Mato Grosso
Governo forma 102 enfermeiros e técnicos para atendimento pré-hospitalar

O Corpo de Bombeiros formou, nesta terça-feira (26.6), 102 enfermeiros e técnicos de enfermagem no posto de soldado-bombeiro para atuar no Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Chapada dos Guimarães.
São 50 enfermeiros e 51 técnicos em enfermagem aprovados em processo seletivo para contratação temporária, por até 8 anos, pelo Governo do Estado, que passam a atuar no Suporte Básico de Vida (SBV) às vítimas de acidente de trânsito e outros socorros em vias públicas ou domicílios.
Estes profissionais agora são soldados do quadro de efetivo do Corpo de Bombeiros e integram o Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar.
“Essa é mais uma ação do Governo para tornar o nosso serviço público mais eficiente e para fazer com que esse serviço produza melhor resultado para o cidadão. Para ser eficiente, o serviço público precisa ter menor curso e resultado objetivo, quer dizer, ser direto ao cidadão, à sociedade”, destaca o governador Mauro Mendes.
Conforme Mendes, o Governo está mudando e reorganizando o Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência aqui na Baixada Cuiabana, à exemplo do que nós já fazemos em muitos municípios no pré-hospitalar.
Esta parceria resulta na instalação da Central de Atendimento Pré-Hospitalar no Centro de Operações Integradas (Ciosp) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sem alterar o número de chamada do Samu, que é o 192.
“Todos vocês que estão ingressando no serviço público agora vão ajudar a salvar vidas, principalmente aqui na nossa Baixada Cuiabana. Parabéns ao Corpo de Bombeiros, à Saúde e todos os profissionais e todos os profissionais da Segurança Pública que integram a missão de salvar vidas”, governador Mauro Mendes.
O secretário de Segurança, coronel César Roveri, destacou a importância da contratação dos novos soldados-bombeiros para o atendimento e a integração do Samu ao Ciosp.
“Sejam bem-vindos à missão de salvar vidas. Sabemos que o primeiro atendimento é primordial no serviço de urgência e emergência, portanto, o que o Governo do Estado fazendo hoje, com o ingresso de mais 102 bombeiros e a centralização dos chamados no Ciosp, representa um marco na prestação de serviços aqui na região da baixada Cuiabana”, completou Roveri.
O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, assinalou que a iniciativa dessa cooperação coloca o cidadão no centro com o principal foco para otimização dos recursos, ampliação do atendimento e salvar mais vidas. De acordo com ele, com a chegada dos novos profissionais, a cooperação com o Corpo de Bombeiros, a tecnologia do Ciosp, e outras ações, a meta é reduzir 50% o tempo de resposta no atendimento aos pacientes, especialmente os acidentados, que precisam dessa assistência do Samu.
O comandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Flávio Glêdson Vieira, lembrou que a sobrevida da vítima, no trauma por acidente de trânsito, por exemplo, depende diretamente do tempo e qualidade do atendimento.
“Então, sem dúvida nenhuma, com mais essa ação do Governo, do senhor, governador, a população mato-grossense está ganhando em termos de oferta de serviço de emergência. E nós, do Corpo de Bombeiros, estamos aqui para isso, o que deixa a gente muito feliz poder contribuir para agilizar o atendimento e atender cada vez mais pessoas”, completou o comandante.
Na solenidade de formatura também participaram o deputado estadual Paulo Araújo, a delegada geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, o diretor-geral da Politec, Jayme Trevisan e os secretários adjuntos da Segurança Pública coronel Hérverton Mourett e delegado Valter Furtado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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