Mato Grosso
Atual e ex-presidente da Câmara de Luciara são multados em 11 UPFs pelo TCE
| Assunto:MONITORAMENTO Interessado Principal:CAMARA MUNICIPAL DE LUCIARA |
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| LUIZ CARLOS PEREIRA CONSELHEIRO INTERINO |
DETALHES DO PROCESSO |
| INTEIRO TEOR |
| VOTO DO RELATOR |
| ASSISTA AO JULGAMENTO |
O presidente da Câmara Municipal de Luciara, Nazírio Oliveira Santos, e a ex-presidente da instituição, Tatiane Fernandes Santana, foram multados pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, em 11 UPFs cada, por descumprimento da determinação exarada no bojo do Julgamento Singular n.º 844/LCP/2018, consistente no envio, pelo Sistema Aplic, do Decreto Legislativo referente ao julgamento das Contas Anuais de Governo do exercício de 2013. A decisão ocorreu durante o julgamento do Monitoramento (Processo nº 154709/2019) de determinação do TCE-MT, na sessão da 1ª Câmara de 02/10.
“Compulsando os autos, constato que os responsáveis não promoveram a remessa dos documentos indicados, em descumprimento à determinação contida no Julgamento Singular n.º 844/LCP/2018, embora tenham sido devidamente cientificados do encargo mediante publicação no Diário Oficial de Contas”. Esse foi o entendimento do conselheiro substituto Luiz Carlos Pereira, relator do Monitoramento, em consonância com a equipe técnica e o Ministério Público de Contas. “Em análise, verifico que apenas foi apresentada a esta Corte de Contas, pela via inadequada, cópia do Decreto Legislativo n.º 01/2016, sem que estivesse acompanhada da documentação pertinente”, destacou o conselheiro relator.
Foi determinado à atual gestão da Câmara Municipal de Luciara, para que no prazo de 30 dias realize o envio do Decreto Legislativo referente ao julgamento das Contas Anuais de Governo do exercício de 2013, via Sistema Aplic, acompanhados dos documentos indicados no item 2.2.2, do Capítulo II, do Manual e Orientação para Remessa de Documentos ao TCE/MT, em atendimento ao disposto no artigo 181, da Resolução Normativa n.º 14/2007. Esse artigo dispõe que os chefes dos Poderes Legislativos deverão encaminhar à Corte de Contas, até o último dia do mês subsequente ao julgamento, cópia da decisão que julgar as contas do Poder Executivo respectivo, acompanhada dos documentos listados em provimento próprio, para fins de controle. Em caso de descumprimento foi fixada multa diária de 5 UPFs.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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