Mato Grosso
“Governador sempre apresenta soluções para as nossas demandas”, afirma presidente do Sindicato dos Motoristas de Aplicativo
A presidente do Sindicato dos Motoristas de Aplicativo de Mato Grosso (Sindmapp-MT), Solange Menacho, afirmou que o lançamento do Programa Vigia Mais Motorista mostrou que o governador Mauro Mendes “sempre apresenta soluções” as reivindicações da categoria em prol da segurança dos motoristas em Mato Grosso.
A afirmação foi feita durante o lançamento do programa, na manhã desta terça-feira (23.07) no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Segundo a presidente, o governador Mauro Mendes sempre buscou contribuir com o trabalho dos motoristas de aplicativo em Mato Grosso, a exemplo da isenção do pagamento do IPVA durante a pandemia da covid-19.
“Não é de hoje que o governador se mostra solícito a nossa categoria e apresenta soluções para as nossas reivindicações. Sempre somos recebidos de braços abertos e com prontidão pelas equipes para discutir melhorias para o nosso serviço”, disse ela.
Solange também destacou a importância do programa, que vai auxiliar os motoristas nas emergências por meio de um botão de acionamento direto com o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP).
O Programa Vigia Mais Motorista vai atuar como uma extensão do programa Vigia Mais MT, visando dar mais segurança aos motoristas, que poderão acionar o serviço de emergência do CIOSP através de um botão físico, virtual ou por comando de voz, sendo acompanhados em tempo real através das câmeras de segurança.
O governador Mauro Mendes lembrou que a medida do botão do pânico já é realidade para as mulheres vítimas de violência sob proteção judicial e também nas escolas da rede estadual de ensino.
“É uma ferramenta rápida que utiliza o próprio sistema de monitoramento que temos nas nossas câmeras do Vigia Mais MT, e que deverá abranger os profissionais de transporte por aplicativo, os motoristas de caminhões, entre outros”, explicou.
Também participaram do lançamento o vice-governador Otaviano Pivetta; os deputados federais Nelson Barbudo e Abilio Bunini; o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho; os deputados estaduais Paulo Araújo, Wilson Santos e Rafael Ranalli; os secretários de Estado Coronel Roveri (Segurança Pública), Grasi Bugalho (Assistência Social), Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão), o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Gledson Vieira, a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, entre outras autoridades.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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