Mato Grosso
Governo de MT busca investimentos com agência internacional do Japão e conhece GovTech Tokyo para melhorar serviços digitais

O governador Mauro Mendes cumpriu uma extensa agenda de trabalho nesta sexta-feira (13.6), em Tóquio, no Japão. A primeira reunião do dia foi com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que já possui projetos de investimentos com Mato Grosso e o Brasil.
A Jica é a principal agência do governo japonês responsável pela cooperação internacional para o desenvolvimento e promove a diplomacia japonesa por meio de assistência técnica, financeira e projetos de cooperação internacional. Entre as áreas de atuação da agência, estão o financiamento de projetos para melhoria da produtividade agrícola e recuperação de áreas degradadas, que foram os objetivos da reunião com o governador.
“Temos certeza do potencial de Mato Grosso, tanto no próprio país, como também de forma global, pela sua produção agrícola. Nós, realmente, temos interesse em investir em Mato Grosso, principalmente com o projeto de recuperação de pastagens”, destacou a vice-presidente sênior da JICA, Imoto Sachiki.
Durante a reunião, Sachiki pontuou também a possibilidade de compartilhamento de informações sobre policiamento comunitário, com foco na redução da criminalidade.
“Isso pode contribuir para melhorar a forma como atuamos em Mato Grosso”, afirmou Mauro Mendes, que considerou a reunião bastante produtiva.
Cidades Inteligentes
Outra agenda do dia foi no Governo de Tóquio sobre a “Smart City Tokyo”, a chamada Cidade Inteligente, para troca de experiências que melhorem o serviço público e acesso aos cidadãos, utilizando os meios digitais.
Também foi apresentado o GovTech Tokyo, um setor criado em 2023, para digitalizar os serviços públicos com qualidade e pessoas especializadas. “A nossa visão é mudar o futuro através da informatização. Não é apenas solucionar os problemas do governo, mas também fazer projetos que sejam de sucesso e que possam ser desenvolvidos em outros estados”, explicou um dos assessores do governo de Tóquio.
Mato Grosso está aperfeiçoando o aplicativo MT Cidadão, para que todos os serviços públicos possam ser feitos de forma informatizada. “Não basta somente oferecer o serviço, mas tornar ele acessível ao cidadão, com comodidade e facilidade, pelo meio digital. Já estamos fazendo isso, mas precisamos aperfeiçoar o trabalho”, ressaltou o governador.
Embaixada do Brasil
A última agenda do dia foi na Embaixada do Brasil em Tóquio. O governador e comitiva foram recebidos pelo embaixador Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes. Durante o encontro, foram tratados de assuntos ligados aos interesses de Mato Grosso e do Brasil.
Também participaram das agendas nesta sexta-feira, os deputados estaduais Beto Dois a Um e Ondanir Bortolini (Nininho), os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda), Laice Souza (Comunicação), Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão), César Roveri (Segurança Pública) e David Moura (Cultura, Esporte e Lazer), que está de férias e aproveitou que a comitiva do governo de Mato Grosso está na cidade para participar dos encontros. Além deles, acompanham as agendas o procurador de Contas Alisson Alencar, a diretora de assuntos internacionais da Ásia, Ariane Guedes e o ajudante de ordens, Ricardo Mendes.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Servidora do Estado tem aposentadoria negada mesmo amparada por decisão por diferenciação de gênero do STF
Policial Penal feminina atende requisitos de contribuição e idade para pleitear aplicação dos 36 meses de abatimento determinados pelo Supremo

Foto- Divulgação
Uma servidora pública estadual policial penal recorreu administrativamente de uma decisão da Mato Grosso Previdência (MTPREV), que negou seu pedido de aposentadoria voluntária na carreira policial. Em despacho emitido no último dia 9 de junho, o órgão previdenciário estadual concluiu que a servidora ainda não preenche os requisitos para a inativação, projetando o direito ao benefício apenas para 4 de setembro de 2027.
Conforme o advogado responsável pelo jurídico do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Mato Grosso, Fábio Moreira Pereira, que faz a defesa da servidora, houve um equívoco jurídico fundamental na análise da autarquia. O recurso hierárquico protocolado argumenta que a simulação realizada pela MTPREV desconsiderou a jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que garante critérios diferenciados de gênero para a aposentadoria de mulheres policiais. “Sim, surgiu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF questionando que as mulheres teriam menos 3 anos de contribuição para aposentar, no caso, as mulheres policiais. E essa decisão foi favorável a uma policial civil: o STF acatou a ADI e reduziu menos 3 anos para a aposentadoria. Porém o Estado não acata de plano a decisão do STF. No caso, a gente entra com recurso administrativo pedindo para aplicar a ADI, mas a MTPREV não vem aplicando. Nesse caminho, nós ingressamos com a ação judicial para que sejam acatados esses menos 3 anos para a servidora aposentar”, explicou.
A negação do pedido pela MTPREV baseou-se estritamente nas regras da Emenda Constitucional nº 103/2019 (Reforma da Previdência), que igualou os critérios de idade e tempo de contribuição entre homens e mulheres nas carreiras policiais.
Contudo, o recurso destaca que essa equiparação foi considerada inconstitucional pelo STF no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7727/DF. Na decisão, relatada pelo ministro Flávio Dino, a Suprema Corte reconheceu que a ausência de um redutor para mulheres policiais viola o princípio da isonomia e a proteção ao trabalho feminino em condições de risco.
O STF determinou a aplicação provisória de um redutor de 3 anos tanto na idade mínima quanto no tempo de contribuição para as mulheres policiais, por simetria ao regime geral, até que uma nova lei complementar discipline a matéria.
A defesa da policial penal sustenta que a aplicação dos 36 meses de abatimento determinados pelo STF é imperativa e de eficácia imediata para a Administração Pública.
Com o recurso, a servidora pede a aplicação compulsória do entendimento do STF e a consequente retificação dos cálculos da MTPREV. Segundo a argumentação, a revisão demonstrará que os requisitos para o repouso remunerado já foram atingidos ou estão em vias imediatas de cumprimento, o que viabilizaria a concessão imediata da aposentadoria.
CONSTRANGIMENTO
Além disso, a servidora que terá sua identidade preservada para não sofrer algum tipo de perseguição, ainda sofreu um constrangimento psicólogo, ao receber um e-mail dos canais da MTPREV agendando a assinatura na sede do Mato Grosso Previdência. Onde na sequência, a policial penal realizou alguns procedimentos técnicos, como o processo descautela (devolução) de sua arma, entrega de farda e coletes, mas em menos de 24 horas recebeu um outro e-mail vindo de um funcionário da MTPREV, pedindo para desconsiderar a primeira mensagem oficial do órgão e destacando que seu pedido de aposentadoria tinha sido indeferido.
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