontrados na produção do milho, dentre eles as doenças fúngicas e eficácia dos insumos utilizados no manejo. A primeira etapa, que será a rodada técnica, passará por Jaciara (11.03), Canarana (12.03), Lucas do Rio Verde (14.03 manhã), Diamantino (14.03 noite) e Campos de julho (15.03), com eventos que serão realizados na estrutura dos Sindicatos Rurais espelhados pelo estado.
 
A segunda fase de trabalhos será a 6ª edição do Circuito Tecnológico Etapa Milho, que acontecerá de 13 a 15 de maio. Nesse período, técnicos da Aprosoja percorrerão regiões quem cultivam o grão para a realização de coletas técnicas e tem por objetivo elaborar diagnósticos precisos, identificar gargalos e ampliar a divulgação desses e de outros projetos da Associação. 
 
Presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, vê as ações como uma forma contribuir com a prevenção levando mais capacitação para os produtores. “Nessa rodada técnica vamos levar formas de manejo que contribuem com a prevenção, para que o produtor esteja preparado para realizar o manejo adequado. Assim como outros projetos e programas desenvolvidos pela Aprosoja, o objetivo é levar mais informações dos trabalhos efetuados pela Associação e agregando com especialistas importantes em áreas específicas da produção de grãos”, enfatizou. 
 
Biólogo da Embrapa e um dos palestrantes da rodada técnica sobre doença do milho, Sérgio Abud, avalia Mato Grosso como o estado com clima mais favorável para produção deste grão, que também se torna viável para proliferação de doenças. Ainda segundo o especialista na rodada técnica, será realizada a abordagem mais específica a respeito das principais pragas e doenças que vem prejudicando a cultura do milho. 
 
“Dentre elas temos o enfezamento, causado por um microrganismo semelhante a uma bactéria de difícil controle e já está muito sério em algumas regiões do Brasil, mas está se iniciando em Mato Grosso. Então vamos fazer um alerta para o produtor sobre as táticas de manejo desta doença e sobre o inseto vetor que é uma cigarrinha que está presente nas lavouras de milho em todo país. Precisamos cuidar dos enfezamentos, que são as doenças e também do inseto vetor”, explicou. 
 
Quem também fará uma contribuição importante é o agrônomo Adriano Custódio, que vê como positiva a interação entre campo e pesquisa. Para ele, a troca de conhecimento proporcionará grandes avanços no combate às doenças. 
 
“Vamos falar de um problema mais novo que é a estria bacteriana, que foi detectado no oeste do estado do Paraná. Então vamos apresentar para o pessoal sobre os sintomas, medidas para evitar ou minimizar o problema, com essa doença. Nosso objetivo é tentar esclarecer e alertar o produtor da importância de ter uma boa orientação técnica para que ele possa evitar que problemas ocorram nesta e em futuras lavouras. Essa interação entre pesquisa e setor produtivo é muito boa, esclarecemos alguns pontos, mas aprendemos muito também no sentido de melhorar a entrega de resultados para os produtores”, disparou Custódio.
 
Diretor da Associação, Jorge Diogo Giacomelli convidou produtores a participarem dos projetos e garantirem o fortalecimento dos núcleos da Aprosoja. “Muito importante a participação de todos os produtores de milho e interessado. Vamos fortalecer o sistema sindical e os Núcleos Aprosoja nas regiões produtoras”, disse.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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