Mato Grosso
Detran-MT arrecada R$ 1,36 milhão com leilão de 628 veículos
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) encerrou na última sexta-feira (21.06) os lances para o terceiro leilão realizado pela autarquia neste ano. Foram arrematados 628 veículos, entre automóveis e motocicletas, divididos em 575 lotes, com arrecadação de R$ 1,36 milhão.
No total, a arrecadação do Estado foi de R$ 1,58 milhão, após o recolhimento da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é de 17,5% sobre transações comerciais realizadas em Mato Grosso. O recolhimento do imposto estava previsto no edital do leilão e teve valor total de R$ 238 mil.
Com o fim do terceiro leilão, o Detran-MT possibilitou que cerca de 1,7 mil veículos retornassem para as vias públicas. O montante arrecadado com as três ações ultrapassa o valor de R$ 4 milhões, que são utilizados para a quitação de pendências fiscais dos veículos junto aos órgãos estaduais.
Prioridade de gestão
De acordo com o diretor de Veículos da autarquia, Augusto Cordeiro, a realização de leilões é apenas uma das ações para a promoção da limpeza dos pátios de remoção de veículos em todas as unidades. O quarto certame está previsto para ser realizado até o final do mês de julho.
“Temos realizado também a reciclagem de veículos considerados inservíveis, ou seja, que não possuem mais condições de trafegar pelas vias urbanas ou rurais. Desde janeiro foram descontaminados, prensados e destinados à reciclagem quase 7,2 mil automóveis e motocicletas. Nossa meta inicial era de 11 mil até o fim do ano, mas com certeza, iremos superá-la”, pontuou Cordeiro.
A arrecadação com a reciclagem alcança o montante de R$ 500 mil. Somente em Cuiabá, foram reciclados 936 carros e motocicletas.
Cordeiro destacou que as ações, leilão e reciclagem, serão permanentes durante toda a gestão. “É uma prioridade. A limpeza dos pátios da autarquia, seja na sede, ou no interior do Estado, será uma prática recorrente nos próximos quatro anos. Apenas com os três leilões deste ano superamos e muito o que foi feito em toda a gestão passada, quando somente 236 veículos foram leiloados”, lembrou.
Somente na sede, localizada no Centro Político Administrativo, o número de automóveis e motocicletas removidos ao pátio alcançava o montante de 4,8 mil, em janeiro de 2019. Agora apenas 860 veículos, sendo 70% motos, permanecem no local.
Segundo o diretor de Veículos, Augusto Cordeiro, a previsão é de que em 90 dias o pátio na sede da autarquia esteja totalmente limpo. “Temos um projeto para transformar o local em um estacionamento para os contribuintes. Somente o pátio localizado no Distrito Industrial será utilizado para a remoção, onde é possível armazenar cerca de 400 veículos”, contou.

Foto: Marcos Vergueiro
Descontaminação e reciclagem
O processo exige uma correta descontaminação dos materiais como combustível, óleo e baterias. Somente após a descontaminação é que o veículo é prensado, e por ele oferecido o maior preço por quilo do material ferroso. O valor da venda é destinado aos cofres do Estado e a previsão é de que até o fim do ano, a arrecadação chegue a R$ 1,2 milhão e um total de 11 mil veículos reciclados.
A descontaminação dos veículos teve início em janeiro deste ano, também para organizar e esvaziar os pátios das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans), afastando, inclusive, criadouros de insetos. “Nosso principal foco com a limpeza dos pátios é justamente evitar que os veículos removidos tornem-se criadouros de insetos, além de contribuir com a preservação do meio ambiente, uma vez que materiais, como óleo ou combustível, não terão mais risco de vazar para o solo”, finalizou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.

Foto: Christiano Antonucci
Confira o total da reciclagem e prensa de veículos nos municípios
Cuiabá: 936
Polo Cáceres
Rio Branco: 175
Jauru: 94
Pontes e Lacerda: 218
Vila Bela da Santíssima Trindade: 134
Comodoro: 136
Nossa Senhora Do Livramento: 96
Poconé: 316
Cáceres: 341
Mirassol Do Oeste: 257
Araputanga: 100
São José Do Quatro Marcos: 150
Polo Juína
Juína: 142
Brasnorte: 163
Campo Novo Do Parecis: 277
Juara: 187
Tabaporã: 68
Porto dos Gaúchos: 126
Castanheira: 56
Sapezal: 297
Obs.: Colniza, Aripuanã e Cotriguaçu não tiveram veículos reciclados tendo em vista o período chuvoso.
Polo Tangará
Tangará da Serra: 967
Barra do Bugres: 503
Nova Olímpia: 175
Diamantino: 181
São José do Rio Claro: 140
Nortelândia: 81
Arenápolis:155
Nobres: 76
Jangada: 05
Polo Rondonópolis
Rondonópolis: 1.608 (incluindo pátio da Ciretran e Delegacia-PJC)
Guiratinga: 192
Pedra Preta: 157
Jaciara: 363
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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