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CPI ouve representantes de laticínios e pequenos produtores para apurar denúncias de manipulação de preços

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis infrações de ordem econômica na cadeia produtiva do leite e seus derivados em Mato Grosso ouviu, nesta quinta-feira (3), representantes da concessionária de energia elétrica Energisa, de empresas de laticínios, cooperativas, associações e pequenos produtores de leite. Na ocasião, foram ouvidas sete pessoas, com o objetivo de apurar denúncias sobre suposto aumento de preço praticado de forma desleal por empresas maiores para prejudicar pequenas empresas e garantir consequente monopólio regional de derivados lácteos.

O presidente da CPI, deputado Gilberto Cattani (PL), apresentou um vídeo que foi recebido pela Comissão, em que um produtor de leite do assentamento de Santana D’água Limpa, localizado a 25 quilômetros do município de São José do Rio Claro, relata as dificuldades enfrentadas devido à falta de energia elétrica. Segundo ele, a concessionária de energia elétrica já havia sido informada, mas a situação perdurava há dois dias, o que poderia causar sérios prejuízos.

Primeiro a ser ouvido durante a reunião, o diretor-presidente da Energisa-MT, Riberto José Barbanera, apresentou os investimentos realizados pela empresa em todo o estado, que, segundo ele, resultaram na redução da quantidade de interrupções de energia, bem como do tempo médio de religamento, quando elas ocorrem. “A Energisa conta com planos de investimentos tanto para a zona urbana quanto para a zona rural”, afirmou. 

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No entanto, conforme explicou, as dificuldades de acesso e a falta de estrutura existentes em muitas regiões do estado acabam prejudicando os trabalhos. O presidente afirmou ainda que a empresa irá estudar uma maneira de melhorar a prestação de serviços para o setor e pediu aos produtores que informem suas atividades à concessionária, para que o atendimento, em caso de queda de energia, possa ocorrer da forma mais célere possível.

Questionado pelo deputado Dr. Eugênio (PSB) sobre medidas adotadas pela Energisa para evitar ocorrências como essas na região do Araguaia, Riberto Barbanera destacou a construção de uma linha de transmissão de Barra do Garças até Confresa e informou que a empresa está substituindo os padrões monofásicos por trifásicos no local.

O deputado Carlos Avallone (PSDB), relator da CPI, defendeu a criação de um programa junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para atender os pequenos produtores de leite, proposta apoiada por Cattani.

Sérgio Sessin, sócio administrativo do laticínio Pontelac, localizado em Pontes e Lacerda, foi o segundo ouvido pela CPI. Ele relatou ter perdido muitos produtores e disse que precisou aumentar o preço repassado a eles para não fechar a empresa, chegando a pagar aproximadamente R$ 3,53 pelo litro de leite em setembro. O empresário afirmou ainda que atualmente tem registrado prejuízo na venda do produto final (queijo muçarela).

Elizeu Francisco dos Santos, proprietário do laticínio Vencedor, localizado em São José dos Quatro Marcos, afirmou que é o mercado que norteia o preço pago pelo litro de leite e disse que chegou a pagar pouco mais de R$ 4 pelo litro neste ano.

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Na sequência, foram ouvidos o presidente da Cooperativa Agropecuária do Noroeste Mato Grosso Ltda (Coopnoroeste), Mizael Barreto; o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso (Sindilat-MT), Leonir Chaves; o presidente da Associação dos Produtores de Leite da Região Oeste de Mato Grosso (Aplo-MT), Luciano Rodrigues Gomes; e o proprietário do laticínio Rovigo, Antônio Bornelli Filho.

Durante as oitivas, todos confirmaram a prática do que classificaram como “concorrência desleal” por algumas empresas e consequentes prejuízos registrados por estabelecimentos menores. Também disseram ser favoráveis à proposta defendida pelo presidente da CPI, Gilberto Cattani de criar um Índice do Leite Cru (ILC) no estado – uma forma de saber quanto custa o litro de leite para o produtor.

“A CPI tem um papel fundamental para evitar que indústrias fechem as portas por deslealdade praticada por algumas empresas. Não é por terem poder aquisitivo maior que podem controlar toda uma cadeia”, declarou Mizael Barreto.

Por sugestão do deputado Carlos Avallone, a CPI ouvirá, na próxima semana, representantes da Embrapa Leite e dos estados de Goiás e Rio Grande do Sul, onde já existe Índice do Leite Cru (ILC). 

“Não podemos ser coniventes com nenhum tipo de denúncia. Não vamos nos omitir. Nosso relatório será encaminhado a todas as autoridades competentes e também ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), então é importante que os empresários se entendam, para que, no futuro, os pequenos produtores não sejam atingidos”, ressaltou o parlamentar.

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“A CPI não foi criada para prejudicar nem um lado e nem o outro, pelo contrário, porque não existem indústrias sem produtor, assim como não existe produtor sem indústria. Então nós precisamos que os dois estejam alinhados e é isso que nós queremos”, reforçou o deputado Gilberto Catani.

Fonte: ALMT

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Coligação de Wellington pede cassação de Pivetta e Gisela por suposto acesso antecipado a propaganda de Natasha

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A coligação Coração da Gente, encabeçada pelo candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), ingressou nesta terça-feira (29) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) contra o candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e sua candidata a vice, Gisela Simona (União). A ação pede a cassação dos registros ou diplomas da chapa.

Segundo a acusação apresentada pela coligação, a campanha de Pivetta teria obtido, sem autorização, uma peça de propaganda eleitoral da candidata Natasha Slhessarenko (PSD), além de documentos relacionados à programação de veiculação do material antes de sua exibição pública.

A representação sustenta que o episódio pode caracterizar uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político e econômico.

O caso veio à tona após a equipe de Pivetta apresentar, em 25 de setembro, um pedido de direito de resposta relacionado à propaganda identificada como “Inserção 35”. Entre os documentos anexados ao pedido estava o arquivo contendo uma claquete técnica, elemento utilizado pelas emissoras de televisão para identificação e controle das peças publicitárias e que não é exibido aos telespectadores.

No dia seguinte, o juiz auxiliar da propaganda Flávio Fraga e Silva negou o pedido de liminar apresentado no caso, diante da ausência de comprovação de que a propaganda questionada havia efetivamente sido veiculada.

A coligação de Wellington também afirma que, no processo, foi apresentado um planejamento contendo 11 comerciais e 56 exibições previstas entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro. Para os autores da ação, os documentos levantariam suspeitas sobre a forma como o material da adversária teria chegado à campanha de Pivetta.

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A ação agora será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar as alegações e as provas apresentadas pelas partes. O pedido de cassação ainda não foi julgado e não há decisão definitiva contra a chapa de Pivetta.

A composição das chapas ao Governo de Mato Grosso consta oficialmente no TRE-MT, que registra Pivetta como candidato a governador pelo Republicanos e Gisela Simona como candidata a vice.

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Justiça condena cinco sites por mentirem que Mauro jantou com o Vorcaro

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Decisão do TRE-MT reconheceu grave descontextualização de reportagem usada como fonte e determinou retirada de 11 publicações

Ex-governador Mauro Mendes

A Justiça Eleitoral condenou cinco veículos de comunicação por mentirem ao afirmar que o candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), esteve num jantar custeado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Na decisão, o juiz auxiliar da propaganda eleitoral Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado concluiu que 11 matérias fizeram grave descontextualização da reportagem do Metrópoles usada como fonte. O texto original informava que Mauro estava no mesmo restaurante que o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, mas em outra mesa.

“A matéria-matriz informou ‘mesa ao lado’. As publicações irregulares converteram essa circunstância em mesma mesa, mesmo jantar, evento de Vorcaro, grupo seleto, encontro com o banqueiro, degustação de uísque e refeição custeada por Vorcaro”, afirmou o magistrado.

Segundo a decisão, a reportagem original não dizia que Mauro era convidado de Vorcaro, que participou de jantar promovido pelo empresário ou que tenha se encontrado pessoalmente com o banqueiro.

Para o juiz, não se tratou apenas de uma interpretação diferente da informação. “Cada acréscimo modifica a posição de Mauro Mendes na narrativa: de frequentador do mesmo estabelecimento, em mesa distinta, passa a convidado e beneficiário de evento privado promovido por empresário investigado”, destacou.

O magistrado ressaltou que a decisão não impede a imprensa de investigar ou noticiar assuntos relacionados ao Banco Master, consignados, atos do Governo do Estado ou despesas da comitiva. O problema identificado foi atribuir à fonte informações que ela não trazia.

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“Não se está, assim, a censurar opinião, crítica política contundente ou linha editorial desfavorável. O que ora se reprova é a apresentação, como fato confirmado por fonte nominada, de conteúdo que a própria fonte não contém”, escreveu.

Foram condenados Gazeta Digital, Preto no Branco Jornal Eletrônico, Marco Polo de Freitas Pinheiro, responsável pelo Blog do Popó, Edina Ribeiro de Araújo Ltda., responsável pelo VG Notícias, e IEN Comunicação Eireli, responsável pelo Isso É Notícia.

A Justiça determinou a retirada das 11 publicações irregulares em até 24 horas da intimação, caso ainda estejam disponíveis, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. Cada um dos cinco responsáveis também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 5 mil.

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Léo Bortolin reúne mais de 1,2 mil pessoas em Várzea Grande no último encontro da campanha na cidade

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Ao lado das lideranças, candidato a deputado estadual agradeceu o acolhimento da cidade e disse que quer ser presente, e não aparecer só de quatro em quatro anos

O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) reuniu mais de 1,2 mil pessoas na noite desta segunda-feira (28), no espaço Simprão, em Várzea Grande, no último encontro da campanha no segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso. Ex-prefeito de Primavera do Leste por dois mandatos e ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Bortolin agradeceu o acolhimento da população e disse que construiu em Várzea Grande laços que pretende levar para toda a vida.

No discurso, o candidato afirmou que a presença do público em uma noite de segunda-feira, depois das 21h, mostra que a cidade sente falta de representação. “Se vocês estão aqui hoje, é porque os deputados de Várzea Grande não estão fazendo o dever de casa”, afirmou. “Eu vou estar aqui. Eu quero estar presente.”

Bortolin disse que conhece a pauta e sabe da urgência que a saúde representa para a população de Várzea Grande. Ele citou o terreno do bairro Vitória Régia, que tem a placa de construção de uma Unidade de Saúde da Família aguardada há mais de dez anos, e, ao lado das lideranças, assumiu o compromisso de destinar emenda para a obra. O candidato lembrou que, em Primavera do Leste, dobrou o número de unidades de saúde, abriu uma clínica de hemodiálise e habilitou 40 leitos de UTI.

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A reunião foi organizada pelas lideranças Mamute, Marcos, Elton Taques, Elder Taques, Léo da Guarda, Enio Baracat, Joermes e Alex Guarani, que destacaram o trabalho do candidato em Primavera do Leste como motivo do apoio. “Léo, você fazendo 30% do que fez em Primavera do Leste, Várzea Grande vai mudar da água para o vinho”, disse Enio Baracat. Joermes, que disputou a eleição para vereador em 2024 e ficou como suplente com 1.976 votos, afirmou que o grupo está cansado de promessas. “Nós precisamos de compromisso”, disse. Léo da Guarda, que perdeu a mãe na semana passada, fez questão de comparecer. “Eu assumi um compromisso”, afirmou.

A liderança Mamute, que recebeu o público no espaço, agradeceu a presença de todos e, em tom descontraído, comparou o candidato ao povo da cidade. Para ele, Léo é um candidato forte, assim como o povo várzea-grandense, que mesmo numa segunda-feira e com um calor de 38 graus fez questão de estar presente para demonstrar apoio a Bortolin. Já a liderança de Cuiabá Ademar Jajah contou que Léo se tornou “mais um irmão” que Deus colocou na vida dele. Disse que conhece a história do candidato, sabe o quanto ele lutou para chegar onde chegou e, por isso, decidiu apoiá-lo e pedir voto para ele.

O candidato também falou sobre desenvolvimento econômico e defendeu que qualidade de vida vai além das obras. “Qualidade de vida é poder de compra de pai e mãe, é ter salário digno”, afirmou. Bortolin disse também que vai ajudar um projeto social mantido por um centro espírita da região, que atende crianças da comunidade, e que a visita ao projeto será uma de suas primeiras agendas depois de eleito. “Quero que essas crianças saibam que têm um padrinho político”, declarou.

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Em tom emocionado, Bortolin relembrou a própria trajetória. Contou que vendeu salgado na rua na infância, perdeu o pai muito cedo e foi desacreditado na adolescência. “Alguns diziam que eu nunca seria nada na vida”, lembrou. Depois disso, foi vereador duas vezes, prefeito aos 31 anos, reeleito com quase 90% dos votos, e presidente da AMM. “Eu não quero ser o deputado mais do mesmo”, disse, ao se definir como ficha limpa.

Também participaram da reunião a candidata ao Senado Janaina Riva (MDB), o ex-prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat e o candidato a deputado federal coronel Roveri. Janaina pediu voto para Bortolin e disse ter certeza de que ele vai transformar Mato Grosso na Assembleia Legislativa.

Léo Bortolin foi vereador, prefeito de Primavera do Leste por dois mandatos e presidente da AMM. É candidato a deputado estadual pelo MDB, com o número 15115.

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