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Comitiva do Mapa conhece polo de fruticultura irrigada e trabalhos da Embrapa no Vale do Rio São Francisco

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O Secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando Camargo, visitou na semana passada as cidades Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). O objetivo foi conhecer o polo de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, estreitar laços com as lideranças locais e conferir os trabalhos de pesquisa da Embrapa na região. 

O Presidente interino da Embrapa, Celso Moretti, acompanhou a comitiva. Na quinta-feira (03), a programação envolveu visita ao Distrito de Irrigação Senador Nilo Coelho (DINC), em Petrolina. Pela tarde, a comitiva participou de encontro com representantes do setor de caprinovinocultura, momento em que foram relatadas as principais dificuldades da atividade. As reivindicações dos criadores foram concentradas em um documento entregue ao Secretário Fernando Camargo.

O grupo conheceu o perímetro de Irrigação de Maniçoba (DIM), na Bahia. Com 625 produtores cadastrados, o DIM alcançou o volume de 90 mil toneladas de manga produzidas em 2018, sendo 60% desse número destinado ao mercado externo.

No último dia da visita (04), a comitiva pôde conferir o experimento para produção de pera no semiárido. Os trabalhos estão sendo conduzidos pela Embrapa em parceria com a fazenda Frutos do Sol. De acordo com o pesquisador Paulo Roberto, a ideia é trazer diversidade e ampliar a variedade de frutas produzidas na região.

A comitiva foi composta também pela diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini; pelo diretor de Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas, Orlando Castro; e pelo coordenador de Instrumentos de Agricultura Irrigada, Valdir Juswiak. Também participaram da da visita os chefes-gerais da Embrapa Semiárido (Pedro Carlos Gama), Uva e Vinho (José Fernando Protas), Mandioca e Fruticultura (Alberto Vilarinhos), Caprinos e Ovinos (Marco Bonfim), além do superintendente do BNB da Bahia, José Gomes da Costa. 

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Reunião com o setor produtivo

No final do dia 03 a Comitiva participou de reunião com as representações dos produtores de frutas do Vale do São Francisco. Durante o encontro, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira de Paiva, ressaltou o potencial da região, que faz duas safras e já alcançou diversos mercados internacionais. “A fruticultura é a nossa identidade e, por isso, pedimos o apoio da Embrapa no desenvolvendo de novas tecnologias para que possamos continuar crescendo”.

Destacando a importância da Embrapa, o secretário Fernando Camargo lembrou que no passado o Brasil era dependente da produção externa de alimentos e hoje é exemplo de produtividade no agro.  Ressaltou ainda que a visita a região é uma continuidade da missão da Ministra, que esteve no Vale do São Francisco em abril deste ano. “Esta visita está sendo uma agradável surpresa. Estamos conhecendo desde o pequeno produtor familiar até grandes produtores consolidados internacionalmente. O Vale do São Francisco já é um destaque, e vamos trabalhar para que esse sucesso seja ainda maior”.                    

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, reafirmou o compromisso da Empresa com o setor produtivo, ressaltando o impacto dos trabalhos da Embrapa para o crescimento do país. “Estamos participando desta missão a convite do Ministério e ficamos muito felizes de ouvir os depoimentos de vários produtores satisfeitos, que vêm alcançando mercados externos competitivos e resultados surpreendentes com nossas variedades de uva e manga”. Moretti completou que a Embrapa está atenta aos anseios do agro nacional e à disposição para a construção de parcerias. 

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AgroNordeste

Outro ponto destacado da visita foi o alinhamento ao projeto estratégico AgroNordeste, lançado oficialmente pelo presidente da República Jair Bolsonaro, no dia 01 de outubro. O AgroNordeste será implantado em 2019 e 2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, alcançando uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

Parnaíba

Na quarta-feira (2), o secretário esteve em Parnaíba (PI), onde visitou propriedades rurais e se reuniu com o setor produtivo para debater ações voltadas ao desenvolvimento das cadeias produtivas da pecuária leiteira e da fruticultura na região Norte do Piauí. 

Fonte: Embrapa Semiárido

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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