Mato Grosso
Festival da Canção de Alta Floresta começa nesta sexta (25) com concurso de música e gastronomia
De acordo com a secretária de Cultura de Alta Floresta, Elisa Gomes, o apoio do Governo do Estado foi imprescindível para a realização do evento cultural, que é um dos mais tradicionais do município.
“Quero agradecer muito ao Governo de Mato Grosso e à Secel por nos ajudar a realizar mais uma edição do evento. Nosso agradecimento ao secretário Jefferson Neves e à toda equipe da Secel por não medirem esforços para atender os municípios do interior. Nós aqui na ponta temos a visão macro da importância da Secretaria para a cultura de Mato Grosso. Nossa gratidão pelo amparo imprescindível”, enfatizou a secretária.
Na sexta-feira (25.08), 32 artistas sobem ao palco nas categorias música inédita de sertanejo e MBP, e também de interpretação adulto e infanto-juvenil. As eliminatórias continuam no sábado (26.08) e, no domingo (27.08), será a grande final.
Serão escolhidas 10 composições da categoria sertaneja, 10 da categoria MPB, cinco interpretações da categoria adulta e mais cinco infanto-juvenis. Na modalidade composição, ainda serão premiadas a melhor Letra, melhor Arranjo e melhor Intérprete.
Participam da disputa artistas de Alta Floresta e de vários municípios mato-grossenses, além de outros Estados. Ao todo, 120 canções foram inscritas na etapa preliminar, sendo selecionadas 76 para participação no festival, que acontece neste fim de semana.
Junto com o FESCAF, o município realiza também a 1ª Feira Amazônia Food, que tem o objetivo valorizar os talentos culinários de Alta Floresta. Com empresas do ramo de alimentos e bebidas, a feira traz a diversidade gastronômica da amazônia altaflorestense.
“Ficamos felizes em contribuir para esse evento tão importante para Alta Floresta e todo o Estado. Além de proporcionar lazer e momentos de mobilização popular, o Festival cumpre um papel de revelação de artistas e talentos da música, impulsionando a cena cultural de nosso Estado. Desejamos sucesso a todos, aos organizadores e participantes”, expressou o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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