Saúde
Exercício físico na gravidez: o que é indicado em cada fase da gestação
Estudo brasileiro aponta que exercícios ajudam a controlar ganho de peso e diminuem riscos de complicações na gravidez

Foto- Assessoria
Ter uma vida ativa é essencial para a saúde e bem-estar, e na gestação não é diferente. Segundo o artigo Posicionamento sobre Exercícios Físicos na Gestação e no Pós-Parto, realizado pela Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, a prática regular de atividades físicas proporciona diversos benefícios às gestantes, entre eles a redução em torno de 50% do risco de diabetes gestacional e de até 40% da hipertensão arterial – além de contribuir para o controle do ganho de peso excessivo e reduzir o risco de depressão. “O período da gestação é um processo que causa alterações psicológicas e fisiológicas importantes, e o exercício físico é um grande aliado para equilibrar esses componentes”, explica o coordenador da UPX Sports, Zair Cândido.
No entanto, o especialista faz uma ressalva: “Tudo deve ser planejado. Desde o horário em que a gestante pretende se exercitar até o tipo de atividade, a hidratação, a alimentação e a roupa utilizada”. A partir disso, Cândido indica o que é recomendado em cada trimestre da gestação:
1º trimestre
O primeiro trimestre exige mais cautela, já que nessa fase ocorrem alterações hormonais que podem provocar indisposição, náuseas e mal-estar. Por isso, o exercício físico deve ser de intensidade leve e iniciado apenas após a primeira consulta pré-natal, garantindo a ausência de riscos à gestação.
“É necessário fazer todos os exames e ter um acompanhamento médico durante esse processo, além de procurar um profissional de educação física para desenvolver um treinamento individualizado com intensidade dosada”, alerta o coordenador. Nesse período, o ideal é que sejam trabalhados alongamentos, exercícios respiratórios e caminhadas leves, para que o corpo se adapte às mudanças da gestação.
2º trimestre
Considerado o melhor trimestre para a prática de atividades físicas, esse período costuma ser marcado por maior disposição da gestante. Nessa fase, exercícios aeróbicos de intensidade moderada e musculação são indicados, desde que haja ajustes na intensidade e na duração das atividades. “Nos exercícios aeróbicos, é importante controlar a frequência cardíaca. O ideal é que ela fique em torno de 60% da frequência máxima”, orienta Zair Cândido. Na musculação, devem ser evitadas cargas elevadas e volumes intensos de treinos. Além disso, é fundamental manter uma rotina regular de alongamentos.
A frequência e a duração das atividades variam de mulher para mulher. De modo geral, para aquelas que já praticavam exercícios antes da gestação, recomenda-se de duas a cinco sessões semanais, com duração média de 30 minutos. Já para mulheres que não tinham o hábito de se exercitar, entre duas e três sessões semanais, com cerca de 20 minutos cada.
3º trimestre
Na fase final da gestação, os cuidados devem ser redobrados. É importante evitar exercícios de alto impacto, esportes de aventura e atividades com risco de queda. Também é recomendado evitar roupas quentes ou apertadas, especialmente na região abdominal.
A intensidade e a adesão ao exercício tendem a diminuir neste trimestre, principalmente em razão dos desconfortos típicos do final da gestação. “No último trimestre, é essencial reforçar a prática de alongamentos, yoga e pilates. São atividades que trabalham o sistema respiratório, o controle muscular e a flexibilidade, e ainda ajudam na preparação para o parto”, finaliza Zair Cândido.
É importante reforçar que antes de iniciar qualquer prática de exercício físico durante a gestação, é fundamental consultar o obstetra responsável e seguir todas as recomendações médicas, respeitando as particularidades de cada gestante, como histórico de saúde, condições físicas e possíveis restrições. Tudo isso garante que a atividade seja realizada de forma segura para a mãe e para o bebê.
Saúde
Carnaval: segurar xixi pode prejudicar saúde
Adiar ida ao banheiro pode causar problemas à saúde e comprometer trato urinário

Entre um bloquinho e outro, a vontade de ir ao banheiro costuma ficar para depois em meio às celebrações de Carnaval. No embalo da música, do calor e da animação, muita gente prefere segurar a urina a sair da festa — seja pela falta de banheiros nas ruas, pelas filas nos estabelecimentos ou simplesmente para não perder o ritmo da folia. O problema é que esse hábito, comum não apenas durante o Carnaval, mas também no dia a dia da população, pode ir além do desconforto momentâneo e trazer consequências reais para a saúde urinária.
Atualmente, a incontinência urinária afeta cerca de 10 milhões de brasileiros, o que corresponde a 5% da população. A condição atinge 45% das mulheres e 15% dos homens com mais de 40 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Embora não seja a única causa para esses problemas, ignorar repetidamente os sinais da bexiga pode contribuir para desequilíbrios no funcionamento do trato urinário a longo prazo, causando outras doenças até mais graves do que a incontinência.
Principais riscos do hábito à saúde
Segundo o urologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Mark Neumaier, a bexiga tem duas funções principais: armazenar e eliminar a urina. “A capacidade dela é de cerca de 300 a 400 mililitros. Quando chega nesse volume, o ideal é procurar o banheiro e esvaziá-la para evitar problemas”, explica. Ignorar repetidamente esse limite pode trazer impactos importantes, especialmente para as mulheres, que têm a bexiga menor. “Uma das consequências mais comuns de segurar o xixi é o risco de infecção urinária. Quanto mais tempo a urina permanece na bexiga, mais tempo a bactéria tem para se proliferar e causar a infecção”, alerta.
Com o passar dos anos, o hábito de adiar a ida ao banheiro também pode interferir no funcionamento do órgão, podendo chegar ao ponto de perder a capacidade de sentir a bexiga cheia. A bexiga pode perder força e capacidade de contração, o que dificulta o esvaziamento completo. “Com o tempo, pode surgir o resíduo pós-miccional, quando a urina fica presa no sistema. Além disso, segurar a urina pode contribuir para quadros mais graves, como incontinência urinária e até formação de pedras nos rins”, revela Neumaier.
Sinais de que algo pode estar errado
Existem alguns sintomas que podem indicar que o trato urinário não está funcionando bem. Nos homens, os sintomas mais comuns estão associados à próstata. “O jato da urina começa a ficar mais fraco; pode haver gotejamento no final da micção, além daquela sensação de urgência para ir ao banheiro ou de que a bexiga não foi esvaziada”, descreve o especialista. Esses sinais costumam surgir a partir dos 35 ou 40 anos e não devem ser encarados como parte normal do envelhecimento.
Entre as mulheres, os sintomas mais frequentes incluem perda involuntária de urina e bexiga hiperativa, aquela vontade súbita de sair correndo para o banheiro, a chamada urgência miccional. “Esses sinais indicam que algo no aparelho urinário pode estar comprometido e devem ser avaliados por um especialista.”
Como manter o sistema urinário saudável
A principal recomendação para manter o trato urinário funcionando bem é a ingestão adequada de líquidos, principalmente água. A orientação é consumir pelo menos dois litros e meio por dia, o suficiente para que a urina fique clara. “Bebidas como refrigerantes e cafeína podem irritar a bexiga, intensificando o desconforto”, aponta o urologista. Além disso, Neumaier também orienta a atenção para a frequência urinária. Para quem ingere cerca de dois litros de água por dia, o normal é ir ao banheiro até oito vezes por dia. “Um número de idas muito acima disso pode acender o alerta”, afirma.
Dicas para os foliões
Durante o carnaval, quando a combinação de calor, longos períodos na rua e consumo de álcool é comum, é importante manter os cuidados do dia a dia. “Além da hidratação com água, é preciso lembrar que o álcool tem efeito diurético, ou seja, faz com que se produza mais urina”, explica o especialista. Para quem pretende passar horas nos bloquinhos, a recomendação é simples: planejar pausas, identificar banheiros próximos sempre que possível e evitar segurar a urina por longos períodos. “Se você sabe que não terá banheiro disponível tão perto, planeje a ingestão de líquidos e evite ignorar os sinais do corpo”, finaliza.
Saúde
Pedra nos rins aumentam até 30% durante o verão
Desidratação e consumo excessivo de proteínas e bebidas açucaradas elevam risco de cálculo renal

Elderly Asian male patient is hospitalized with stomachache.
Com as altas temperaturas, o verão traz um alerta que vai além dos cuidados com a pele e a exposição solar. Nessa época do ano, a incidência de cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins, aumenta significativamente nos prontos-socorros. Embora se estime que 15% da população mundial enfrente o problema e que 1,5 milhão de brasileiros vivam com alguma disfunção renal, é nos meses mais quentes que a situação se agrava. Um levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, de São Paulo, aponta um salto de até 30% nos atendimentos a pacientes com essa condição durante a estação.
Impacto da temperatura e dos hábitos
A relação entre o aumento da temperatura e as crises renais não é por acaso. De acordo com o médico nefrologista e coordenador do Serviço de Transplantes Renais do Hospital Universitário Cajuru, Alexandre Bignelli, o fenômeno ocorre devido a uma combinação perigosa: desidratação acentuada — seja pelo excesso de suor ou pela baixa ingestão de água —, aumento no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas e dieta inadequada, comum nesse período.
O maior consumo de proteínas e de alimentos muito salgados e açucarados atua como um catalisador para o surgimento do problema. “Nesse cenário, os rins são obrigados a concentrar a urina para regular a quantidade de água no corpo, o que favorece a cristalização e a formação de pedras”, explica.
Dor silenciosa e sinais de alerta
Um dos maiores desafios do cálculo renal é o seu desenvolvimento discreto. Na maioria das vezes, a formação das pedras é assintomática e passa despercebida até que já estejam formadas e ocorra a migração dos cálculos pelas vias urinárias. Quando isso acontece, surgem obstruções que podem ser temporárias ou exigir intervenção cirúrgica, inclusive com a possível colocação de cateteres para drenagem.
Segundo o especialista, o principal sinal de alerta é a cólica renal, que pode se manifestar como uma dor aguda ou um desconforto na região lombar, no baixo abdome ou na genitália. Em quadros mais graves, a condição exige internação e uso de medicamentos endovenosos. “Ao sentir dores agudas nessas regiões, o paciente deve procurar um pronto-socorro imediatamente e, após o diagnóstico, agendar uma consulta com um nefrologista para realizar o tratamento adequado”, alerta Bignelli.
Grupos de risco e como se prevenir
Embora qualquer pessoa possa desenvolver cálculos renais, alguns grupos são mais vulneráveis no verão. Entre eles, estão indivíduos com histórico familiar da doença, obesos, portadores de diabetes e pessoas com ácido úrico elevado, além de trabalhadores que atuam em ambientes quentes, praticantes de exercícios ao ar livre e idosos. Este último grupo requer atenção especial, já que, com o avanço da idade, a percepção de sede tende a diminuir, o que leva a uma ingestão de água insuficiente.
A prevenção passa por medidas simples e acessíveis de mudança de hábitos. A principal recomendação é manter um volume urinário de cerca de dois litros por dia. “Para isso, além da água, o consumo de sucos ricos em citrato, como limão, melão e laranja, que ajudam a proteger os rins, também é importante. Em contrapartida, deve-se evitar o excesso de sal e reduzir o consumo de proteínas animais, chocolates, chá preto e alimentos açucarados”, finaliza o nefrologista.
Saúde
Janeiro Branco: como identificar sinais e falar sobre saúde mental com crianças e adolescentes?
O Janeiro Branco é um movimento de conscientização que chama a atenção para a importância do cuidado com a saúde mental e emocional. O tema é de extrema relevância, já que o número de crianças e adolescentes que enfrentam algum tipo de transtorno psicológico, como ansiedade e depressão, cresce a cada ano.

Crédito: Freepik.
De acordo com Audrey Taguti, psicopegagoga e diretora do Brazilian International School – BIS, de São Paulo, a família e a escola têm um papel central na identificação precoce e no suporte aos jovens, especialmente com a grande exposição ao ambiente digital da vida moderna.
Segundo a especialista, crianças e adolescentes frequentemente demonstram, por meio do comportamento, que estão enfrentando alguma situação de estresse ou sofrimento. Por isso, pais e responsáveis devem ficar atentos a três grandes grupos de sinais, indícios de que o jovem pode estar em sofrimento ou tentando ocultar algo.
“O primeiro sinal são mudanças abruptas de comportamento, como irritabilidade, isolamento repentino ou perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas. O segundo envolve alterações físicas, queda no rendimento escolar, ou mudanças nos padrões de sono e apetite. O terceiro alerta é o comportamento digital excessivo, com uso exagerado do celular, ou o ato de se esconder para acessar a internet e apagar conversas e histórico de navegação”, alerta.
Como falar sobre saúde mental com os filhos?
Segundo Audrey, a chave para abordar o assunto de forma leve e assertiva está no diálogo e na escuta ativa, adaptado à fase de desenvolvimento do filho. Ela sugere abordagens específicas para cada momento.
Crianças (até 10 anos)
Nesta fase, o foco do desenvolvimento está no aspecto sensorial e motor, e a criança explora o mundo com todos os sentidos. Como elas ainda não têm um repertório verbal e cognitivo totalmente estruturado para dar nome ou compreender emoções complexas, a dica é usar o lúdico para falar sobre o assunto.
“Se a criança está mais chorosa, agressiva ou retraída, os pais devem se sentar com ela para brincar e, através de desenhos, bonecos ou de histórias, perguntar como o ‘personagem’ se sente. É uma maneira de a criança expressar os sentimentos sem ter que usar palavras complexas, e o adulto deve validar esses sentimentos”, orienta.
Pré-adolescentes (11 a 13 anos)
Esse é um período em que a criança começa a buscar mais independência, a se identificar com grupos de pares e a desenvolver um senso de individualidade, questionando regras e demonstrando uma autoconsciência maior de suas vontades.
Se o pré-adolescente estiver lidando com situações do “mundo real”, como frustrações, dificuldades e conflitos com amigos, esportes, na escola ou em atividades sociais, os pais devem aproveitar os momentos de qualidade, como refeições ou passeios em família, para incentivar a conversa, perguntando sobre os sentimentos e desafios do dia. É crucial que o adulto participe ativamente da vida do filho, ajudando o jovem a criar estratégias saudáveis para lidar com esses desafios.
“Os pais não devem minimizar esses sentimentos, que para o pré-adolescente são muito reais. Devem, com paciência e empatia, manter o diálogo aberto e proporcionar um ambiente acolhedor”, orienta.
Adolescentes (14 a 19 anos)
A adolescência é um verdadeiro turbilhão emocional, marcada por intensas mudanças físicas e hormonais. “Isso significa que o adolescente sente com intensidade e, muitas vezes, reage de maneira impulsiva. Nesta fase, o foco deve ser no acolhimento incondicional e sem julgamentos. Quando o adolescente se isola ou demonstra irritação, os pais precisam validar os sentimentos e buscar o diálogo”.
A educadora enfatiza que, quando o adolescente se isola no quarto ou demonstra irritação, os pais precisam validar os sentimentos e perguntar de forma clara: “Percebi que você está mais quieto(a). O que posso fazer para te ajudar?”
Audrey Taguti destaca ainda que o exemplo é essencial. Pais que demonstram estratégias saudáveis para lidar com frustrações, consequentemente ensinam aos filhos a autorregulação emocional. Mas, se os sintomas persistirem e houver prejuízo na rotina do jovem, a busca por ajuda especializada deve ser imediata.
O papel da escola
A escola assume um papel decisivo na promoção da saúde emocional dos jovens, sendo um espaço privilegiado para identificar problemas e implementar ações preventivas. Audrey reforça que a instituição, em parceria com a família, atua como uma rede de apoio essencial. Projetos de convivência, rodas de conversa e atividades artísticas e esportivas funcionam como canais para expressão e acolhimento.
“O ambiente escolar oferece espaços seguros de convivência e aprendizado prático, onde os jovens encontram diversidade e aprendem a lidar com as diferenças, resolver conflitos e desenvolver resiliência. Além disso, com a restrição do uso de celulares em sala de aula desde o ano passado, o ambiente escolar tem resgatado o encontro humano e a atenção plena, contribuindo para um maior foco e bem-estar dos alunos”, finaliza a docente.
A especialista: Audrey Taguti acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.
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