Mato Grosso
Disputas nas quartas de final revelam duas surpresas e competição promete ser acirrada nesta sexta-feira (20)

Os melhores do mundo do Beach Tênis disputam nesta sexta-feira (20.3) as quartas de final da etapa de Cuiabá do World Tour BT, da Federação Internacional de Tênis, após surpresas nas partidas das quartas de final na Arena Beach Peak, na MT-251, a Rodovia Emanuel Pinheiro, nº 300, no bairro Jardim Vitória, na Capital. A entrada é gratuita. A competição distribui US$ 45 mil e oferece 400 pontos para cada dupla campeã no ranking mundial. As finais acontecem no sábado (21).
Duas “zebras” se garantiram nas quartas, uma no masculino e outra no feminino. Nesta sexta (20), a programação tem início a partir das 15h. A competição é viabilizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em termo de fomento firmado com a Federação Mato-grossense de Tênis para popularizar e fomentar a modalidade no Estado, bem como viabilizar outros eventos.
Foto: Nomelini e Miguel Mazzaro Crédito: @alemdoesporte
Entre os homens, Giovanni Nomelini e Miguel Mazzaro, ambos de 17 anos, derrubaram na estreia os cabeças de chave 3, Daniel Mola e Giovanni Cariani, ambos no top 10 mundial, e passaram nas oitavas de final sobre o venezuelana Edoardo Garan e o brasileiro Lucas Santos por 7/6 (7/4) 6/4. Eles enfrentam nesta sexta, a partir de 15h, os cabeças de chave 6, o gaúcho Fabrício Neis e o paulista Gustavo Russo, que passaram pelos italianos Mattia Bazzi e Dario Jublin por 6/4 3/6 11/9.
Os atuais campeões mundiais e campeões de Cuiabá, Nicolas Gianotti, da França, e o italiano Mattia Spoto, passaram pelo ex-top 10, o venezuelano Ramon Guedez, e o brasileiro Airton Rodrigues por 6/1 6/3 e medem forças contra o bicampeão mundial, o espanhol Antomi Ramos, e o italiano Niccolo Gasparri.
Crédito: Lennon Magno/Secel-MT
Outro duelo emocionante da noite desta quinta (19) ficou por conta da vitória de Michele Cappelletti, hexacampeão mundial, e André Baran sobre os brasileiros Miguel Peres e Matheus Buemo por 4/6 6/2 10/8. Baran e Cappelletti abriram 8 a 2 no super tie-break, mas permitiram o empate. Baran cravou smash para chegar ao match-point, mas a dupla rival errou o saque a seguir, definindo o triunfo dos atuais vice-campeões do torneio.
“Primeiro queria parabenizar os meninos que fizeram uma grande partida, esse placar mostra isso. É uma dupla que vem tendo bons resultados. Sabíamos do potencial deles, o quanto que o Buemo joga sólido e o Miguel faz bolas difíceis. Eu e o Cappe estamos alinhando várias coisas. Tivemos chances no primeiro set, mas eles mereceram. E no super tie-break fiquei orgulhoso, tivemos cabeça para nos manter após perder a vantagem de 8 a 2. Estou feliz com a vitória e enaltecer os adversários”, disse Baran.
Crédito: Lennon Magno / Secel-MT
A dupla encara a parceria do venezuelano Carlos Fernandez e do brasileiro Leonardo Neiva. No feminino, a zebra ficou por conta da eliminação da ex-número 1 do mundo, a italiana Flaminia Daina, e a também italiana Sofia Cimatti. Cabeças de chave 7, elas perderam para a russa Alina Zaitseva e a brasileira Mariana Peracini por 0/6 7/6 (7/5) 10/7. As zebras do feminino pegam as cabeças de chave 2, a paulistana Sophia Chow e a paranaense Vitória Marchezini que deram mais um passo rumo ao título e ao número 1 do mundo. Elas passaram por Milena Barreto e Maria Vitielo por 6/0 6/1.
Entre os outros grandes duelos de quartas de final surgem as atuais líderes do ranking, as italianas Giulia Gasparri e Ninny Valentini, contra as também italianas Greta Giusti e Nicole Nobile. As ex-líderes do ranking, a paranaense Rafaella Miiller e a venezuelana Patrícia Diaz encaram as atuais campeãs mundiais, as russas Elizaveta Kudinova e Anastasiia Semenova. Outro grande duelo será entre a italiana Veronica Casadei e a espanhola Ariadna Graell contra a brasileira Marcela Vita e a italiana Giulia Tripa. Tripa e Vita marcaram um duplo 6/0 sobre a cuiabana Larissa de Souza e a brasileira Thaiz Neves.
Nesta sexta (20), terá apenas jogos de quartas de final definindo os semifinalistas a partir das 15h30. O sábado será de rodada dupla com semis e as decisões, quando serão conhecidos os campeões do masculino e feminino.
As disputas têm transmissão do PlayBT no Youtube durante toda semana e da RedeTV em TV aberta para todo o país, a partir de sexta.
Torneio Nacional entre Amadores
O evento é todo gratuito na quadra central e quadra 2 para toda a semana de evento nos jogos profissionais. Os atletas amadores também disputam o torneio nacional da Confederação Brasileira de Tênis nas categorias por nível A, B, C e D, além de categorias por idades juvenis e veteranos.
Programação desta Sexta-Feira (20/3) no Horário Local:
Quadra Central
15h30 – Mariana Peracini(BRA) e Alina Zaitseva x Sophia Chow(BRA) e Vitoria Marchezini(BRA)
16h30 – Giulia Gasparri(ITA) e Ninny Valentini(ITA) x Greta Giusti(ITA) e Nicole Nobile(ITA)
18h – Nicolas Gianotti(FRA)/Mattia Spoto(ITA) x Niccolo Gasparri(ITA)/Antonio Miguel Ramos Viera(ESP)
19h – Patricia Diaz(VEN)/Rafaella Miiller(BRA) x Elizaveta Kudinova/Anastasiia Semenova
20h30 – Carlos Jesus Fernandez Da Silva(VEN) e Leonardo Neiva Mariani(BRA) x Andre Baran(BRA) e Michele Cappelletti(ITA)
Quadra 2
16h – Veronica Casadei(ITA) e Ariadna Costa Graell(ESP) x Giulia Trippa(ITA) e Marcela Vita(BRA)
Miguel Mazzaro(BRA) e Giovanni Nomelini(BRA) x Fabricio Neis(BRA) e Gustavo Russo(BRA)
Hugo Paronetto Russo(BRA) e Daniel Schmitt(BRA) x Felipe Cogo Loch(BRA) e Gabriele Gini (ITA)
Também apoiam o World Tour BT 400 Cuiabá o Clube de Raquetes Beach Peak, Federação Internacional de Tênis, Confederação Brasileira de Tênis, além da Federação Mato-grossense de Tênis e Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer do Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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