Política MT
Deputado leva bandeira da produção sustentável para a COP 25
Foto: KATIANA PEREIRA
Foto: KATIANA PEREIRA
O deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC-MT) participa da reunião da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019, a COP 25, realizada em Madrid, na Espanha. O encontro acontece desde o último dia 2 e segue até 13 de dezembro.
O parlamentar representa a Assembleia Legislativa do Estado, uma das metas de mandato do parlamentar é deixar um legado para o incentivo da produção sustentável em Mato Grosso. "É aqui que estão acontecendo as grandes discussões sobre o clima, meio ambiente e produção sustentável. O Brasil é protagonista nesse tema. Mato Grosso tem que buscar esse protagonismo também, já que somos campeões em produção. Sabemos que oque causa o desequilíbrio é a miséria, que leva a ilegalidade. Temos que dar documento, segurança jurídica e incentivo as formas de produção sustentável, com uso da tecnologia. Esse é o futuro", destacou Xuxu Dal Molin, após encontro com o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que lidera a comitiva brasileira.
Ricardo Salles, em entrevista para El País, disse que a pobreza é o maior inimigo do meio ambiente: “O Brasil é um país que possui mais de 80% da floresta amazônica protegida e a consideramos um tesouro. O aumento do desmatamento começou em 2012. Temos que encontrar a origem, que está entre outras razões, na falta de desenvolvimento econômico sustentável para os mais de 20 milhões de brasileiros que vivem lá. Que tenham uma alternativa e que avaliem então a conservação da Amazônia. Quando o desmatamento diminuir, os pontos de incêndio se reduzirão”, declarou.
A comitiva de Mato Grosso é representada pelo vice-governador Otaviano Piveta, a secretaria de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o deputado Ulysses Moraes, deputado federal Neri Geller e o presidente da Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa-MT) Paulo Aguiar.
Dal Molin apresentou o balanço das ações da Primeira Base Aérea de Combate a Incêndios Florestais da Amazônia, a primeira do Brasil, localizada em Sorriso, que teve sua implantação coordenada pelo parlamentar. Ele Considera esse trabalho como uma contribuição para o cumprimento do acordo firmado com a Organização Das Nações Unidas. “A Base é de responsabilidade do Corpo de Bombeiros Militar, tem feito um ótimo trabalho”, destacou.
"Essa é a primeira base de combate a incêndios florestais entre os países com partes da floresta Amazônica e seus territórios. A sua instalação em Sorriso só foi possível graças ao esforço de muitos parceiros, inclusive o setor produtivo. Hoje tenho a satisfação de apresentar os resultados e levantar a bandeira que o setor produtivo de Mato Grosso é o melhor parceiro do Meio Ambiente", declarou.
A construção da Base Florestal de Combate a Incêndios contou também com recurso do Fundo Amazônia, recursos do Estado e a iniciativa privada de Sorriso que contribuiu com o mobiliário usado pelos militares. A base tem o objetivo de proteger o ambiente florestal e o rural que sofre com graves perdas econômicas quando atingido pelas chamas.
Proteção da Amazônia Legal
Durante as reuniões realizadas na COP 25, Dal Molin compartilha um informativo, produzido em inglês, com o balanço das atividades da Primeira Base de Combate a Incêndios Florestais. "A segunda Base está em Rondônia. Estamos trabalhando para implementação nos outros sete estados da Amazônia Legal", disse.
Na Amazônia Legal vivem em torno de 23 milhões de pessoas, segundo o censo 2010, distribuídas em 775 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins (98% da área do estado), Maranhão (79%) e Goiás (0,8%).
Além de conter 20% do bioma cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas brasileiros, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável.
Sobre a COP 25
Até sexta-feira, dia 13 de dezembro, a Conferência das Partes das Nações Unidas, a COP 25, , irá discutir com representantes dos países que fazem parte do bloco, planos mais ambiciosos para a continuidade da implementação do Acordo de Paris.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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