Mato Grosso
Jaguatirica de MT resgatada em queimada se adapta bem a Zoológico de São Paulo após transferência

A jaguatirica, que foi destinada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para o Zoológico de São Paulo, por meio da parceria com a Latam Cargos, se adapta bem ao local.
Após se recuperar da viagem, na última terça-feira (20.5), o felino passará por mais exames na quarentena de modo a certificar que está apto para integrar o plantel do zoo.
O transporte foi feito por meio do programa Avião Solidário, que promove, de forma gratuita, o envio de animais silvestres por todo o Brasil com o objetivo de preservar a fauna pela conservação “ex situ”, ou seja, fora de seu habitat natural.
O felino passará a integrar um programa de conservação e poderá contribuir com pesquisas científicas, além da manutenção da diversidade genética em ambientes controlados.
“O zoológico de São Paulo é referência internacional na conservação ‘ex situ’ de diversas espécies, integrando programas de suma importância para a salvaguarda da fauna brasileira. Com isso, temos total confiança no trabalho desenvolvido por eles, sendo nosso parceiro de longa data”, afirma a analista de Meio Ambiente da Sema e médica veterinária, Danny Moraes.
A jaguatirica foi resgatada em 2024, no distrito de Mimoso, no município de Santo Antônio de Leverger, ainda filhote. Ela se encontrava sozinha, sem a mãe por perto, em uma área atingida pelas queimadas, segundo relato de um morador. O animal aparentava ter apenas 2 meses de vida, foi encaminhado para uma clínica veterinária e passou por diversos exames durante 15 dias para verificar a situação de saúde.
Após verificar que o filhote estava bem de saúde, ele ficou com uma guardiã até ser destinada a uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), parceira da Sema. Após permanecer 1 ano na área, foi viabilizada a transferência para o zoo da capital paulista, pelo fato do felino não apresentar condições ideais para ser solto na natureza. A transferência para o destino aconteceu com o apoio da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).
Orientações
A Sema orienta que, ao encontrar animais silvestres que necessitem de resgate, acione a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto à saúde tanto do animal como do cidadão.
*Com supervisão de Renata Prata
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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