Política MT
Deputado reforça necessidade de debates sobre implantação de ferrovias em Mato Grosso
“O Brasil tinha há 130 anos a mesma quantidade de trilhos que tem hoje. 130 anos se passaram e nós não acordamos para o modal ferroviário, que é um dos mais baratos”. A afirmação é do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que garantiu logo após a realização do seminário “Ferrovias: o Brasil passa por aqui”, que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso vai continuar debatendo o assunto.
O seminário foi realizado durante todo o dia de segunda-feira (6) no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Federação das Indústrias no Estado (Fiemt).
Santos argumentou que o principal motivo para a realização do encontro foi a paralisação dos caminhoneiros que ocorreu recentemente no país. Por causa da greve da categoria, o Brasil viveu situação de “caos” com o desabastecimento ocorrido em postos de combustíveis, supermercados e outros segmentos da economia. Apontado como meio de transporte mais barato do que o rodoviário, o seminário reuniu debatedores que chegaram ao entendimento que a construção do modal ferroviário é necessária para Mato Grosso por causa do alto percentual de produção agrícola do estado.
Mato Grosso, segundo dados divulgados durante o encontro, é o maior produtor de grãos e de gado do país e sofre com o escoamento dos grãos devido à falta de infraestrutura nas rodovias. No país todo, esses dados são mais alarmantes. Números divulgados pelo Departamento Nacional de Transportes Terrestres (Dnit) mostram que apenas 13% das rodovias federais são pavimentadas. A estimativa do órgão é que cerca de 70% da carga são transportadas pelas rodovias (1,064 bilhão de toneladas por quilômetro), e 18% passam por ferrovias (298 bilhões de toneladas por quilômetro). O resultado disso é o preço final pago pelo consumidor, já que o frete fica mais caro no transporte rodoviário.
O Seminário “Ferrovias: o Brasil passa por aqui” apontou, de acordo com a visão dos palestrantes, que a construção de uma rede ferroviária é o caminho para a redução dos custos com logística em Mato Grosso. Mato Grosso está contemplado com quatro projetos de construção ferroviária. A ferrovia do grão, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que já teve R$ 4 bilhões disponibilizados pelo governo federal; a Ferrovia Vicente Vuolo e a Ferrovia do Cerrado.
Participaram do evento o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, o secretário municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Cuiabá, Francisco Vuolo, o economista, ex-diretor da Empresa de Planejamento Logístico (EPL) e consultor em logística, Bernardo Figueiredo, o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, o professor Luiz Miguel de Miranda, mestre em Engenharia Oceânica e doutor em Engenharia de Transportes da UFMT.
Após as discussões no Seminário “Ferrovias: o Brasil passa por aqui, a ALMT, UFMT e Fiemt devem elaborar um projeto para encaminhar ao governo federal.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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