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Doria compra viela que havia anexado irregularmente em Campos do Jordão

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João Doria, ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado pelo PSDB, se envolveu em polêmica durante campanha à prefeitura em 2016 por conta de anexo irregular de viela sanitária em Campos do Jordão. Agora, ele comprou o terreno
Rovena Rosa/Agência Brasil – 10.1.2017

João Doria, ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado pelo PSDB, se envolveu em polêmica durante campanha à prefeitura em 2016 por conta de anexo irregular de viela sanitária em Campos do Jordão. Agora, ele comprou o terreno.

O ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato do PSDB ao governo do estado, João Doria Júnior, arrematou a viela sanitária que fica no entorno de sua propriedade em Campos do Jordão e que havia sido alvo de polêmica na campanha à prefeitura em 2016 quando foi descoberto que ele anexou o trecho que pertencia ao município de forma irregular e descumpriu a decisão judicial de devolver o terreno à prefeitura.

Para adquirir a viela sanitária, Doria aproveitou-se do Programa de Desafetação que o prefeito Frederico Guidoni, também do PSDB e amigo pessoal de Doria, promoveu na cidade. O projeto de lei é uma espécie de programa de privatização de terrenos públicos, a exemplo do que o ex-prefeito de São Paulo tentou implementar na capital nos 15 meses que ficou à frente da prefeitura paulistana.

No leilão de “áreas sem interesse público” realizado pela prefeitura de Campos do Jordão, Doria pagou R$ 173.300 em três parcelas já quitadas ao município, R$ 3 mil a mais do que o valor mínimo exigido no pregão. Agora, o trecho de 365 metros quadrados foi definitivamente anexado ao terreno da “Villa Doria” que ocupa um quarteirão inteiro no bairro de Descansópolis e vale R$ 2 milhões, segundo declaração de bens do próprio ex-prefeito feito à Justiça Eleitoral, em 2016.

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Entenda a polêmica da viela sanitária

Enquanto era prefeito, Doria teve o muro da sua casa em São Paulo pichado durante manifestação com a frase:
Reprodução/Facebook

Enquanto era prefeito, Doria teve o muro da sua casa em São Paulo pichado durante manifestação com a frase: “SP não está à venda”

A polêmica da viela sanitária foi descoberta pelo jornal Folha de S. Paulo durante a campanha à prefeitura de São Paulo em 2016. Na ocasião, a reportagem revelou que o prefeito anexou a área no final da década de 1990 e cercou a rua que era usada pelos moradores locais com muros e portões de ferro.

A anexação da área pública foi considerada irregular pela Justiça que, em 2009, determinou que o ex-prefeito reintegrasse a posse para o município, mas João Doria ignorou a ordem judicial durante sete ano até que, onde dias após a publicação da matéria, a Justiça negou, em 22 de setembro de 2016, o pedido de audiência feito pelo peessedebista e reforçou a necessidade de devolução da área.

Diante disso, o então candidato à prefeitura que foi intensamente questionado por seu não cumprimento da decisão judicial desobstruiu a via pública e venceu as eleições para a Prefeitura de São Paulo ainda no primeiro turno, pela primeira vez na história da cidade.

Dois meses depois, o projeto de lei que queria privatizar essa área e a de outros 50 terrenos que pertenciam ao município de Campos do Jordão foi protocolado pela prefeitura na Câmara dos Vereadores e aprovada or unanimidade pelos vereadores em duas sessões, já em março de 2017.

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Quando a concorrência finalmente foi aberta, a empresa CFJ Administração LTDA, responsável pela administração dos imóveis de Doria, foi a única interessada no lote e arrematou o terreno.

Vielas sanitárias como a adquirida pelo pré-candidato ao governo do estado são muito comuns na região. Elas servem para garantir que nada seja construído sobre tubulações de água e esgoto e também ajudam o escoamento de água em locais de declive acentuado. O trânsito de pedestres, porém, é permitido e a viela em questão ajudava a encurtar o caminho de moradores numa área montanhosa.

Agora, porém, os portões instalados pelos funcionários da propriedade de Doria na entrada e saída da viela sanitária já foram fechados e caminhões trabalham no local pavimentando um trecho de terra do caminho enquanto seguranças vigiam os arredores.

Nacional

Entenda os próximos passos do projeto para reduzir a maioridade penal

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Brasília (DF) 29/05/2024 Sessão do Congresso Nacional que apreciou e votou vetos presidenciais e projetos de lei de abertura de créditos suplementares para ministérios e outros órgãos públicos. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
                                                                                                  © Lula Marques/ Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram registrados 44 votos favoráveis e 18 contrários à matéria.

No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa.

O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.

Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.

Histórico

Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”. Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.

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A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.

Mudanças no texto

Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.

Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.

Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.

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O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

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Plano Nacional de Mobilidade Urbana está sendo elaborado por meio de uma consulta pública; sugestões podem ser enviadas até 3 de julho
O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

                                                                                                                                                                   Rovena Rosa/Agência Brasil
O deslocamento nas cidades brasileiras vai muito além de carros e vias. Mobilidade urbana significa garantir que as pessoas consigam acessar trabalho, escola, saúde, lazer e serviços essenciais com segurança, eficiência e qualidade de vida. É nesse contexto que o Ministério das Cidades vem construindo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, o PlanMob-Brasil.

Clique aqui para participar da consulta pública do  PlanMob-Brasil.

Coordenado pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), o plano será um instrumento estratégico para orientar ações e investimentos públicos e privados voltados à mobilidade urbana em todo o País, com foco em cidades mais acessíveis, sustentáveis, seguras e integradas.

A construção do PlanMob-Brasil está alinhada à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída em 2012, que estabeleceu diretrizes para integrar os diferentes modos de transporte e melhorar a acessibilidade nos municípios brasileiros. A política também reforçou a importância do planejamento urbano, priorização do transporte público coletivo e da mobilidade ativa, como caminhadas e bicicletas.

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O plano evidencia os desafios enfrentados diariamente pela população brasileira, como congestionamentos, longos tempos de deslocamento, perda de qualidade do transporte público, desigualdades territoriais e aumento dos sinistros de trânsito e impactos ambientais causados pelo excesso de veículos individuais motorizados.

Segundo o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, o PlanMob Brasil é um instrumento essencial para o planejamento estratégico da mobilidade no país.

“O PlanMob Brasil é um importante instrumento de planejamento de longo prazo, que vai orientar as ações dos municípios, dos estados e, especialmente, do governo federal. Queremos avançar ainda mais, mas para isso precisamos ouvir a sociedade e construir soluções cada vez melhores. A mobilidade é um tema fundamental para o desenvolvimento do Brasil e exige uma visão integrada e de longo prazo. Precisamos nos organizar como país e não perder de vista o horizonte de investimentos que já vem sendo construído. É necessário consolidar a mobilidade e o transporte como prioridades na agenda nacional”, destacou.

Com um enfoque de equidade e acesso às oportunidades das cidades, e de sustentabilidade ambiental, PlanMob-Brasil também pretende abordar temas como mobilidade ativa e micromobilidade, transporte público coletivo, gestão do território, e desenvolvimento institucional e governança, considerando as diferentes realidades urbanas do país.

A proposta é fortalecer a atuação da União, de forma coordenada com estados e municípios, promovendo maior integração entre políticas públicas, planejamento urbano e ações e investimentos em mobilidade. O plano também dialoga com iniciativas já desenvolvidas e em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o Novo PAC, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, o Programa Bicicleta Brasil, a Estratégia Nacional de Promoção da Mobilidade por Bicicleta (Enabici), o Plano Clima, o Pnatrans e a plataforma Viabiliza.

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Com perspectiva de longo prazo e ampla participação social, o PlanMob-Brasil busca consolidar uma visão de futuro para a mobilidade.

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Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

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A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.

O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.

A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.

Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.

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Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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