Mato Grosso
Capivara de quatro metros de altura chama atenção para Virada Sustentável Mato Grosso

A Virada Sustentável Mato Grosso 2025, realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Virada Sustentável e parceiros, trouxe para Rondonópolis uma capivara de quatro metros de altura e um filhote, criação do artista paulistano Eduardo Baum. O objetivo da intervenção urbana de grande escala é realçar o protagonismo silencioso desses seres na manutenção do equilíbrio ambiental.
A atração integra a programação do evento, que terá abertura oficial em Rondonópolis nesta quinta-feira, às 19h30, na praça dos Carreiros, com espetáculo da Jet Sinfônica Sustentável com participação da artista Eldah. Na sequência, tem apresentação do cantor, compositor e violeiro, Pedro Barbosa.
A escultura inflável tridimensional está à disposição para apreciação dos moradores do município, no Casario. A superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao cidadão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Juliana Carvalho, reforça a convocação ao público.
“Convidamos a população de Rondonópolis a celebrar conosco todas as formas de vida. Mato Grosso é um estado plural em biomas e biodiversidade e a Virada vem para celebrar a Semana do Meio Ambiente retratando esse nosso patrimônio natural”.
A coordenadora nacional da Virada Sustentável, Natália Duarte, realça que a programação da Virada Sustentável foi estruturada para apresentar a biodiversidade e os temas da sustentabilidade por meio de diferentes linguagens artísticas, com o objetivo de conectar o público com a biodiversidade local.
“Cada atividade, desde as exposições fotográficas até as oficinas de instrumentos sustentáveis, busca sensibilizar os participantes sobre a importância da preservação ambiental e mostrar como a cultura pode ser um caminho para a conscientização ecológica”.
Outra atração de destaque exibe fragmentos visuais de um Brasil que pulsa para além das fronteiras urbanas. A exposição “O Brasil de Araquém Alcântara” traz imagens que sensibilizam o público para a preservação da biodiversidade ao revelar a exuberância dos biomas presentes no território mato-grossense: Amazônia, Cerrado e Pantanal. A mostra deste que é um precursor da fotografia de natureza do Brasil, está em cartaz também, no Casario, entre os dias 29 de maio e 1º de junho.
A programação artística tem continuidade no sábado (31), com performances ao vivo de grafite, de Luis Badaró, no Casario e Natacha IK, no estacionamento do Parque das Águas. No mesmo parque, às 16h, tem DJ Costta e seu set “Brasilidades”, na pista de skate.
Em outro canto da cidade, em tenda montada no Casario, às 16h tem o espetáculo “Circo Du Cafundó”, com os palhaços Fusquinha e Matosinho da Cia DuCafundó. Na sequência, no mesmo local, tem “Romeu e Julieta?” e muito riso na peça de teatro do Coletivo Patologia. Quem curte produções audiovisuais pode conferir na Sala de Exibição do Casario, a partir das 18h, a Mostra de Cinema Ambiental com filmes de Paulo Alípio e Íris Lacerda. É neste momento que começa também a Feira Artesã, com produtos sustentáveis.
Por fim, no Cais do Porto, a partir das 19h30 tem Éder e Cícero Viola. A dupla de violeiros canta clássicos que vão da música caipira ao sertanejo. Para fechar o dia, às 21h30 tem Rasta Sandália com o melhor do forró pé de serra, xote, baião e arrasta pé.
No último dia de Virada Sustentável em Rondonópolis, o domingo (1º.6) a programação começa cedo, às 6h, com com caminhada de observação de pássaros e fauna local no Horto Florestal, com o professor Dalci Oliveira e no gramado, às 8h, a oficina “Reciclasom” ensina a confecção de instrumentos musicais sustentáveis.
De tarde, na Praça do Pôr do Sol, tem espetáculos de teatro e dança. Para encerrar a maratona de atividades da VS, às 19h, na Praça do Pôr do Sol, tem a Quadrilha da Junina Barnabé com o espetáculo “Viajante da Saudade”, que traz à cena personagens marcantes como o Casal de Noivos, Maria Bonita e Lampião, Dominguinhos e Luiz Gonzaga, compondo um deslumbrante arraiá no céu. Logo, às 20h, o grupo Chorinho do Cerrado faz apresentação especial no encerramento.
A programação conta com muitas outras atividades. A agenda completa está disponível no site oficial https://www.viradasustentavel.org.br e no Instagram @viradasustentavelmatogrosso.
Em Cuiabá, entre os dias 4 e 8 de junho, o projeto chega aos parques das Águas, Zé Bolo Flô, Mãe Bonifácia, Massairo Okamura e Horto Florestal. Além desses locais, as atividades são realizadas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no Museu de História Natural, na Associação de Mulheres do Jardim Vitória e no Instituto Cultural Casarão das Artes, situado no bairro Pedra 90.
A Virada Sustentável Mato Grosso 2025 é uma realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Virada Sustentável, com apoio do Governo Federal via Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Rumo Logística, através do Instituto Rumo. Recebe ainda apoio da Prefeitura de Cuiabá, Prefeitura de Rondonópolis, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), TV Centro América, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Museu de Arte e Cultura Popular, Cineclube Coxiponés, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Sesc e Ministério do Meio Ambiente.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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