Mato Grosso
Detran debate ações para redução de mortes e lesões no trânsito em MT
Representantes dos órgãos ligados ao Sistema Nacional de Trânsito realizaram, na última semana, a 1ª reunião do Grupo Técnico para a implementação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) em Mato Grosso.
Durante a reunião, foi apresentado o Plano Nacional, conceitos, metas e pilares estruturantes, o decreto nº 1.480, que instituiu o Grupo Técnico do Pnatrans-MT. Foi definido também os titulares e suplentes para publicação da portaria nominal, ações e produtos de responsabilidade dos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, entre outros assuntos.
O plano de ações do Pnatrans é dividido em seis pilares: gestão da segurança no trânsito, segurança veicular, educação para o trânsito, atendimento às vítimas, fiscalização e normatização.
Segundo a diretora de Conformidade Legal e Educação para o Trânsito do Detran-MT, Adriana Carnevale, um dos principais objetivos do Grupo Técnico é o trabalho integrado entre os órgãos e instituições para um planejamento conjunto com vista à redução do número de mortes e lesões de trânsito em Mato Grosso. “As ações estratégicas têm que ser integradas entre os órgãos baseadas no Renaest, com o sistema nacional de estatística de trânsito”, explicou.
Além disso, o Grupo Técnico também deverá atuar de forma proativa para o cumprimento das ações do plano, promover a elaboração de projetos para a captação de recursos financeiros, entre outras ações para estimular a ampliação e promoção do Pnatrans no Estado.
Plano Nacional
No dia 13 de setembro deste ano, foi assinado o Termo de Compromisso para implantação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) em Mato Grosso.
O objetivo é reduzir pela metade, até o ano de 2028, o índice de acidentes de trânsito com mortes e feridos em todo Brasil. O Pnatrans estabelece as diretrizes para que os órgãos e entidades de trânsito executem as políticas públicas de prevenção aos acidentes sustentada por seis importantes pilares: gestão, infraestrutura viária, segurança veicular, educação para o trânsito, atendimento a vítimas e fiscalização.

“Com a assinatura do Termo, Mato Grosso firma esse compromisso com a Secretaria Nacional de Trânsito para a implantação das 154 ações previstas no Pnatrans. Com o engajamento, o apoio e a integração de todos os órgãos envolvidos com certeza teremos resultados efetivos no Estado de Mato Grosso”, disse o Secretário Nacional de Trânsito, Frederico Carneiro, durante a assinatura do Termo de Compromisso em Mato Grosso.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Política MT17/07/2026 - 18:53Convenção do MDB apresenta pré-candidatura de Léo Bortolin na próxima semana em Primavera do Leste
-
Política MT18/07/2026 - 14:49“Pivetta tem conceito de bom administrador e provou isso”, diz Mendes
-
Esportes17/07/2026 - 21:23Campeonato de Futebol Amador em Rondonópolis premia campeão com R$ 10 mil neste sábado
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:56Prefeitura de Rondonópolis prorroga investigação sobre contrato da Construtora Amil para obra da Avenida Bandeirantes
-
Política MT17/07/2026 - 17:13Republicanos de MT marca convenção para o dia 4 de agosto em Cuiabá
-
Rondonópolis20/07/2026 - 12:20TJMT declara inconstitucional lei das emendas impositivas de Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:10Inscrições de animais para o 32º Torneio Leiteiro da Exposul se encerram hoje
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:40CONSEMMA aprova até R$ 60 mil por mês para custear horas delegadas dos Bombeiros no combate às queimadas em Rondonópolis








