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Brasil apresenta programa de incentivo à bioeconomia na OCDE
A convite da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando Schwanke, apresentou o programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, nesta terça-feira (26), durante Seminário sobre Agricultura Familiar Brasileira, Pequenas e Médias Empresas e Bioeconomia, realizado na sede do organismo internacional, em Paris, e promovido pelo Green Rio.
A iniciativa do governo federal brasileiro, que chamou atenção da OCDE, foi lançada este ano pelo Mapa, com o objetivo de envolver agricultores familiares, pequenos produtores rurais, povos e comunidades tradicionais, poder público e o setor empresarial na estruturação de sistemas produtivos baseados no uso sustentável dos recursos da sociobiodiversidade e do extrativismo.
Na apresentação feita para diversos gestores da OCDE, Schwanke destacou que o Brasil é extremamente rico em termos de biodiversidade e recursos naturais, com um grande potencial para o desenvolvimento de negócios sustentáveis, o que permite aumentar a renda das comunidades que dependem dessa diversidade biológica e, sobretudo, atuar fortemente na proteção e conservação de florestas e biomas.
“Para aproveitar melhor esse potencial, de forma adequada e inovadora, lançamos um programa com a proposta de estruturar e valorizar o trabalho de pequenos agricultores, ribeirinhos e extrativistas que vivem da comercialização de produtos da sociobiodiversidade, contribuindo assim para a inclusão social dessas famílias, promovendo a manutenção e valorização de suas práticas e saberes, gerando renda e, o mais importante, com sustentabilidade e manutenção dos recursos naturais”, afirmou.
No mesmo dia, Fernando Schwanke se reuniu com o embaixador Carlos Márcio Cozendey, delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris. Entre os temas tratados no encontro, a agricultura no Brasil e as oportunidades de cooperação que podem ser desenvolvidas com a OCDE.
Programa
O programa Bioeconomia Brasil é coordenado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, em articulação com as demais unidades do Mapa, e conta com o apoio técnico e financeiro de organismos internacionais, fundos e bancos de desenvolvimento, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil organizada, outros ministérios e entidades da federação, além do setor privado.
O programa é dividido em eixos temáticos de atuação que envolvem desde a geração e o aproveitamento econômico e produtivo das fontes de energias renováveis, em especial a solar fotovoltaica, até a conservação da agrobiodivesidade, por meio do reconhecimento de sistemas agrícolas tradicionais, visando a agregação de valor e a manutenção da diversidade genética de sementes e plantas cultivadas.

Outros eixos importantes do programa passam pela promoção do setor das ervas medicinais, aromáticas e condimentares, e dos azeites e chás especiais do Brasil, como também pelo apoio à estruturação de arranjos produtivos e roteiros de integração entorno de produtos e atividades da sociobiodiversidade.
“Entre os nossos objetivos está o de incentivar os processos de produção regionais, como o do açaí, por exemplo, que tem grande potencial de desenvolvimento. Para isso, serão promovidas ações orientadas ao enfrentamento de entraves relacionados a todos os elos da cadeia, desde a coleta e produção até a comercialização”, explicou o secretário.
No âmbito do programa, já foram realizados o 1º Encontro de Bioeconomia e Sociobiodiversidade na Amazônia, em parceria com a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ); Capacitação Sobre Plantas Medicinais e Fitoterápicos em Belém; e Encontros de Oportunidades para Empreendimentos da Agricultura Familiar e Sociobiodiversidade na Paraíba, no Rio de Janeiro e na Bahia.
Sessões
A programação do seminário seguiu com a realização de duas sessões plenárias. Na primeira, “O papel das biotecnologias e da bioeconomia nas políticas nacionais de inovação” foi o tema mediado pela chefe em exercício da Divisão de Pequenas Empresas e Empreendedorismo da OCDE, Lucia Cusmano.
Na ocasião, a coordenadora do Green Rio, Maria Beatriz Costa, apresentou o trabalho que vem sendo realizado pelo evento de economia verde, ao longo de sete anos de existência, em apoio à bioeconomia no Brasil. O diretor europeu do polo de competitividade IAR – Industries & Agro-Ressources (cluster francês de bioeconomia), Christophe Luguel, mostrou exemplos de parcerias bem-sucedidas entre França e Brasil no cenário da economia sustentável.
O tema “Habilitando a bioeconomia com biotecnologias” foi abordado pelo analista de políticas da diretoria para Ciência, Tecnologia e Indústria da OCDE, James Philp, enquanto as iniciativas para inovação de pequenas e médias empresas no Brasil foram abordadas pelo economista e analista político da OCDE, Marco Marchese. As apresentações foram seguidas de debate.
A segunda sessão plenária, mediada pelo chefe da Divisão de Desenvolvimento Regional e Turismo da OCDE, Alain Dupeyras, tratou das “Abordagens de desenvolvimento rural”. A abertura foi realizada pelo chefe da Unidade de Política Regional e Rural da OCDE, José Enrique Garcilazo, que apresentou painel sobre “O quadro da política rural 3.0”. Na sequência, a coordenadora de Cidades e Economia Circular da OCDE, Oriana Romano, falou sobre as boas práticas nas políticas da economia circular.
OCDE
Com sede em Paris, a OCDE é uma organização internacional composta por 36 países membros, que reúne as economias mais avançadas do mundo, bem como alguns países emergentes. Fundada em 14 de dezembro de 1961, tem o objetivo de promover “políticas melhores para vidas melhores”, com foco no desenvolvimento da governança global por meio da promoção do diálogo, da identificação de boas práticas internacionais e de solução para problemas comuns nas mais diversas áreas de políticas públicas.
De acordo com a OCDE, a bioeconomia movimenta no mercado mundial 2 trilhões de Euros e gera cerca de 22 milhões de empregos. Estudos da organização apontam que a bioeconomia responderá, até 2030, por 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) dos seus países membros, percentual que poderá ser ainda maior em países como o Brasil, que dispõe de grande biodiversidade e políticas públicas para fortalecer as cadeias produtivas que utilizam os recursos naturais de forma sustentável e consciente.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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