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CUIABÁ: Bairro Dom Aquino receberá projeto piloto da Patrulha Maria da Penha

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Desde 2012 o estado do Rio Grande do Sul (RS) não registra homicídio de mulheres que possuem medida protetiva em razão de violência doméstica. O dado foi ressaltado pela coronel da Reserva da Brigada Militar do RS, Nádia Rodrigues Silveira Gerhard, durante palestra de lançamento do projeto Patrulha Maria da Penha de Cuiabá. O evento foi realizado nesta quinta-feira (11.10), no auditório do Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT).

Pioneira na implantação da patrulha naquele estado, em 2012, a coronel também afirmou que desde então não há registros de comunicação de descumprimento das medidas protetivas. “Antes disso, as vítimas possuíam de cinco a oito registros, normalmente, mas com a patrulha esta fiscalização tem sido um alívio para as mulheres e tem feito com que outros agressores se intimidem e não pratiquem esse tipo de violência”.

Inicialmente, o projeto será desenvolvido no bairro Dom Aquino, cujo levantamento do Poder Judiciário e da Polícia Judiciária Civil (PJC) apontou como localidade de maior concentração de medidas protetivas de urgência na Capital: 22 até agosto de 2018. “Assim que a Justiça expedir, a patrulha Maria da Penha irá até a residência da vítima para fazer a primeira análise de risco, se é iminente, moderado ou pequeno e, com isso, estipular a frequências das próximas visitas, com o objetivo de romper com o ciclo de violência”, explicou o coordenador de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PM-MT, major PM Rogério de Oliveira Vieira.

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Os operadores da Patrulha Maria da Penha passarão por capacitação, na próxima semana (15.10 e 16.10), voltada ao exercício específico da função, visando o acolhimento das vítimas de forma humanizada. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) disponibilizou a Escola dos Servidores para a realização do treinamento, bem como a estrutura necessária. Representantes da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) que atuam na DEDM e dos demais integrantes da Câmara Temática de Defesa da Mulher também contribuirão. Em seguida, o efetivo composto por um oficial, seis praças e uma viatura caracterizada, iniciará as visitas regulares.

Câmara Temática de Defesa da Mulher

O secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia, ressaltou que este é um passo fundamental, resultante da mobilização das mulheres que integram a Câmara Temática de Defesa da Mulher, instalada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) no final de 2017. “Não podemos aceitar a violência contra a mulher, precisamos nos indignar. A patrulha é essencial para que a vítima se sinta segura, por isso eu agradeço à PM, PJC, Poder Judiciário, Defensoria Pública, sociedade civil, enfim, todos que participam da Câmara e contribuem para essas melhorias”.

A partir desta experiência piloto, a Sesp analisará os resultados, a fim de viabilizar as patrulhas nos demais municípios mato-grossenses. O comandante-geral da PM-MT, coronel PM Marcos Vieira da Cunha, disse que acatou o projeto de imediato por entender a importância da proteção às mulheres. “Nós nos colocamos à disposição da Coordenadoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos para colocar a ideia em prática, pois a proteção da vida das mulheres é algo urgente”.

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A coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário, desembargadora Maria Erotides Kneip, frisou que a fiscalização das medidas judiciais é essencial, em função da falha humana e não da Lei. “A violência contra a mulher é cultural, então não há falha da Lei, a sociedade é que ainda não conseguiu evoluir culturalmente para que homens e mulheres sejam respeitados igualmente”.

Prisão do agressor

Além de assegurar proteção às mulheres que tiverem requerido medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (11.340/2006), a patrulha também poderá agir caso o agressor não respeite a determinação da Justiça. Este acompanhamento pode resultar em prisão, já que a Lei 13.641, de 3 de abril de 2018, tipificou o crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência.

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Gaeco cumpre mandado na PCE contra facção criminosa

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação “Mãos da Lei” contra a facção criminosa Comando Vermelho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

A investigação teve início após um réu fazer um gesto com as mãos que remeteria à sigla associada à facção Comando Vermelho, na presença de autoridades, durante audiência realizada em Cáceres.

O gesto chamou a atenção das autoridades e foi interpretado como possível demonstração de vínculo com organização criminosa, além de desrespeito à autoridade. Diante disso, a magistrada responsável pela audiência encaminhou o caso ao Gaeco, juntamente com imagens que comprovam o gesto do réu.

A partir dessas informações, o Gaeco iniciou diligências para apurar a relação do investigado com atividades criminosas na região.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram recolhidos cadernos e anotações manuscritas que podem indicar formas de organização e comunicação interna de facções criminosas em Mato Grosso.

A operação contou com o apoio de equipes do Gaeco de Cuiabá, além do Grupo de Intervenção Rápida, do Canil e do Núcleo de Inteligência da unidade prisional.

O nome da operação, “Mãos da Lei”, faz alusão à resposta das autoridades diante da conduta investigada, reforçando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.

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O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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Operação contra facção termina com dois mortos em confronto em Rondonópolis

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GARRAS o braço operacional da Polícia Civil do MS

Dois suspeitos apontados como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho morreram durante um confronto com equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), na manhã desta quinta-feira (11), em Rondonópolis.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Leviatã, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para combater integrantes de organizações criminosas envolvidos em crimes graves.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

De acordo com a polícia, ao cumprir um dos mandados em um imóvel utilizado como esconderijo da facção, os agentes teriam sido recebidos a tiros por dois investigados. Houve troca de tiros e ambos foram baleados.

Os suspeitos chegaram a ser socorridos e encaminhados para atendimento médico, porém não resistiram aos ferimentos.

No local, os policiais apreenderam armas de fogo e porções de entorpecentes com características semelhantes à maconha.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e desarticular sua estrutura de atuação na região.

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas -

A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.

Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.

As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.

As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.

Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por  promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.

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Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.

As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.

Valquíria

O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

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