Mato Grosso
Encontro realizado pela Setasc debate políticas públicas para povos indígenas
O objetivo do encontro foi discutir políticas públicas para a inclusão de povos indígenas no Cadastro Único e em programas de transferência de renda, como o SER Família Indígena. O evento, realizado no Hotel Fazenda MT, contou com a presença de representantes de 86 municípios.
Grasi Bugalho, secretária de Assistência Social de Mato Grosso, destacou a importância do evento para discutir uma pauta tão relevante para a Assistência Social no estado.
“Temos um estado rico em diversidade, o que torna complexa a discussão de políticas públicas. Este evento, focado em políticas para os povos indígenas e o Cadastro Único, é resultado de debates que vêm ocorrendo na Setasc desde o ano passado. Precisamos pensar em políticas públicas flexíveis para atender adequadamente a população indígena”, afirmou.
Grasi mencionou a complexidade do Cadastro Único, essencial para incluir pessoas em programas sociais. “Precisamos estruturar os municípios para chegar às aldeias e entender a complexidade de referenciar famílias indígenas que vivem em unidades habitacionais coletivas. Essas discussões são cruciais para desenvolver políticas públicas adequadas”, completou.![]()
Eliane Xunakalo, presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), que representa 45 povos indígenas em Mato Grosso, Eliane Xunakalo, da etnia Bakairi, parabenizou a Setasc pela iniciativa de realização do evento.
“Este evento é um pontapé inicial para discutirmos políticas públicas para os povos indígenas. Nossa federação está à disposição para contribuir na construção dessas políticas, conhecendo os desafios enfrentados nas aldeias e nos municípios”, disse.![]()
Representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social (SNAS/MDS) também parabenizaram a Setasc. Regina Nunes, do Ministério da Saúde, elogiou a ampla participação e a abordagem intersetorial do evento.
O antropólogo Alex Cordeiro, da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social (SNAS/MDS), destacou o desafio de aprimorar os serviços de Assistência Social para incluir povos tradicionais, como indígenas, quilombolas e ciganos.
“Estamos com um debate aprofundado não se de aprimorar o que a assistência social já tem sistematizado para atendimento da população brasileira, mas repensar novas formulas, novos modelos para que ninguém fique de fora e que todo mundo seja contemplado dentro do que a gente entende por direitos e políticas públicas. Parabenizo também a Setasc pela realização de um evento para discutir um tema tão importante”, concluiu.
O evento contou com a participação de representantes das Secretarias de Estado de Educação e Saúde, do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT), da Caixa Econômica Federal (CEF), da Coordenação Regional da Funai (CRFunai), dos Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs), das Casas de Saúde Indígena (Casai), além de coordenadores municipais do Cadastro Único, do Programa Bolsa Família na Educação e Saúde, das Secretarias Municipais de Assistência Social, dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS).
O encontro fez parte das ações do Programa de Fortalecimento do Cadastro Único no Sistema Único da Assistência Social (PROCAD-SUAS) e foi financiado com recursos do Governo Federal. O PROCAD/SUAS tem como objetivo prestar apoio técnico aos municípios, especialmente nas ações de busca ativa das famílias dos Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTEs), com foco especial nos indígenas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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