Mato Grosso
Futuros bibliotecários conhecem rotina de trabalho do Arquivo Público de MT
Estudantes do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus de Rondonópolis, conheceram na tarde desta terça-feira (25.06) a rotina de trabalho do Arquivo Público de Mato Grosso. O grupo de futuros bibliotecários foi recebido pelo gerente de Atendimento, Waltemberg Santos, que apresentou as atividades desenvolvidas pela unidade.
Durante a visita, o gerente comentou sobre as ações do Arquivo Público realizadas junto aos órgãos e entidades do Executivo estadual, como as capacitações e orientações aos servidores sobre os diversos procedimentos da gestão de documentos, que compreendem da guarda ao descarte.
Também falou a respeito dos instrumentos de pesquisa e quais espécies documentais podem ser encontradas na unidade, como fotos, jornais, livros, revistas, Diário Oficial e publicações próprias do Arquivo Público.
Outro assunto foi a classificação, higienização e estabilização dos documentos, além de todo equipamento necessário para desenvolver estas atividades referentes ao setor de Documentos Escritos, responsável pela preservação dos registros históricos.
Para as professoras da UFMT Valdeíra Cardoso e Sheila Gabriel a visitação contemplou diversas disciplinas trabalhadas em sala de aula. “Pudemos observar um pouco do universo da profissão e os alunos conseguiram visualizar o que aprendem em sala de aula”, acrescentou Cardoso.
Visitações ao Arquivo
A Superintendência de Arquivo Público, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), abre a Instituição para visitas técnicas, destinadas a pesquisadores, professores, alunos de universidades, proporcionando uma visão das atividades técnicas desenvolvidas no local.
As visitas deverão ser agendadas com antecedência de 15 dias úteis, através do formulário que consta no site do Arquivo Público de Mato Grosso ou pelo e-mail: [email protected] . Elas são realizadas às quartas e sextas-feiras, das 14h30 às 16h30. O horário de atendimento ao público é das 8h às 12h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira. A solicitação de material para consulta é atendida até às 16h30.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3613-1800/1802.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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