Mato Grosso
Bancos de Leite Humano distribuem 1.027 litros para bebês prematuros

O total de leite humano distribuído pela Rede Mato-grossense de Bancos de Leite Humano, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), para recém-nascidos internados aumentou de 837,8 litros, no primeiro semestre de 2024, para 1.027,6 litros, no mesmo período deste ano – uma alta de 23%.
Já o número de bebês prematuros atendidos subiu 19%, passando de 654 para 781 na mesma comparação.
O total de leite humano coletado também cresceu, de 1.431,3 litros, de janeiro a junho de 2024, para 1.624,8 litros, de janeiro a junho de 2025. Foram 1.143 doadoras neste ano, contra 1.026 no primeiro semestre do ano passado.
Além disso, foram realizados 7.314 atendimentos individuais dentro dos bancos de leite humano e 334 atendimentos em grupo, realizados coletivamente nas enfermarias neste ano.
Após a doação, o leite humano passa por testes para garantir a qualidade do leite doado aos bebês. A Rede Mato-grossense de Bancos de Leite Humano fez 16.356 análises no primeiro semestre, sendo 4.135 exames microbiológicos, 6.073 crematócritos e 6.148 de acidez dornic.
Segundo a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde em substituição, Jane Kátia Taveira, o resultado positivo demonstra o empenho da equipe para manter os bebês prematuros bem alimentados em um período tão crítico.
“Estamos nos aproximando do Agosto Dourado, o mês da amamentação em todo o Brasil. Com isso, intensificamos as ações devido à importância dos profissionais da saúde e de toda a sociedade apoiarem as mulheres e pessoas trans a amamentarem”, explicou Jane Kátia.
O técnico responsável pela área da Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação, e Alimentação Complementar Saudável, da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da SES, Rodrigo Carvalho, destacou que a doação de leite humano é fundamental para a recuperação da saúde de bebês prematuros internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), pois ela só acontece quando a amamentação é bem-sucedida.
“A orientação dos técnicos, através de uma escuta ativa e acolhedora, é essencial para o sucesso da amamentação, desde o pré-natal, oferecendo apoio prático logo na primeira hora de vida da criança, ainda na sala de parto, e evitando a separação entre mãe e bebê”, acrescentou.
A Rede também realizou 1.357 visitas domiciliares no primeiro semestre e recebeu a doação de 566 frascos de vidro para armazenamento do leite coletado. “Após a alta da paciente, receber uma visita ainda na primeira semana é fundamental para fortalecer a confiança em poder amamentar”, concluiu Carvalho.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, a amamentação deve ser feita de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida e continuada por dois anos ou mais.
Em Mato Grosso, quatro unidades hospitalares possuem Bancos de Leite Humano (BLH) para atender a alimentação de bebês prematuros e oferecer leite materno pasteurizado: Hospital Geral e Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá; Santa Casa de Rondonópolis; e Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde.
Além destas, a Rede conta com duas unidades de coleta de leite humano, no Hospital Femina, em Cuiabá, e no Hospital Santa Ângela, em Tangará da Serra.
Como e onde doar?
Para doar, é necessário que toda pessoa que amamenta esteja saudável e não faça uso de medicamentos ou substâncias contraindicadas durante o período de amamentação. Se atender a esses critérios, além de ter passado pela triagem clínica, e tiver qualquer quantidade excedente de leite, está elegível para a doação.
Quem quiser fazer uma doação pode se cadastrar em uma das seis unidades de coleta de leite humano nos municípios de Cuiabá, Rondonópolis, Tangará da Serra e Lucas do Rio Verde.
Cuiabá:
BLH Dr. José Faria Vinagre – Hospital Geral
Contato: (65) 3363-7035 – segunda a sábado
BLH Hospital Universitário Júlio Muller
Contato: (65) 3615-7203 – segunda a sexta
Posto de Coleta Femina
Contato: (65) 2128-9183 – segunda a sábado
Rondonópolis:
BLH Santa Casa Rondonópolis
Contato: (66) 3410-2785 – segunda a sexta
Tangará da Serra:
Posto de Coleta Hospital Santa Ângela
Contato: (65) 3311-1900 – segunda a sexta
Lucas do Rio Verde:
BLH Hospital São Lucas
Contato: (65) 3548-4134 – todos os dias
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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