Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Artigos

Aumento de 35% para 40% do desconto em folha e taxas menores beneficiam aposentados e pensionistas do INSS, afirma consultora

Publicado

Viviane Bezerra é consultora na VGB Financeira

Com o objetivo de dar alívio financeiro aos aposentados e pensionistas durante a pandemia, o governo federal deve implantar em breve o aumento da margem dos benefícios que pode ser utilizada para novos empréstimos descontados direto na folha de pagamento. O aumento previsto é de 30% para 35% do salário, mantendo os 5% permitidos para desconto de cartão de crédito, o que beneficia os cerca de 345 mil aposentados em Mato Grosso.
Com a notícia, os bancos já liberaram as tabelas para formular as propostas de empréstimo consignado, e já houve aumento da procura por crédito nas instituições financeiras. Conforme a consultora Viviane Bezerra, da VGB Financeira, só na última semana, a empresa simulou mais de R$ 330 mil em propostas de empréstimo.
Muitos aposentados passam por imprevistos, gastos extras e emergências, e optar por um novo empréstimo acaba sendo a opção, mas não conseguem porque a margem consignável já está comprometida.
“Essa mudança vai beneficiar principalmente estes aposentados que já têm parcelas de empréstimo na folha. Agora, com o aumento de 5% na margem ele consegue pegar mais dinheiro e renegociar o valor da parcela”, explica Viviane Bezerra.
A redução da taxa Selic também impacta no crédito oferecido, possibilitando juros mais atrativos ao cliente. Neste ano, é possível encontrar taxas de juros de até 1,78% ao mês,  que antes era de ao menos 2,08% a.m.. O prazo para pagamento pode chegar a 84 parcelas.
Com a nova taxa de juros praticada no mercado, o refinanciamento também ficou mais atrativo, caso o aposentado precise de algum “troco” e não queira aumentar o valor da parcela, somente o prazo. A consultora explica que existe ainda a portabilidade de crédito, para o perfil de cliente que não precisa de dinheiro novo, e está apenas interessado em diminuir o valor da parcela paga.
A taxa de juros para portabilidade também foi reduzida, e pode chegar a até 1,09% a.m., taxa considerada a mais baixa dos últimos anos. “O atendimento personalizado é  importante para atender a necessidade do cliente”, avalia a consultora que trabalha há mais de 12 anos na área.
O diferencial do atendimento da VGB Financeira é tornar acessível a parte burocrática de se formalizar um empréstimo, até mesmo para os moradores da zona rural, e do interior, que podem receber a visita da consultora em casa. A tecnologia também pode ser um desafio para os clientes, que podem contar com ajuda da representante para conseguir providenciar os documentos digitalizados e a assinatura do contrato.
“Por conta do risco do contágio pelo novo coronavírus estamos tomando todos os cuidados, e realizando o atendimento por telefone, por whatsapp, e em visitas na casa do interessado. O objetivo é a comodidade e estabelecer a relação de confiança que deve ser fortalecida na prestação de serviços, principalmente nesta área tão importantes como o atendimento financeiro”, pontua.
A relação com os mais de 500 clientes da empresa, após a efetivação do empréstimo, torna possível manter um canal de comunicação para tirar dúvidas, informar sobre novidades relacionadas ao INSS, e sobre as taxas praticadas do mercado.
“Uma dúvida frequente dos aposentados é com relação a cobrança de um seguro do empréstimo, chamado seguro prestamista. É necessário um consultor de confiança, e muita atenção, porque este seguro não é obrigatório, e pode configurar venda casada”, esclarece.
Conforme relatório do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Mato Grosso possui 345.673 aposentados, o que soma o pagamento de R$ 415 milhões ao mês em benefícios. Das aposentadorias do estado 49,6% são rurais, que é o benefício pago aos agricultores ou trabalhadores do campo. Os dados são de julho de 2020.
O aumento da margem dos consignados foi aprovado pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), no final de agosto. que recomendou a medida a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Para entrar em vigor a medida aguarda a sanção presidencial.
Comentários Facebook
Veja Mais:  Nova lei facilita atualização patrimonial no campo

Artigos

Saúde mental: urgência pública que exige ação e acolhimento

Publicado

*Irajá Lacerda

A saúde mental deixou de ser uma preocupação silenciosa e se consolidou como uma das grandes urgências públicas do Brasil. Em 2025, a Previdência Social concedeu o impressionante número de 546.254 benefícios por incapacidade temporária devido a transtornos mentais e comportamentais, o que representa uma alta de 15,66% em relação ao ano anterior. Transtornos ansiosos e episódios depressivos lideram os afastamentos, revelando um país emocionalmente adoecido.

O cenário nacional dialoga com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde, divulgados no final 2025, que apontam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo. A OMS também estima que depressão e ansiedade custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. Essa realidade ganhou ainda mais atenção no Brasil com a atualização da NR-1, que passou a incluir os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, reforçando que a pressão no ambiente de trabalho e o esgotamento profissional exigem prevenção, responsabilidade e acolhimento.

Esses números não são apenas estatísticas. Por trás de cada linha há uma mãe exausta, um trabalhador no limite ou um jovem sofrendo em isolamento. Dados oficiais do IBGE em 2026, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), revelam que cerca de três em cada dez estudantes entre 13 e 17 anos relataram sentir tristeza frequente, 18,5% disseram sentir que a vida “não vale a pena ser vivida” e 32%  afirmaram ter sentido vontade de se machucar de propósito.

Veja Mais:  Concursos e depressão: como lidar?

O impacto vai além do ambiente escolar: estudos do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) apontam que o tratamento de jovens com transtornos mentais chega a comprometer metade da renda das famílias na busca por apoio. O cenário exige que família, escola, assistência social e saúde atuem de forma integrada para acolher crianças e jovens antes que a dor vire tragédia.

Em Mato Grosso, esse desafio também precisa ser encarado de frente. Em 2025, o estado registrou 5.556 afastamentos temporários por transtornos mentais e comportamentais, segundo a Previdência Social. Não adianta ostentarmos indicadores econômicos grandiosos se as nossas famílias sofrem desamparadas, sem acesso adequado a psicólogos, psiquiatras e tratamento contínuo. O desenvolvimento econômico perde o sentido se não vier acompanhado da dignidade humana.

Para mudar essa realidade no nosso estado, a ação precisa ser descentralizada. É urgente expandir os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para o interior, garantindo que o morador de qualquer município tenha o mesmo direito ao cuidado que quem vive na capital. Além disso, precisamos estruturar programas de apoio emocional permanentes dentro das escolas estaduais, capacitando professores para identificar os primeiros sinais de crise em crianças e adolescentes, e criar parcerias com o setor privado para aplicar a NR-1 de forma humana e acolhedora.

Cuidar de pessoas significa olhar para aquilo que as grandes obras e os discursos políticos tradicionais ignoram. É enxergar a dor de quem não consegue pedir socorro e garantir que o orçamento público priorize a vida. O Brasil e Mato Grosso precisam transformar a saúde mental em prioridade absoluta. Uma sociedade só é verdadeiramente rica e desenvolvida quando protege sua gente, oferecendo a cada cidadão a oportunidade e o amparo necessários para viver bem e com dignidade.

Veja Mais:  Autoconhecimento: uma regra de ouro da vida

*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

Governança jurídica: empresas fortes dependem de segurança institucional

Publicado

DAUTO PASSARE

Empresas não crescem apenas por eficiência operacional ou capacidade financeira. Crescem porque conseguem planejar — e o planejamento depende de estabilidade institucional, previsibilidade regulatória e segurança jurídica.

O desenvolvimento econômico está diretamente ligado à confiança que empresários e investidores possuem nas instituições. Quando as regras mudam constantemente, os contratos se tornam inseguros e o ambiente regulatório é instável, o impacto atinge toda a economia.

O Brasil ainda convive com elevada complexidade jurídica, excesso de judicialização e insegurança tributária. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que o país mantém dezenas de milhões de processos em tramitação, refletindo um cenário de intensa litigiosidade.

Nesse contexto, a governança jurídica deixou de ser apenas uma função técnica e passou a ocupar posição estratégica dentro das empresas.

Empresas sólidas dependem de estruturas capazes de prevenir riscos, organizar relações societárias, garantir segurança contratual e antecipar conflitos regulatórios e tributários.

A advocacia contemporânea exerce justamente esse papel: não apenas atuar em crises já instaladas, mas contribuir para a construção de estabilidade e segurança dentro das organizações.

A ausência de segurança jurídica produz efeitos silenciosos, mas profundos: investimentos são adiados, projetos deixam de avançar e o custo operacional aumenta.

Por outro lado, ambientes institucionalmente estáveis favorecem crescimento sustentável, inovação e expansão econômica.

No agronegócio e no setor empresarial, especialmente, previsibilidade regulatória e segurança contratual tornaram-se elementos indispensáveis para o desenvolvimento dos negócios.

Veja Mais:  Em 4 dias de Brasileirão, duas polêmicas e muita preocupação

Mais do que uma questão técnica, a segurança jurídica é hoje um ativo econômico.

Empresas fortes precisam de instituições fortes — e a advocacia estratégica tem papel fundamental na construção desse ambiente de estabilidade e confiança.

*é advogado, professor universitário e sócio-fundador do escritório Passare Advocacia em Cuiabá

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

Pejotização da medicina: o lucro de poucos e a precarização da profissão médica

Publicado

Dr. Adeildo Lucena

A medicina brasileira atravessa uma das maiores transformações da sua história profissional. O que antes era uma carreira associada à estabilidade, autonomia técnica e valorização social vem sendo substituído por um modelo de contratação marcado pela precarização, insegurança jurídica e perda de direitos. O nome desse processo é pejotização.

Hospitais, clínicas, organizações sociais e grandes grupos privados de saúde passaram a substituir vínculos formais por contratos de pessoa jurídica (PJ), obrigando médicos a abrirem empresas para poder trabalhar. Na prática, muitos profissionais continuam submetidos à mesma rotina de um empregado comum — com escala fixa, subordinação, metas e plantões obrigatórios —, mas sem férias, sem 13º salário, sem FGTS, sem licença médica e sem aposentadoria adequada.

A chamada “flexibilização” virou, na realidade, um mecanismo de redução de custos para o sistema privado de saúde.

Dados recentes mostram a dimensão desse fenômeno. Estudo citado por pesquisadores da FGV aponta que a pejotização no Brasil já provocou perdas entre R$ 89 bilhões e R$ 144 bilhões aos cofres públicos desde a reforma trabalhista de 2017. A diferença ocorre porque trabalhadores contratados como PJ recolhem muito menos tributos e contribuições previdenciárias do que empregados regidos pela CLT.

O próprio  Conselho Federal de Medicina reconheceu que empresas utilizam a pejotização para economizar recursos, transferindo riscos aos profissionais e comprometendo as condições de trabalho. Durante debate nacional promovido pelo CFM, representantes da medicina do trabalho alertaram que médicos terceirizados vêm sendo colocados para exercer funções fora de suas atribuições e sem garantias mínimas de proteção profissional.

Veja Mais:  De um lado o fogo, de outro lado a seca

Ao mesmo tempo, o Brasil vive uma explosão no número de profissionais. A pesquisa “Demografia Médica 2025”, conduzida pela Faculdade de Medicina da USP em parceria com o Ministério da Saúde e a Associação Médica Brasileira, aponta que o país já ultrapassou a marca de 635 mil médicos ativos, com previsão de crescimento contínuo nos próximos anos.

Esse aumento da oferta de mão de obra, somado à expansão agressiva de grandes conglomerados privados da saúde, criou um ambiente de forte pressão econômica sobre os médicos, especialmente os mais jovens. Muitos recém-formados entram no mercado já obrigados a abrir CNPJ antes mesmo do primeiro plantão.

Sem direitos trabalhistas, milhares de médicos enfrentam jornadas exaustivas, insegurança previdenciária e ausência completa de estabilidade. Há profissionais trabalhando anos seguidos sem férias remuneradas, sem cobertura em caso de afastamento por doença e sem qualquer proteção em situações de maternidade ou incapacidade laboral.

O problema ultrapassa a questão corporativa. A pejotização também afeta diretamente a qualidade da assistência prestada à população.

A lógica empresarial da redução de custos transforma o médico em mera peça operacional dentro de uma cadeia financeira controlada por grupos econômicos. O profissional passa a viver sob pressão de produtividade, metas de atendimento e redução do tempo de consulta. A medicina perde seu caráter humanizado e se aproxima perigosamente de um modelo industrial.

Os grandes grupos econômicos lucram. Os planos de saúde ampliam faturamento. As organizações privadas reduzem encargos. Mas o médico perde segurança, perde autonomia e perde dignidade profissional.

Veja Mais:  Em 4 dias de Brasileirão, duas polêmicas e muita preocupação

O mais grave é que esse modelo vem sendo naturalizado.

Criou-se uma falsa ideia de que direitos trabalhistas seriam privilégios ultrapassados. Não são. São garantias mínimas de proteção humana e profissional.

Defender relações de trabalho dignas não significa negar novas formas de contratação. Significa impedir abusos e preservar condições mínimas para o exercício ético da medicina.

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso entende que o debate sobre a pejotização precisa deixar os bastidores jurídicos e ganhar dimensão pública. A sociedade precisa compreender que precarizar o trabalho médico também significa fragilizar o atendimento à população.

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana