Mato Grosso
Governo de MT lança concurso para 11 cargos das forças de segurança
O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, lançaram nesta quarta-feira (05.01) sete editais para o concurso público das forças de segurança. O certame contemplará 11 diferentes cargos destinados à Policia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Judiciária Civil e Politec.
Os editais serão publicados na edição extra do Diário Oficial desta quarta-feira (05.01) e mais informações podem ser consultadas no site: www.iomat.mt.gov.br. Para a realização do concurso, o Governo do Estado contratou a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
As inscrições iniciam no dia 12 e seguem até o dia 24 de janeiro, ao valor de R$ 130. Todas as vagas exigem Ensino Superior Completo e serão para cadastro de reserva, no entanto, o governador anunciou que pretende nomear 1.200 novos servidores em 2022.
“Temos uma previsão de nomear 1.200 aprovados ainda este ano. Apesar de o concurso ser para cadastro de reserva, todo aquele que atingir a nota mínima de corte estará entre os aprovados e poderá ser nomeado, conforme a necessidade do Estado”, destacou Mendes.
Para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, as vagas são para oficiais e soldado. Para a Polícia Judiciária Civil, as vagas são para escrivão e investigador. Já para a Politec, as vagas são para perito oficial criminal, perito médico legista e perito odonto legista.
As provas vão ocorrer no dia 20 de fevereiro nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Barra do Garças. O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois anos.
“O governo inicia o ano trazendo boas notícias que é a realização destes concursos para a segurança. Depois de ‘arrumar a casa’, o governador Mauro Mendes lança este concurso, que foi planejado com muito carinho e que vai repor o quadro de efetivos destas instituições”, disse o secretário Alexandre Bustamante.
As possíveis dúvidas sobre o edital podem ser sanadas pelo email: [email protected].
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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