Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Policial

Escrivão da Polícia Civil de MT relata experiências da carreira de mais de 16 anos

Publicado

 

Escrivão Claudionor Teixeira- Central de Flagrantes de Várzea Grande.

A atividade de escrivão de polícia, sem dúvida, é uma daquelas profissões para pessoas vocacionadas. Ter o dom, gostar de trabalhar horas a fio em procedimentos policiais, ouvindo relatos de vítimas, testemunhas, suspeitos e, muitas das vezes,  abdicar da família e amigos por ter sido chamado na delegacia para um flagrante ou mesmo e, quase sempre, em razão de ser o único escrivão da unidade policial.

Mais espinhos do que flores, a carreira de escrivão de polícia é como todas as demais atividades de polícia, seja ela desempenhada pelo investigador ou o delegado, é carregada de responsabilidade, mas também de amor ao ofício, para aqueles que souberam superar as adversidades da função.

Com 16 anos de polícia, o escrivão  Claudionor Teixeira dos Santos, Classe Especial, casado, pai de uma filha, conhece bem o ofício. Atualmente no plantão da Central de Flagrantes de Várzea Grande, conta que dentro da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, desde seu ingresso em 2002, vivenciou diversas funções. Foi escrivão cartorário, tendo passado por delegacias com altas demandas criminais, como a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), quando ainda funcionava na Avenida Fernando Correa da Costa; Delegacia Especializada de Entorpecentes (DRE); antigo Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc Norte, atual 2ª Delegacia de Polícia), assistente de direção na Diretoria Metropolitana e Força Nacional.

Nas horas vagas ainda auxilia a Polícia Civil em eventos oficiais como mestre de cerimônia. Ele também é professor da Academia de Polícia, na disciplina Polícia Comunitária.

“Valeu por todas as experiências que passei. Já fui cartorário, chefe de cartório, operacional e trabalhei no administrativo”, afirma o policial.

A Força Nacional foi uma das mais significantes experiências de sua vida policial e pessoal. No período de 2012 a 2014 participou do treinamento ofertado pelo Ministério da Justiça, para selecionar profissionais de várias áreas da Segurança Pública do País, destinado a compor a Força Nacional para atuar em estados com altos índices de crimes de homicídios dolosos.

Veja Mais:  Polícia Militar salva mãe que estava sendo agredida pelo filho na capital

Após ser aprovado no exaustivo treinamento com práticas ostensiva e investigativa,  foi para a cidade de Maceió, capital do Estado de Alagoas. “Foi à melhor experiência que um escrivão de polícia poderia ter, pela oportunidade de manter contato com profissionais de vários estados da federação. Nossa produtividade era cobrada diariamente e tínhamos que resolver 10 casos por mês. O resultado foi a redução dos homicídios”, conta.

Para Claudionor, a troca de experiência com outros profissionais das Polícias Civis de estados da federação, mostrou que os policiais mato-grossenses estão no mais alto nível, tanto pela dedicação e comprometimento à frente dos cartórios das delegacias de polícia de diferentes municípios, quanto pela excelência do trabalho que desenvolvem.

Muito desse bom desempenho, acredita o escrivão, é devido às transformações, as quais a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso vem passando ao longo dos anos, que trouxeram melhorias na vida do policial, a exemplo, cita o Sistema GEIA, que foi criado e desenvolvido pelo escrivão Ricardo Rodrigues Barcelar, da fábrica de Software da Academia de Polícia.

“Essa ferramenta foi aprovada por todos os profissionais cartorários. Proporciona armazenamento seguro, padronizado das peças e economia de tempo nas lavraturas, além de outras funções como banco de dados e relatórios”, afirma.

Oportunidade

Sobre ser escrivão de polícia, para Claudionor Teixeira o concurso foi uma oportunidade para deixar a atividade comercial de vendas e seguir a carreira policial. Ele lembra que sabia, à época, o que representavam os cargos de escrivão e investigador, e acabou optando por ser escrivão, nunca se arrependeu.

Veja Mais:  Projeto Bairro Integrado chega ao município de Sinop

“Eu já tinha noção do que era a carreira policial. E com o tempo aprendi que o escrivão de polícia não é simplesmente um registrador, guardião de objetos apreendidos, materializador de atos ou desenvolvedor de procedimentos investigativos. Ele é o produtor de provas essenciais à persecução da ação penal”, afirma.

Seja na rotina de um cartório de delegacia ou na correria de um plantão policial, Claudionor define o escrivão de polícia com um “exímio escritor de incontáveis histórias de vida narradas do começo ao fim, com tema, introdução, desenvolvimento e conclusão”.

Segundo ele, a rotina de trabalho exige que a pessoa seja centrada, atenta e organizada, pois tudo isso fará diferença nas diversas peças de procedimentos lavrados e concluídos. “É onde se mensura a qualidade do seu feito. Mas como qualquer outro trabalhador, o escrivão precisa saber que está sujeito a falhas e necessita estar em constante aprendizado, em permanente busca e aprimoramento do conhecimento”, disse.

Escrivão Plantonista

Depois de vivenciar a atividade diária das autuações e registros de inquéritos policiais dos cartórios de delegacias, passar para o plantão exige adaptações do organismo para os diferentes turnos do dia e da noite. “Trabalhamos durante o dia ou à noite, conforme a escala pré-estabelecida, o que nos priva, muitas vezes, de compromissos pessoais à noite, nos finais de semana e feriados”, relata Claudionor

Além de preparo físico e psicológico, por conta das longas horas de trabalho, especialmente, noturnas, Claudionor Teixeira revela que o escrivão precisa ser rápido, prático e eficiente. “O grande número de ocorrências que aportam na unidade durante o turno, exige celeridade nas lavraturas. Isso é rotina comum de um plantão”, assevera.

Claudionor assevera que muitas vezes o trabalho do plantonista é tido como mais fácil em relação ao cartorário de expediente. “São trabalhos diferenciados. Cada um traz em si, a sua peculiaridade. A verdade é que a tecnicidade e complexidade do trabalho do escrivão de polícia, o torna diferenciado ante os demais profissionais da Segurança Pública, e primordial à instituição e sociedade”, analisa.

Veja Mais:  Condenado por tráfico de drogas em Poconé é capturado pela Polícia Civil em Primavera do Leste

Dia do Escrivão

A data 5 de novembro foi instituída como o Dia do Escrivão de Polícia, por ser também o dia que nasceu Ruy Barbosa, um dos mais renomados escritor, poeta, professor,  jurista e senador da República do Brasil.

O Escrivão de Polícia é o responsável pela guarda, preparo e encaminhamento do Inquérito Policial a Justiça. É peça fundamental e imprescindível ao bom trabalho de atividade de polícia judiciária. Também é um dos responsáveis pela formalização da investigação criminal, atuando de forma direta na produção  e materialização de provas nos autos do inquérito policial.

“Parabenizo  todos os colegas escrivães de polícia que seguem firme a nossa gloriosa instituição, conforme o nosso hino ‘com firmeza, garra e dedicação’, se posicionando como um dos pilares na árdua batalha de proteção à sociedade”, parabenizou o escrivão de polícia, Claudionor Teixeira dos Santos.

Para o delegado geral da PJC, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, os 694 escrivães ativos hoje na Polícia Civil nem perto refletem a necessidade da instituição, perante o tamanho do papel que esses profissionais desempenham todos os dias nos cartórios das delegacias de polícia. “O escrivão é o principal responsável pela formalização da investigação criminal. Com zelo e comprometimento atua na busca de provas para materializar o inquérito policial enviado à Justiça”, parabenizou o delegado geral, Fernando Vasco, todos os escrivães da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso pelo seu dia, 5 de novembro.

Policial

Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

Publicado

Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

Veja Mais:  Polícia Militar prende suspeito de esfaquear colega de trabalho em Lucas do Rio Verde

A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

Veja Mais:  Suspeito que deu golpes em pai, idosas e deficientes é preso pela polícia

Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

Continue lendo

Policial

Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

Publicado

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

Veja Mais:  Polícia Civil prende homem que atirou diversas vezes contra companheira e arma falhou
Continue lendo

Policial

Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

Publicado

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

Veja Mais:  Suspeito que deu golpes em pai, idosas e deficientes é preso pela polícia

Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

Veja Mais:  Polícia Civil deflagra primeira fase de "Operação Virtude" para apurar denúncias de maus-tratos a idosos

Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana