Mato Grosso
Governo de MT entrega kits escolares e uniformes para estudantes da rede estadual em abril
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), fará no final do mês de abril a entrega dos kits de materiais escolares e dos novos uniformes completos aos estudantes da rede estadual. O investimento total será de R$ 121,1 milhões.
Serão beneficiados 370.430 mil alunos matriculados em escolas da rede pública estadual nos 141 municípios de Mato Grosso. Os kits são totalmente gratuitos. O uniforme completo é composto por duas camisetas, duas bermudas, uma calça e um casaco. O investimento do Governo do Estado nos uniformes é de R$ 101,6 milhões.
A previsão da Seduc é de que a distribuição seja feita a cada semana em uma região, até concluir as entregas nas 700 escolas da rede. Entre elas, escolas de ensino regular, do campo, indígenas, quilombolas e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Também vão receber uniformes os alunos de salas anexas do Sistema Penitenciário.
Os pais serão informados pelas diretorias sobre os procedimentos para a retirada dos uniformes.
O prazo a entrega foi confirmado durante a transmissão da Live com diretores regionais de educação e diretores escolares, realizada nesta sexta-feira (25.03) pelo canal da Seduc no Youtube.
“São uniformes novos, de qualidade e que vão proporcionar conforto na rotina em sala de aula, além de contribuir com o processo de aprendizagem”, destacou a secretária adjunta de Gestão Educacional, Valdelice Oliveira Holanda.
O kit escolar inclui materiais como estojo, lápis, borracha, régua, canetas e cadernos, que vão auxiliar na realização diária das atividades pedagógicas. São quatro kits diferentes elaborados com materiais específicos para atender as demandas do ensino fundamental (nas séries iniciais e anos finais), ensino médio e educação especial. Nesta aquisição são investidos mais de R$ 19,5 milhões, com recursos do Programa Mais MT.
“O kit uniforme, somado ao kit de material escolar, fará com que nossos estudantes sejam reconhecidos, valorizados e motivados a estudar. São ações que estão transformando a educação – demostram a preocupação do Governo em fazer o melhor para os nossos estudantes”, reforçou o secretário interino de Educação, Amauri Monge Fernandes.
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS
01 lápis de cor apagável; 02 lápis grafite jumbo; 01 apontador com depósito, 02 borrachas; 01 cola branca líquida 90g; 01 tesoura com trava de segurança; 01 giz de cera; 01 estojo; 01 pincel chato n°8; 01 tinta guache 12 cores; 01 caderno de desenho 96 folhas; 02 cadernos brochura 96 folhas.
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
01 régua; 01 esquadro 45°; 01 esquadro 60°; 01 transferidor 360°; 01 lápis de cor; 03 lápis grafite; 01 apontador com depósito; 02 borrachas; 01 cola branca líquida 90g; 02 caneta azul; 01 caneta preta; 01 caneta vermelha; 01 estojo; 01 caderno de desenho 96 folhas; 02 caderno brochura 96 folhas.
ENSINO MÉDIO
01 régua; 01 esquadro 45°; 01 esquadro 60°; 01 transferidor 360°; 03 lápis grafite; 01 apontador com depósito; 02 borracha; 01 cola branca líquida 90g; 02 caneta azul; 01 caneta preta; 01 caneta vermelha; 01 estojo; 02 caderno universitário 10×1; 01 caderno de desenho 96 folhas.
EDUCAÇÃO ESPECIAL
02 lápis grafite jumbo; 01 apontador com depósito; 02 borracha; 01 cola branca líquida 90g; 01 tesoura com trava de segurança; 01 giz de cera 10,8 mm x 120 mm; 01 caderno de desenho de desenho 96 folhas; 02 caderno brochura 96 folhas; 01 barbante; 01 pasta transparente com elástico.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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