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Mato Grosso

Conscientização sobre doação de órgãos é primeiro passo para salvar vidas

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Nesta sexta-feira (27.09), é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos. A data rememora o fato de o Brasil ser uma referência mundial na área e possuir o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos do país são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela Rede Pública de Saúde. Em Mato Grosso, são realizados os transplantes de córnea e, em breve, será retomado o serviço de transplante de rim.

“É importante frisar que esse é um serviço credenciado pelo Ministério da Saúde e que, além da instituição hospitalar habilitada, é necessária uma rede de apoio que sustente o serviço. Há aproximadamente 10 anos, o Governo do Estado busca retomar o transplante de rim em Mato Grosso. A atual gestão da SES está absolutamente empenhada para fazer isso acontecer da forma mais breve possível, já que entende ser urgente a demanda dos pacientes que hoje estão em diálise”, pontua o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Contudo, apesar de nobre, o gesto ainda é negligenciado por muitas pessoas que não compreendem a relevância do ato. Para conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre a importância da doação de órgãos, foi criada a campanha “Setembro Verde”.

 Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

A coordenadora da Central Estadual de Transplante da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Fabiana Molina, destaca que entre os fatores que limitam a doação de órgãos estão a subnotificação dos casos suspeitos de morte encefálica e a baixa taxa de autorização da família do doador. Dados estaduais apontam que, em 2018, um total de 21 entrevistas familiares foram realizadas e 95% delas foram negativas para a doação da córnea.

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Em muitos desses casos, a pessoa poderia ter sido um potencial doador, mas a falta de conscientização sobre o assunto e, às vezes, até mesmo de conhecimento, fez com que as famílias recusassem. Outra situação pontuada por Fabiana é a demora na notificação da suspeita da morte encefálica por parte dos hospitais que, segundo ela, acarreta na impossibilidade de concluir o diagnóstico ou inviabiliza os órgãos para doação, uma vez que desde a suspeita da morte encefálica até a realização da retirada dos órgãos, o potencial doador deve ser rigorosamente assistido pela equipe da UTI, afim de garantir a qualidade dos órgãos para o transplante.  

“Esses são alguns dos fatores limitantes que levam aos baixos índices de efetivação de doação, fazendo com que o quadro de saúde de muitas das pessoas que hoje estão em listas de espera, se agravem, levando até a morte em decorrência da espera por um órgão. Por isso eu acredito que conscientização e sensibilização da sociedade em geral e dos profissionais de saúde, sobre a doação de órgãos é o primeiro passo para salvar vidas”, ressalta a coordenadora.

Ela explica que é imprescindível que o interessado em doar os órgãos, converse com a família ainda em vida sobre o assunto, pois, segundo Fabiana, não adianta a pessoa deixar um documento escrito descrevendo o interesse; após a morte, somente a família do falecido pode autorizar a doação.

“Postar em rede social ajuda a família saber qual é o seu desejo. Essas manifestações públicas sobre o desejo de doar são validas, mas elas não têm poder legal. Por isso é importante ter um diálogo com a família, fazer os esclarecimentos e manifestar o posicionamento, porque sem a autorização da família expressamente documentada não há doação”, acrescenta.

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Apesar da resistência dos núcleos familiares, Mato Grosso tem progredido no número de doações de córneas – modalidade de transplante ativo no estado. Durante todo o ano de 2018, foram realizadas sete doações. Esse número aumentou, de janeiro a agosto deste ano, para 28 doações, entretanto, embora tenha aumentado, ainda está longe do ideal; sobretudo se for considerada a Lista de Espera de Potenciais Receptores, onde 302 pessoas aguardam por um doador de córneas em Mato Grosso.

Foto por: Marcos Vergueiro – Secom/MT

O transplante

Embora Mato Grosso esteja fazendo apenas transplante de córneas – com a perspectiva de retomada do transplante de rins –, os potenciais doadores de órgãos do Estado podem salvar vidas de pessoas de outras localidades do país.

“Se existe um doador em potencial, com morte encefálica confirmada e com a autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, o hospital entra em contato com a Central Estadual de Transplantes, a Central inicia o processo de avaliação e validação do doador e a realização de testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores da lista nacional de espera”, detalha Fabiana.

O próximo passo, de acordo com ela, é informar a Central Nacional de Transplantes – CNT. Por meio de um sistema informatizado, é gerada uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunicado os hospitais em que eles são atendidos; as equipes de transplante, junto com a Central, adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões e pessoal de apoio). Os órgãos são retirados e o transplante é realizado pelos profissionais dos hospitais das respectivas cidades/estados dos receptores.

Tipos de doação

Existem dois tipos de doação: Doador Vivo e Doador Falecido

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Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela Lei, parentes até quarto grau e conjugues podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial. Para isso, é necessário que o voluntário tenha sido submetido a uma rigorosa investigação clínica, laboratorial e de imagem, e esteja em condições satisfatórias de saúde, possibilitando que a doação seja realizada dentro de um limite de risco aceitável.

O único cadastro de doadores existente no Brasil é o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – REDOME, realizado nos Hemocentros públicos. O interessado poderá se cadastrar como doador voluntário de medula óssea no MT- Hemocentro de Cuiabá.

Doador falecido: são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de lesões cerebrais, como traumatismos cranianos ou AVC (derrame cerebral). O doador falecido pode doar: coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, veias, ossos e tendões. Portanto um único doador pode salvar inúmeras vidas.

Não existe muitas restrições à doação de órgãos para nenhum dos dois tipos de doadores, mas a doação pressupõe alguns critérios mínimos como causa da morte, doenças infecciosas ativas, dentre outros. Também não poderão ser doadoras as pessoas que não possuem documentação ou menores de 18 anos sem a autorização dos responsáveis. A família do doador, para casos de doação após a morte ou em vida, não paga nada e tampouco recebe qualquer pagamento pela doação.

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Mato Grosso

Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT

A Nova Rota do Oeste informa que fará, a partir desta quinta-feira (27.08), o fechamento de um retorno localizado no km 265,4 da BR-364, em São Pedro da Cipa. O dispositivo está situado antes do desvio de tráfego implantado para a continuidade das obras de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio São Lourenço, localizada no km 266,7 da rodovia.

A medida é necessária para garantir a segurança viária na região, uma vez que motoristas estão realizando conversões irregulares no dispositivo, o que pode ocasionar sinistros.

Com o fechamento do retorno, as manobras poderão ser realizadas nos seguintes pontos:

  • Km 266 da BR-364: para quem viaja no sentido Cuiabá/Rondonópolis e precisa retornar;
  • Km 264 da BR-364: para quem viaja no sentido Rondonópolis/Cuiabá e precisa acessar a pista no sentido oposto.

Outras alterações no local

Conforme a programação da Nova Rota do Oeste, a pista Norte (sentido Cuiabá) será totalmente interditada em um trecho de 500 metros, entre os km 266,8 e 267,4, e o fluxo de veículos será desviado para a pista Sul (sentido Rondonópolis), que passará a funcionar em mão dupla pelo período estimado de 30 dias.

Durante esse período, o acesso da estrada vicinal à BR-364 no sentido Cuiabá, localizado no km 266,3, permanecerá fechado por questões de segurança. Os usuários e moradores das imediações deverão utilizar a estrada vicinal e acessar a rodovia pelo km 264,2, também no sentido Cuiabá. A sinalização foi implantada para orientar sobre o fechamento do acesso e o direcionamento do tráfego.

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A alteração é necessária para garantir a segurança dos motoristas e trabalhadores da obra, além de permitir o avanço da recuperação da ponte, que entra na etapa de concretagem dos reforços das vigas longarinas no sentido Norte. O serviço exige um período adequado para a cura do concreto.

A Nova Rota do Oeste orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho, respeitando a sinalização e os limites de velocidade estabelecidos.

Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)

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No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.

A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.

O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.

Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.

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A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.

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Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

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Foto-Assessoria

Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.

Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.

Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.

Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.

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O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.

Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.

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