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Carnaval 2020 mostra aumento significativo de mortos e feridos nas rodovias federais

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De acordo com o SOS Estradas, governo está falhando no combate à violência no trânsito nas rodovias federais, principalmente depois que deixou de fiscalizar os abusos de velocidade

COLISÃO FRONTAL: Carro bate de frente com caminhão e três pessoas da mesma família morrem no local. Foto: Amanda Menezes

Números levantados pelo SOS Estradas, com base na apuração parcial da Polícia Rodoviária Federal (PRF), indicam crescimento no total de ocorrências, em relação aos anos de 2019, 2018 e 2017.

Foram 1.157 registros de acidentes em 2019; para 1.213 neste ano de 2020. Já o número de feridos saltou de 1.464 no ano passado, para 1.574 neste ano. E as mortes também aumentaram nas estradas brasileiras, indo de 83, em 2019, para 91 este ano.

Isso porque a fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) concentrou seus esforços no combate à embriaguez ao volante, no uso do cinto de segurança e nas ultrapassagens proibidas. Entretanto, uma das principais causas, de acidentes com mortalidade nas estradas não foi fiscalizado à altura: o abuso no limite de velocidade. A corporação sequer informa quantas multas foram aplicadas por excesso de velocidade.

De acordo com os dados da PRF, divulgados na tarde desta quinta-feira (27), houve, no período entre zero hora de sexta-feira (21) e 24h de quarta-feira de Cinzas (26), 3.260 autuações por embriaguez ao volante – aumento de 64% em relação a 2019 -, 7.608 multas pelo não uso do cinto de segurança – crescimento de 43% comparado ao ano anterior -; e 10.899 flagrantes de ultrapassagens proibidas – o que representa aumento de 24% em relação ao carnaval de 2019 -; e 434 autuações por uso do celular ao volante, 57% superior ao ano passado.

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Os dados abaixo mostram que o governo está falhando no combate à violência no trânsito nas rodovias federais, principalmente depois que passou a não combater os abusos de velocidade. Afinal, aumentou a fiscalização no combate a ultrapassagens em locais proibidos, embriaguez ao volante, uso do celular na direção e os resultados pioraram.

É importante lembrar que no carnaval de 2019 a PRF utilizava os radares portáteis normalmente e os radares fixos também operavam. Atualmente a maior parte dos fixos não funciona e os portáteis estão sendo usados precariamente. Muitos sequer foram aferidos e estão fora de operação.

ANO MORTOS FERIDOS
2017 150 1792
2018 103 1569
2019 83 1464
2020 91 1574
Fonte: PRF

Em 2019 aumentou o número de mortos e feridos nas rodovias federais

TRAGÉDIAS DE NORTE A SUL: Três pessoas morreram em um grave acidente na BR-373, em Chopinzinho, no Paraná, na quarta-feira de Natal, de acordo com os Bombeiros.

No primeiro trimestre de 2019, houve queda no números de mortos e feridos nas rodovias federais, confirmando a tendência dos anos anteriores. A situação mudou em abril de 2019 quando o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, determinou o desligamento dos radares fixos. A medida foi cumprida parcialmente já que decisão da Justiça Federal impediu que todos fossem desligados, como queria o presidente. Mesmo assim, cerca de 2.400 radares deixaram de operar nas rodovias federais.

Em 16 de agosto de 2019, novamente uma medida sem fundamento técnico, por meio de um simples despacho da Presidência, determinou o recolhimento de todos os radares portáteis utilizados pela PRF para flagrar os motoristas que andam em excesso de velocidade. A medida vigorou até 23 de dezembro de 2019, quando novamente por decisão judicial, o governo foi obrigado a entregar os radares para os policiais rodoviários federais. Nestes mais de 4 meses nenhum veículo foi multado por excesso de velocidade nos mais de 65 mil km de rodovias federais pavimentados. Foram centenas de milhões de veículos trafegando e nenhuma multa em nenhum estado da federação.

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Como consequência, a média mensal de mortos que foi de 398 nos três primeiros meses do ano, passou para 460. Esta política irresponsável e sem nenhum fundamento técnico, contribuiu para que , pela primeira vez em 8 anos o número de mortos e feridos aumentasse. Os dados mais recentes de 2017 até 2019 mostram a gravidade da situação.

      TOTAL ANO               MORTOS                FERIDOS
2017 6243 84075
2018 5271 76647
2019 5332 79051

SOS Estradas solicitou à PRF o número de multas aplicadas por excesso de velocidade desde 23 de dezembro, quando a Justiça Federal determinou à PRF que voltasse a operar com os radares para flagrar os infratores, mas até a publicação desta matéria a corporação não informou os números, ainda que solicitados por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Enquanto isso, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) do Estado de São Paulo registrou o menor número de mortos nas rodovias estaduais em 20 anos. Sendo que a corporação é responsável por 22 mil quilômetros de rodovias, equivalente a 1/3 da malha rodoviária federal.

Nas rodovias estaduais de Santa Catarina, pelo segundo ano consecutivo, não ocorreu nenhuma morte durante o período de carnaval; e são quatro mil quilômetros de extensão fiscalizadas pela Polícia Militar Rodoviária. Já em pouco mais de dois mil quilômetros da malha federal, ocorreram 14 mortes no período. Ainda que as rodovias federais tenham mais movimento, elas também são as com melhores condições de conservação e com mais trechos duplicados e concedidos. Portanto, a diferença de mortos é injustificável.

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Enquanto o governo federal entrou na contramão, os estados vão reduzindo as mortes e os feridos nas rodovias estaduais. Não há sinal de mudança na política do governo federal. Portanto, a tendência é de aumento brutal no número de vítimas nas rodovias federais em 2020.

Da redação com Site Estradas

Nacional

Enem 2026: prazo de inscrições termina nesta sexta-feira

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O prazo prorrogado de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília.

Os interessados em participar do exame  devem fazer a inscrição exclusivamente na internet no link da Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O prazo vale para todos os participantes. Os candidatos isentos da taxa de inscrição também devem se inscrever no exame.

Concluintes em 2026

Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática, pela primeira vez. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, fazer a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.

Inclusão e acessibilidade

A solicitação de tratamento pelo nome social em todas as fases do exame também teve o prazo alterado, podendo ser feita até esta sexta-feira (12).

A opção é destinada às pessoas trans, que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. A sinalização deve ser marcada no momento da inscrição.

O prazo de 12 de junho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado.

Neste ano do Enem 2026 novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), estão entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.

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Entre outras condições específicas para pedir o atendimento especializado estão: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, entre outras condições.

A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85.

O pagamento da taxa de inscrição no exame deve ser feito entre 25 de maio e 17 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento desta taxa.

Mais locais de provas

Em 2026, a aplicação das provas do Enem está agenda para os domingos 8 e 15 de novembro.

Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC divulgou que também estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.

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Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

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Nacional

Entenda os próximos passos do projeto para reduzir a maioridade penal

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Brasília (DF) 29/05/2024 Sessão do Congresso Nacional que apreciou e votou vetos presidenciais e projetos de lei de abertura de créditos suplementares para ministérios e outros órgãos públicos. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
                                                                                                  © Lula Marques/ Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram registrados 44 votos favoráveis e 18 contrários à matéria.

No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa.

O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.

Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.

Histórico

Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”. Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.

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A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.

Mudanças no texto

Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.

Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.

Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.

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Nacional

O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

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Plano Nacional de Mobilidade Urbana está sendo elaborado por meio de uma consulta pública; sugestões podem ser enviadas até 3 de julho
O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

                                                                                                                                                                   Rovena Rosa/Agência Brasil
O deslocamento nas cidades brasileiras vai muito além de carros e vias. Mobilidade urbana significa garantir que as pessoas consigam acessar trabalho, escola, saúde, lazer e serviços essenciais com segurança, eficiência e qualidade de vida. É nesse contexto que o Ministério das Cidades vem construindo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, o PlanMob-Brasil.

Clique aqui para participar da consulta pública do  PlanMob-Brasil.

Coordenado pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), o plano será um instrumento estratégico para orientar ações e investimentos públicos e privados voltados à mobilidade urbana em todo o País, com foco em cidades mais acessíveis, sustentáveis, seguras e integradas.

A construção do PlanMob-Brasil está alinhada à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída em 2012, que estabeleceu diretrizes para integrar os diferentes modos de transporte e melhorar a acessibilidade nos municípios brasileiros. A política também reforçou a importância do planejamento urbano, priorização do transporte público coletivo e da mobilidade ativa, como caminhadas e bicicletas.

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O plano evidencia os desafios enfrentados diariamente pela população brasileira, como congestionamentos, longos tempos de deslocamento, perda de qualidade do transporte público, desigualdades territoriais e aumento dos sinistros de trânsito e impactos ambientais causados pelo excesso de veículos individuais motorizados.

Segundo o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, o PlanMob Brasil é um instrumento essencial para o planejamento estratégico da mobilidade no país.

“O PlanMob Brasil é um importante instrumento de planejamento de longo prazo, que vai orientar as ações dos municípios, dos estados e, especialmente, do governo federal. Queremos avançar ainda mais, mas para isso precisamos ouvir a sociedade e construir soluções cada vez melhores. A mobilidade é um tema fundamental para o desenvolvimento do Brasil e exige uma visão integrada e de longo prazo. Precisamos nos organizar como país e não perder de vista o horizonte de investimentos que já vem sendo construído. É necessário consolidar a mobilidade e o transporte como prioridades na agenda nacional”, destacou.

Com um enfoque de equidade e acesso às oportunidades das cidades, e de sustentabilidade ambiental, PlanMob-Brasil também pretende abordar temas como mobilidade ativa e micromobilidade, transporte público coletivo, gestão do território, e desenvolvimento institucional e governança, considerando as diferentes realidades urbanas do país.

A proposta é fortalecer a atuação da União, de forma coordenada com estados e municípios, promovendo maior integração entre políticas públicas, planejamento urbano e ações e investimentos em mobilidade. O plano também dialoga com iniciativas já desenvolvidas e em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o Novo PAC, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, o Programa Bicicleta Brasil, a Estratégia Nacional de Promoção da Mobilidade por Bicicleta (Enabici), o Plano Clima, o Pnatrans e a plataforma Viabiliza.

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Com perspectiva de longo prazo e ampla participação social, o PlanMob-Brasil busca consolidar uma visão de futuro para a mobilidade.

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