Mato Grosso
Corpo de Bombeiros inicia 1º curso de Moto Resgate para reforçar atendimento pré-hospitalar

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) deu início, nesta segunda-feira (13.10), ao 1º Curso de Especialização em Moto Resgate e Intervenção Rápida, voltado a bombeiros militares com o objetivo de fortalecer o atendimento pré-hospitalar, especialmente, na região metropolitana de Cuiabá.
A capacitação tem como foco preparar os militares para a utilização de motocicletas especialmente equipadas para emergências, consolidando essa modalidade como uma ferramenta estratégica para garantir agilidade na chegada do socorro às vítimas. O novo serviço atuará de forma complementar ao serviço das unidades de resgate já existentes.
A solenidade de abertura contou com a presença do comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, do comandante da Companhia RAIO da Polícia Militar, tenente-coronel PM Wesmensandro Auto Rodrigues, além da diretora técnica do Hospital Municipal de Cuiabá, Fanavya Lauren de Castro Sulzbache. Participaram ainda os coronéis da corporação e alunos do curso.
Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel Glêdson, o curso faz parte de uma iniciativa para aprimorar o atendimento pré-hospitalar, que foi fortalecida com a chegada dos novos bombeiros temporários da área da saúde, entre eles, técnicos de enfermagem e enfermeiros, que passaram a atuar desde julho na baixada cuiabana.
“Era um anseio nosso, há quase 20 anos, reativar o atendimento pré-hospitalar na região metropolitana. Com o ingresso desses profissionais, buscamos fortalecer o sistema de atendimento em todo o Estado, não apenas na capital. A ideia é entender como podemos aprimorar os protocolos, reduzir o tempo de resposta e melhorar os sistemas, as viaturas e os equipamentos”, afirmou.
O novo serviço de moto resgate, ainda segundo o coronel, vai possibilitar uma resposta mais rápida em ocorrências críticas, especialmente em locais de difícil acesso para viaturas convencionais, além de ampliar a cobertura do atendimento pré-hospitalar e reduzir o tempo entre o chamado e o primeiro contato com a vítima.
“Isso terá um grande impacto no serviço de atendimento pré-hospitalar, na sobrevida das vítimas e até no tempo de internação, o que se reflete em economia, em produtividade e, sobretudo, na qualidade de vida das pessoas. Tenho certeza de que poderemos oferecer um serviço ainda melhor com essas novas viaturas de duas rodas e com os profissionais que concluirão este curso”, reforçou o comandante.
O diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa, coronel BM Josiel Borges da Silva, destacou que o curso foi estruturado com base em pilares fundamentais: agilidade, técnica, coragem e total observância às normas de segurança. Essa primeira edição do curso reúne 21 participantes, terá duração de um mês, com 235 horas de instruções teóricas e práticas, incluindo simulações de atendimentos pré-hospitalares. A formação conta com o apoio da Companhia RAIO, unidade especializada em motopatrulhamento da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT).
“Parem para refletir um pouquinho na importância desse dia, na importância desse momento para a nossa corporação e quanto a sociedade espera de nós. Jamais, jamais podemos deixar de rememorar e lembrar que temos um lema, vidas alheias e riquezas a salvar”, disse aos alunos.
Já o comandante da Companhia RAIO da Polícia Militar, tenente-coronel PM Wesmensandro Auto Rodrigues, explicou que a parceria com o Corpo de Bombeiros consistirá em instruções práticas sobre o desenvolvimento de técnicas que contribuirão para a atuação nas ruas, com a segurança necessária para o militar.
“O RAIO é hoje um case de sucesso que queremos replicar no Corpo de Bombeiros Militar, compartilhando o conhecimento que adquirimos ao longo de cinco anos de atuação. O objetivo é que o bombeiro possa operar com mais segurança, menor risco de acidentes e constância nos atendimentos. A parte prática de pilotagem ficará sob nossa responsabilidade. Serão duas semanas dedicadas exclusivamente ao treinamento de pilotagem propriamente dita”, encerrou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
-
Esportes29/05/2026 - 20:26União faz clássico decisivo com o Mixto no Luthero Lopes para voltar ao G4 da Série D do brasileiro
-
Artigos29/05/2026 - 20:50Pejotização da medicina: o lucro de poucos e a precarização da profissão médica
-
Rondonópolis01/06/2026 - 10:06Prefeitura de Rondonópolis suspende licitação para pavimentação da Rodovia Campo Limpo
-
Rondonópolis01/06/2026 - 13:36Prefeitura de Rondonópolis explica desligamento de profissional do Centro de Reabilitação Nilmo Junior
-
Artigos29/05/2026 - 20:48Primeiro emprego: veja quais habilidades estão em alta no mercado de trabalho
-
Rondonópolis29/05/2026 - 21:28Em despedida, prefeito enfatiza que Mohamed Zaher deixa grande legado a Rondonópolis
-
Rondonópolis01/06/2026 - 10:28Rondonópolis|Empresas poderão ter apenas um box no novo terminal
-
Rondonópolis01/06/2026 - 10:33Rondonópolis|Secretaria de Saúde prorroga investigação contra empresa terceirizada por mais 60 dias






