Mato Grosso
IPTU 2023 PODE SER PAGO COM 20% DE DESCONTO ATÉ SEXTA-FEIRA, 21, OU PARCELADO EM SEIS VEZES
O IPTU 2023 de Várzea Grande entra em sua reta final e vence na próxima sexta-feira, 21 de julho e não deve ser prorrogado, já que o primeiro vencimento estava agendado para o mês de abril próximo passado, mas teve que ser revisto após um acordo formalizado entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Ministério Público com o aval do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Segundo o prefeito Kalil Baracat a correção da Planta Genérica foi uma determinação judicial que a Prefeitura de Várzea Grande cumpriu, até porque existem áreas no município que se encontram com grandes investimentos imobiliários, mas que constam no cadastro ou na Planta Genérica como sendo área rural e não urbana, o que incide em menos IPTU.
“Investimos R$ 115 milhões em obras inauguradas durante a comemoração dos 156 Aos de Fundação de Várzea Grande em maio passado e a grande maioria destes recursos vieram do pagamento de impostos como o IPTU, que respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF tem a quase totalidade de suas receitas destinadas para obras e ações de interesse da população e para valorização dos imóveis e da cidade”, explicou.
Kalil Baracat afiançou que a quase totalidade dos recursos arrecadados com o IPTU/2023 vão para obras de pavimentação asfáltica; abastecimento de água; esgoto sanitário; unidades de saúde; social; educação; segurança entre outras obras elencadas como prioridade pela própria população.
Segundo a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiros, cumprindo a determinação legal, Várzea Grande, fez a correção da Planta Genérica da cidade de após mais de uma década. “Essa nova Planta Genérica corrige distorções enormes dentro de uma cidade que cresce uma média de 5% até 11% ao ano, e o próprio Ministério Público reconheceu que os trabalhos da equipe técnica de Várzea Grande estão corretos e válidos, mas formalizou ao prefeito Kalil Baracat, que o impacto desta correção fosse diluído”, explicou a secretária, reforçando que o primeiro vencimento que estava agendado para 19 de abril e só vai acontecer na próxima sexta=feira, 21 de julho, deixa pouco margem de manobra ao Poder Executivo para se prorrogar novamente o IPTU 2023.
A titular da Gestão Fazendária, frisou que no entendimento da Prefeitura de Várzea Grande e do Ministério Público, avalizado pelo Poder Judiciário, o IPTU/2023, recebeu apenas a correção da inflação de 2022. Em 2024, será corrigido pela inflação deste ano para que em 2025, então possa ser diluído o impacto da correção da nova Planta Genérica que no computo total representou um impacto aproximado de 16%.
“Em 2022, lançamos R$ 110 milhões no total do IPTU para aproximadamente 150 mil imóveis cadastrados e regularizados, fora os que não estão regularizados e neste ano praticamente lançamos os mesmos valores, apenas incidindo a inflação que foi de 5,9% e a correção de valores para novas áreas construídas”, explicou a secretária de Gestão Fazendária.
Tanto o prefeito Kalil Baracat como a secretária, Lucinéia dos Santos Ribeiro, frisaram que a arrecadação total do IPTU/2023, ingressando nos cofres públicos permitirá que novas e mais obras sejam realizadas. “Estamos falando que se todos pagarem seu IPTU a Administração Municipal terá condições de melhorar e ampliar as obras, mesmo sendo o valor total, o que foi investido apenas nas obras já entregues durante o aniversário de Várzea Grande”, explicaram.
Lucinéia dos Santos Ribeiro frisou ainda que mesmo com a decisão de repetir os valores do ano passado, aplicando apenas a inflação do período, o prefeito Kalil Baracat decidiu manter o desconto de 20%, para aqueles contribuintes que se encontram sem dívidas com o Tesouro Municipal.
“Quem não deve ao município continuará tendo o desconto de 20%. Já para aqueles com pendências de anos anteriores, existe a opção até dia 20, quinta-feira, véspera do vencimento do IPTU/2023, de renegociar seus débitos, para então poder contar com o desconto de 20%. Mesmo assim se não for possível estar com suas obrigações com o município de Várzea Grande para ter o desconto, pode pagar em até seis prestações de julho até dezembro, carregando a certeza de que os recursos vão se transformar em benefícios para as pessoas e para a cidade de Várzea Grande”, disse Lucinéia dos Santos Ribeiro.
Uma verdadeira força tarefa foi montada pela Secretaria de Gestão Fazendária para atender a população, seja presencialmente, na sede da Municipalidade ou na Administração Regional do Cristo Rei, ou seja, através dos canais online pelo site oficial de Várzea Grande no endereço eletrônico www.varzeagrande.mt.gov/iptu, ou então pelo WhatsApp (65) 9 8459 8124 ou (65) 9 8404 6296.
Em que pese a lei não deixar brechas, a secretária de Gestão Fazendária, lembrou a determinação do prefeito Kalil Baracat para se atender a todos os contribuintes e ver a possibilidade de negociar com os mesmos da melhor maneira possível, além de assegurar que os recursos vindos do pagamento de impostos tenham a melhor destinação possível e em benefício da cidade e de sua gente.
“É importante que as pessoas venham ou acionem os meios eletrônicos para negociar seus débitos e ajudar o município a promover as transformações necessárias. Pedidos de obras e ações chegam a todo momento e somente a Administração Pública poderá atender a todos, se existirem recursos necessários para promover o enfrentamento das dificuldades”, asseverou a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro, garantindo que pessoalmente em conjunto com sua equipe está pronta para promover os entendimentos que estejam dentro da realidade econômica das pessoas de Várzea Grande.
Fonte: IPTU 2023
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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