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Avanços na suinocultura são lembrados no Dia do Suinocultor
As quatro maiores empresas voltadas para a criação de suínos do Brasil, que representam 60% do rebanho nacional, estão comprometidas com a adoção de sistemas de gestação coletiva para suas matrizes até 2026, de acordo com informações do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
No Mapa, o objetivo de estabelecer as boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial foi definido na Portaria 195, publicada no último dia 10, que determinou a abertura de consulta pública para obter sugestões do aprimoramento das normas vigentes. De acordo com a portaria, a finalidade é orientar o uso racional da fauna para um sistema de produção sustentável, preservando a saúde e bem-estar. A consulta pública foi aberta pelo prazo de noventa dias, devendo contribuir para a edição de instrução normativa do ministério.
A normatização visa garantir segurança jurídica aos produtores e o alinhamento da suinocultura às demandas dos mercados. Todas as diretrizes têm como objetivo a melhoria do gerenciamento das granjas. A proposta de IN prevê prazo de até 20 anos para a alteração do sistema de gaiolas de gestação para a gestação coletiva das matrizes.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai publicar a nova diretriz sobre de bem-estar para produção de suínos, aprovado em maio deste ano na Assembleia Geral de Delegados.
O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de suínos do mundo. A suinocultura emprega 126 mil pessoas de forma direta e 923 mil de forma indireta, gera R$ 17,6 bilhões em impostos, sendo que a cadeia produtiva como um todo movimenta quase R$ 150 bilhões por ano.
Cooperação
O Mapa e a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) formalizaram parceria de cooperação técnica em 2014 para promover a sustentabilidade da cadeia produtiva, e em conjunto com a Embrapa Suínos e Aves, foram realizados eventos nos principais encontros técnicos da cadeia produtiva. Foram capacitados mais de 9 mil produtores, agroindústrias e cooperativas em todo o Brasil e publicados materiais orientativos, disponibilizados gratuitamente nos treinamentos, e por meio da página eletrônica do Ministério.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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