Mato Grosso
Governo de MT inaugura colégio modelo em Cuiabá com capacidade para 1,7 mil estudantes
Com capacidade para atender cerca de 1.700 estudantes do ensino fundamental e médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a unidade recebeu um investimento de R$ 17,2 milhões.
A escola possui 24 salas de aula, laboratórios 4.0, piscina semiolímpica, quadra poliesportiva, vestiários, Smart TVs e Chromebooks para os estudantes
A arquitetura do prédio proporciona a entrada de luz natural e ventilação constante nos corredores. A acessibilidade é garantida em todos os ambientes internos e externos.![]()
Foto: Marco Tobias / Seduc-MT
Além da Escola Estadual Ilza Therezinha Picolli Pagot, outras quatro unidades serão construídas em Cuiabá e uma em Várzea Grande, no Bairro Padre Aldacir, região do Capão Grande. Todas as escolas seguem o mesmo projeto arquitetônico e serão denominadas como Colégio Estadual Integrado (CEI) – novo modelo de escola que complementa o sistema educacional existente.
Estas construções levam aproximadamente 180 dias para serem concluídas, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a educação de qualidade.
Ao todo, as cinco unidades irão atender 7 mil estudantes de mais de 50 bairros de Cuiabá e Várzea Grande, com investimento de R$ 84,2 milhões.![]()
Foto: Marco Tobias / Seduc-MT
Pelo projeto SER Família + Educação, desenvolvido pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, a escola busca promover um ambiente colaborativo que ofereça educação integral, apoio psicológico e social, além do envolvimento da família e da comunidade.
A escola proporcionará atividades esportivas como natação, basquete, vôlei, futebol e handebol em espaços modernos e adequados, além de preparar os estudantes para o futuro, com práticas voltadas para o mercado de trabalho.
As atividades extracurriculares contarão com clubes de leitura, teatro, dança, música e workshops, proporcionando uma educação completa e diversificada.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, as cinco unidades do CEI representam o novo perfil educacional adotado na rede estadual.
“Iniciamos uma nova fase com o respaldo das evidências e das boas práticas conquistadas a partir de 2019 e, de forma mais evidente, desde 2022 com a implementação das políticas do Plano EducAção 10 Anos. Todos compreenderam as propostas que vão colocar a nossa rede entre as cinco redes públicas mais bem avaliadas no país até 2032”, afirmou.
As outras quatro unidades do CEI são construídas nos bairros Pedra 90 e Doutor Fábio, também em Cuiabá, e no Padre Aldacir, em Várzea Grande. A previsão de conclusão é ainda este ano.![]()
Foto: Marco Tobias / Seduc-MT
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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