Política MT
Claudinei defende a segurança jurídica e isenção de imposto da energia elétrica para a PLC 53
Delegado Claudinei apresentou duas emendas em referência a segurança jurídica e a isenção de imposto na energia elétrica para instituições beneficentes e filantrópicas
A sessão plenária extraordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na última sexta-feira (26), perdurou por quase 12 horas com o propósito de discutir e analisar as 91 emendas propostas pelos deputados estaduais ao Projeto de Lei Complementar (PLC) de n.º 53/2019, de autoria do governo de Mato Grosso. A matéria foi aprovada por 14 votos a oito, sendo que a Casa de Leis tinha que dar um parecer final à pauta até o dia 31 de julho.
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) apresentou duas emendas sobre a segurança jurídica ao contribuinte e a isenção de impostos para entidades beneficentes ou filantrópicas em relação ao fornecimento de energia elétrica. “Essas duas emendas que foram apresentadas por mim, considero que conflitavam com a legislação vigente. Mas, desde o início das discussões sobre o PLC 53, me posicionei ser contrário a qualquer aumento de impostos que, consequentemente, poderia afetar os diversificados segmentos de nosso estado”, explica o parlamentar.
Segurança jurídica – O artigo 15 do PLC 53/2019 aponta que os contribuintes enquadrados em programa de desenvolvimento econômico e/ou autorizados à fruição de benefício fiscal deveriam migrar para o benefício fiscal reinstituído e/ou alterado por esta lei complementar. De acordo com Claudinei, o sétimo parágrafo deste artigo provoca insegurança jurídica e, perante essa questão, solicitou que fosse suprimido do projeto.
“A redação do referido não promove a renovação de benefícios fiscais que contrariam a lei de número 7.958 de 2003. Considerando que, em nosso ordenamento jurídico, a análise dos atos administrativos deve ser feito de acordo com a legislação vigente à época, conforme princípio da legalidade. Não há como violar o direito adquirido do contribuinte, até porque quando deferido o pleito da pessoa jurídica, o Estado e o ente privado assumem inúmeras obrigações a serem cumpridos como requisitos indispensáveis ao benefício fiscal, a qual possui prazo determinado”, defendeu Delegado Claudinei.
Ele acrescentou que a administração pública estadual pretende negar o direito adquirido de contribuintes e, consequentemente, o Estado passaria a violar a segurança jurídica, uma vez que os substratos da certeza, estabilidade e confiabilidade da relação bilateral deixaria de vigorar. “Isso pode causar prejuízo na questão da violação da segurança jurídica e até prejudicar futuros investimentos de empresas e empresários que pretendem se instalar no estado de Mato Grosso. E constatando aí, essa insegurança jurídica acaba até afastando novos investimentos”, explica o parlamentar.
Energia Elétrica – O artigo 36 da PLC que aborda sobre o fornecimento de energia elétrica, Delegado Claudinei posicionou sobre a necessidade do acréscimo de inciso neste artigo para que entidades beneficente, educacional ou de assistência social ficassem isentas de impostos quanto o uso da energia elétrica. “A isenção seria em referência a pessoa jurídica de direito privado cerificado como entidade beneficente nos termos da Lei de n.° 12.101/2009, a pessoa jurídica detentora de certificado de entidade de fins filantrópicos ou atestado de registro emitidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social – a CNAS e as organizações de sociedade civil nos termos da Lei de número 13.019/2014”, defendeu o parlamentar durante a explanação.
Delegado Claudinei foi um dos oito parlamentares que votaram contra o projeto de lei do governo de Mato Grosso, sendo que com a aprovação, o projeto foi encaminhado para revisão da Comissão Constituição e Justiça e Redação (CCJR) da Casa de Leis.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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