Mato Grosso
Governo de MT oficializa promoção de 513 militares, entrega viaturas e anuncia novo Comando Geral do Corpo de Bombeiros

O governador Mauro Mendes oficializou, na noite de terça-feira (2.12), a maior promoção de militares da história do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). Ao todo, 513 militares, entre oficiais e praças, foram promovidos. Durante o evento, também foram entregues novas viaturas à corporação, anunciado o projeto de construção do novo Quartel do Comando-Geral do CBMMT e concluído o 1º Curso de Especialização em Moto Resgate e Intervenção Rápida.
A solenidade foi realizada na Arena Pantanal, em Cuiabá. Além do governador, participaram o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, secretários de Estado, deputados estaduais, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, além de vereadores, coronéis da corporação e familiares dos promovidos.
De acordo com o governador, a promoção dos militares, especialmente a dos soldados à graduação de cabo, é resultado de um esforço contínuo para aprovar a lei que corrigiu distorções e valorizou os bombeiros, que, de outra forma, ainda teriam de aguardar pelo menos dois anos para serem promovidos.
Com o projeto de lei enviado pelo Governo à Assembleia Legislativa, a legislação de promoções foi atualizada, permitindo que 317 soldados que já possuíam o interstício necessário pudessem avançar na carreira. Além deles, foram promovidos, na solenidade, 75 oficiais e outros 121 praças, entre sargentos e subtenentes.
“Por algum problema da democracia pública, muitos de vocês já estavam há muitos anos aguardando essa merecida promoção, e talvez alguns ainda teriam de esperar um longo período. Depois de ver e conhecer de perto o importante trabalho que as Forças de Segurança realizam em Mato Grosso, não tive dúvida em preparar o projeto de lei para encaminhar à Assembleia Legislativa, que também não teve dúvida em aprovar, reconhecendo o trabalho fundamental que vocês desempenham em todo o Estado”, afirmou Mauro Mendes.
Ainda durante a solenidade, o governador anunciou novos investimentos para a corporação, com a entrega de viaturas, incluindo quatro caminhões Auto Tanque, um veículo Auto Produtos Perigosos e nove motos de resgate, totalizando R$ 9,7 milhões em recursos. Ele também participou da formatura do 1º Curso de Especialização em Moto Resgate e Intervenção Rápida, voltado a capacitar os militares para atuar na primeira resposta a emergências com agilidade, técnica e segurança.
Além disso, o evento marcou a apresentação do projeto arquitetônico do novo Quartel do Comando-Geral do CBMMT, que será construído no Centro Político-Administrativo, em Cuiabá, e encontra-se em fase final de licitação. A nova sede terá como objetivo modernizar e adequar os espaços administrativos, garantindo melhores condições de trabalho aos militares. A estrutura também vai fortalecer o atendimento às ocorrências na região da Grande CPA, já que o novo quartel contará também com uma base operacional voltada ao atendimento da região.
Segundo o comandante-geral, coronel Glêdson, os investimentos realizados pelo Governo do Estado têm possibilitado grandes avanços para a corporação e, consequentemente, para toda a sociedade. Entre as conquistas, destacam-se a abertura de novas estruturas operacionais, o planejamento de outras, a aquisição de viaturas e equipamentos, além da ampliação do efetivo com a chegada de bombeiros temporários e novos militares aprovados em concursos públicos, medidas que fortalecem a capacidade de resposta do CBMMT.
O comandante também lembrou que o Governo promoveu importantes ações de valorização profissional, como a instituição da gratificação por função e, agora, a maior promoção da história da corporação.
“Esta é uma gestão que tem transformado a nossa instituição. Foram aproximadamente meio bilhão de reais investidos no Corpo de Bombeiros Militar nestes sete anos de governo. Tenho muito orgulho de estar à frente desse processo e agradeço profundamente tudo o que o governador Mauro Mendes fez e pela oportunidade de conduzir este trabalho no Estado. Parabenizo os oficiais e praças que estão sendo promovidos e peço aos militares que sintam orgulho deste momento de reconhecimento e tantas promoções”, afirmou.
O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Augusto de Camargo Roveri, destacou a relevância do Corpo de Bombeiros Militar e das ações do governo para a corporação, especialmente a promoção dos 317 cabos que aguardavam anos pela ascensão, bem como a valorização da turma de 1994, reconhecendo seu trabalho.
“O Corpo de Bombeiros Militar é um destaque em nosso Estado, no Brasil e nas premiações pelo trabalho realizado. Essas ações que o governador nos autorizou representam o reconhecimento do Governo do Estado, valorizando e honrando o serviço prestado por cada um de vocês. Parabéns pela promoção”, concluiu o coronel
Também participaram da solenidade, o comandante-geral da PM, coronel PM Claudio Fernando Carneiro Tinoco, o Secretário-chefe de Gabinete do Governador, coronel PM Jordan Espíndola dos Santos, o comandante do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), coronel PM Manoel Bugalho Neto, os deputados estaduais Elizeu Nascimento e Diego Guimarães, entre outras autoridades.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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