Mato Grosso
Com três usinas de energia solar fotovoltaica, Unemat economizará mais de meio milhão de reais por ano

(Foto: Acervo Ages Consultoria/Clailton G. de A. Júnior)

Os campi de Barra do Bugres, Tangará e Sinop, da Universidade Federal de Mato Grosso (Unemat), passaram a contar com usinas de energia solar fotovoltaica, cujo resultado positivo será a redução entre 20% e 40% (ou entre R$ 500 mil e R$ 700 mil anuais) em sua conta de energia elétrica.
Segundo o pró-reitor de Planejamento e Tecnologia da Informação, Luiz Fernando Ribeiro, a implantação de três usinas (uma em cada campus) teve custo zero, uma vez que a instituição de ensino superior foi selecionada, em 2020, pela concessionária de energia em Mato Grosso (Energisa) na Chamada Pública de Projetos (CPP), do Projeto de Eficiência Energética, que bancou o investimento de R$ 1,5 milhão.
Em 2021, a Unemat foi novamente contemplada pela CPP, cujo resultado foi divulgado em fevereiro deste ano, desta vez com investimentos de R$ 2,5 milhões. Em fase de assinatura de contrato, outras duas usinas de energia solar fotovoltaica serão construídas nos campi de Alta Floresta e Pontes e Lacerda.

Responsável pelo acompanhamento do Projeto de Eficiência Energética na Unemat, o professor e engenheiro eletricista Marcelo Gouveia Sebastião explica que, em linhas gerais, a proposta é substituir equipamento de baixa eficiência energética por outros mais eficientes.” No nosso caso, em energia fotovoltaica”.
O planejamento da Unemat, em parceria com a concessionária estadual, é estender o Projeto de Eficiência Energética para todos os seus campi, submetendo novas propostas em editais futuros. “É bom lembrar que estas gerações ainda não produzirão energia para que nossas instalações passem a ser autossustentáveis, porque apenas uma parcela da energia será compensada. No entanto, o valor a ser economizada é significativo,” reforçou Gouveia.
O planejamento é estender o PEE a todos os câmpus submetendo novas propostas em editais futuros. “Lembrando que estas gerações não produzirão energia de forma que nossas instalações passem a ser autossustentáveis, apenas uma parcela da energia será compensada”, reforçou Gouveia.

Foto 01 – Unemat Campus Sinop Foto 02 – Unemat, campus Tangará da Serra Foto 03 – Unemat, campus Barra do Bugres Acervo Ages Consultoria/Clailton G. de A. Júnior
Fonte: GOV MT
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Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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