Mato Grosso
Aulas na rede estadual são retomadas na segunda-feira (6) com novos programas para tornar MT referência no ensino
O ano letivo nas 670 escolas estaduais de Mato Grosso será retomado na próxima segunda-feira (06.02), com novos programas para consolidar políticas educacionais e tornar Mato Grosso referência no ensino do país. A rede estadual atenderá 370 mil alunos em 2023.
Em janeiro, o Governo do Estado sancionou a criação do Programa Educa MT que estabeleceu um regime de colaboração com os municípios para a elaboração e execução de políticas públicas que fortaleçam a aprendizagem e melhoria dos indicadores educacionais, instituiu o Prêmio Estudante Nota 10 para reconhecer o bom desempenho dos alunos destaque, além do programa de intercâmbio MT no Mundo, que vai levar 100 estudantes da rede pública para a Inglaterra.
O calendário escolar estabelecido pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) para a educação básica, ensino médio e EJA – Educação de Jovens e Adultos – do ensino regular e dos estudantes privados de liberdade, tem carga horária distribuída em no mínimo de 200 dias letivos, entre o dia 6 fevereiro e 20 de dezembro. As férias serão de 15 dias em julho e de 30 dias entre dezembro e janeiro.
Neste ano, as aulas serão 100% presenciais, diferente do ano passado que ainda houve ensino remoto por causa da pandemia da Covid-19.
Mato Grosso avança para entrar na lista dos cinco estados com as redes de ensino mais bem avaliadas do país. “São mais de 130 ações que contemplam todas as áreas da nossa educação pública, com o objetivo de garantir ensino com excelência nos resultados”, destaca o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Recursos tecnológicos
Entre os fatores que contribuem para esse desenvolvimento estão o Sistema Estruturado de Ensino, a matriz pedagógica que contempla componentes como material didático diferenciado, plataforma digital, avaliação permanente, formação continuada dos docentes e o circuito de gestão.
Os estudantes e professores terão muito mais apoio no ensino-aprendizagem com os recursos tecnológicos considerados estratégicos pelo Programa Educação 10 Anos.
Os estudantes contam com aulas com suporte de internet de alta velocidade, Chromebooks e TVs de 60 polegadas nas salas, robótica educacional, além de receberem kits com materiais escolares do ensino fundamental, ensino médio e educação especial, uniformes com mochilas e tênis.
Valorização profissional
O secretário também destaca o reconhecimento e valorização dos servidores, com o pagamento dos salários dentro do mês trabalhado, a entrega de notebooks a todos os professores e secretários escolares, além de um piso salarial acima do nacional e que está entre os cinco maiores do país.
“Tenho certeza que teremos um 2023 de muitas conquistas na rede estadual de ensino. E não apenas no tocante ao pedagógico ou na infraestrutura que garante qualidade ao ambiente escolar. Falo também da valorização profissional”, acrescentou Alan.
Nessa volta às aulas, o profissional graduado em Licenciatura Plena, atribuído com até 40 horas semanais, tem salário inicial é de R$ 6.696,00. Já o professor de Magistério, também com jornada de 40 horas, recebe salário inicial de R$ 4.463,99, acima do novo piso nacional, de R$ 4.420,36.
Em toda a rede estadual há apenas um professor do magistério. O total de 26 mil educadores possuem ensino superior.
“Vamos iniciar mais um ano letivo com uma educação ainda mais eficiente e valorização profissional nunca vista na história da educação pública de Mato Grosso”, finalizou Alan Porto.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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