Política MT
Audiência debate, na próxima semana,cobrança abusiva de energia elétrica
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM) realiza na próxima terça-feira (15), às 9 horas, no Auditório Deputado Milton Figueiredo da ALMT, audiência pública para debater a qualidade dos serviços prestados pela concessionária de serviço público de fornecimento de energia elétrica Energisa-MT. Um dos gargalos é a cobrança considerada abusiva na conta de energia.
O deputado Eliseu Nascimento colheu assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI para investigar possíveis irregularidades da empresa concessionária de energia elétrica de Mato Grosso Energisa S/A, quanto ao aumento abusivo nas contas, bem como o enxugamento nos quadros de funcionários e a má prestação dos serviços concessionados.
A audiência pública tem o apoio dos vereadores das Câmaras Municipais de Cuiabá e Várzea Grande, além da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT). Também foram convidados representantes da Energisa; Sindenergia; Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso – Ager; Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso – OAB/MT; Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso – Fiemt; Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso – Aprosoja; Procon; Prefeitura Municipal de Cuiabá e Várzea Grande; Sindicato dos Urbanitários – Stiu/MT; Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL; Ministério Público Estadual; Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM; Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel e Governo do Estado.
“Energisa é um caso sério em todo Mato Grosso e a população tem sim que se mobilizar. Estão tratando a população com maior descaso possível, não respeitam ninguém, você não consegue nem cancelar uma conta, fecharam agência, não dão importância pra nada aqui dentro do estado, só querem cobrar e cobrar. A CPI poderá sim ser aberta”, afirma Botelho, ao conclamar a população a participar do debate para fortalecer o movimento e melhorar a qualidade desses serviços. “A nossa energia é mais cara e o atendimento da Energisa é péssimo”, complementa o presidente.
Na quarta-feira (09), o consultor da Presidência, Domingos Sávio, recebeu os vereadores para formatar os últimos detalhes da audiência pública. “De uma maneira muito democrática, o presidente Botelho quer ouvir a todos e saber as justificativas para esse aumento nas contas de energia elétrica”.
“Conversamos com o presidente Botelho e entregamos um abaixo-assinado dos vereadores de Cuiabá, também com apoio da UCMMAT e vereadores de Várzea Grande, solicitando que seja instalada a CPI da Energisa para apurar os abusos do aumento praticamente todos os meses nas contas de energia”, destaca o vereador Dilemário Alencar, ao acrescentar que os parlamentos de Rondônia, Mato Grosso do Sul e Acre já colocaram em prática as CPIs.
“A União das Câmaras vai ajudar na mobilização de todo parlamento municipal porque é um clamor da sociedade mato-grossense”, garante o presidente da UCMMAT, Edcley Coelho. Da mesma forma, em Várzea Grande a população padece, conforme explica o vereador Caio Cordeiro. “Recebemos várias reclamações de consumidores sobre o valor das contas que subiu mais de cem porcento. Por isso, o trabalho conjunto com a Assembleia Legislativa. O consumidor está sofrendo pela tarifa abusiva da Energisa”.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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