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Jovem eleitor, não abra mão do seu voto!

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Professora Francileide Fontinelle

Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado pelo terrorismo, índices de desemprego galopantes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças climáticas e, mais recente, pela pandemia do Coronavírus. São a Geração Z, o grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010, cujos jovens (queiram ou não falar ou se envolver em política) representam o futuro da governança do nosso país.

Na época em que eles nasceram, a internet já existia e se popularizava com o surgimento da banda larga. O pendrive era lançado para substituir o disquete, consoles de videogames ganhavam a segunda versão e a globalização engolia toda a sociedade. A geração 2020, formada pelos 3,5 milhões de brasileiros nascidos no ano 2000, é a primeira 100% digital. Eles votaram em 2018 já em urnas digitais, e consideram o direito ao voto essencial. No entanto, muitos se mostram desiludidos com a política por causa do excesso de escândalos de corrupção. Outros não querem nem saber do ringue ideológico que se transformou o debate político, onde até amizades de longa data são desfeitas por causa de posicionamentos contrários.

O problema é que essa desilusão geral pode paralisar esse enorme grupo representativo exatamente no momento em que ele deveria sair às ruas – mais especificamente às urnas para garantir os seus direitos. A participação de eleitores com 16 e 17 anos de idade no pleito de novembro será a menor em uma eleição brasileira desde 1990, após o voto facultativo ser instituído na Constituição de 1988. Estão aptos a votar este ano pouco mais de 1 milhão de eleitores desse grupo etário, número 55% menor que o contabilizado em 2016.

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No Estado do Mato Grosso a estatística acompanha a queda preocupante: temos 15,8 mil eleitores cadastrados na faixa de 16 e 17 anos, ante 29,5 mil em 2016. E não dá para colocar a culpa dessa baixa adesão somente no isolamento social pois a curva de queda já vinha sendo observada nos últimos anos, apesar de estar bem mais acentuada em 2020.

Para quem já nasceu on-line, com possibilidades quase infinitas de comunicação, modelos tradicionais têm poucos atrativos. Movimentos sociais organizados, união de estudantes e legendas, antes essenciais na mobilização política, perdem cada vez mais espaço para a internet. Hoje se conversa muito mais sobre a política ideológica e muito pouco sobre a política partidária, mas ambas são de vital importância. Porque no nosso modelo atual, para disputar uma eleição, para ter um mandato eletivo, para fiscalizar o que acontece na política, é necessário entender e acompanhar a política partidária. Mas fundamental mesmo é marcar posição através do voto.

Essa nova geração já nasceu com larga vantagem em relação às outras pois o dinamismo proposto pela web superdimensiona a interação, o que é um facilitador para quem quer se organizar politicamente. O lado complicado é quando a mobilização virtual vira o meio exclusivo de interlocução da juventude para tratar sobre política. E a baixa participação entre os jovens aptos a votar não é um bom sinal para a democracia, pois torna-se ainda mais difícil a tarefa – necessária – de formar cidadãos ativos, que intervenham na vida pública e promovam uma renovação geracional, fortalecendo as instituições e oxigenando as esferas de poder.

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Quando a juventude toma para si a responsabilidade da renovação o mundo inteiro é obrigado a se curvar. Malala Yousafzai virou a voz do mundo contra as atrocidades do Talibã com apenas 11 anos. O paquistanês Iqbal Masih se tornou, aos 12 anos, um símbolo da luta contra o trabalho infantil. Claudette Colvin é uma americana que iniciou aos 15 anos uma batalha jurídica referencial contra a segregação racial. Pedro I proclamou a independência do Brasil com apenas 24 anos e os líderes da Revolução Francesa tinham entre 17 e 25 anos, para citar só alguns exemplos.

Num dos filmes do Homem Aranha o tio do herói encoberto Peter Park diz ao sobrinho que grandes poderes sempre vêm acompanhados de grandes responsabilidades. Guardadas as proporções, há muita semelhança desse episódio do mundo fantástico com a realidade dos jovens que poderão, se assim o quiserem, comparecer às urnas nessas eleições. E meu apelo, vai diretamente para os Zes, essa geração que já nasceu ´muito mais tudo´ do que a nossa. Lembrem-se da célebre frase do historiador Arnold Toynbee que diz que “o maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam.” Ou mesmo uma versão mais dura do dramaturgo Bertolt Brecht, que sentenciou: “que continuemos a nos omitir da política. É tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem”. Vamos inverter essa premissa. A gente costuma dizer que o jovem é o futuro, mas o futuro se faz agora. O jovem é o presente.

Francileide Fontinelle é professora

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Não é suficiente instruir apenas 

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José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

A instrução do intelecto não é suficiente para formar o verdadeiro cidadão do terceiro milênio, que tem… mil anos para desenvolver uma Era Espiritual Civilizada nova. Ao cérebro deve-se juntar o coração. O próprio Sábio dos Milênios, Jesus, em Seu Santo Evangelho, segundo Mateus, 11:25, exorta-nos a buscar a humildade intelectual para que alcancemos o supino do Conhecimento que desce das Alturas: “Graças Te dou, ó Pai, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos do mundo e as revelaste aos pequeninos”. 

Ou seja, aos Simples de Coração presentes nas crenças, nas academias do saber humano ou na escola da vida cotidiana. Com isso, o pensamento dos seres se pautará pelo equilíbrio. Nobreza de caráter será a marca das criaturas. Buda (aprox. 563-483 a.C.) ensinava: “O que somos é consequência do que pensamos”. 

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. 

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O que é racismo estrutural?

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PRECISAMOS FALAR DISSO!!!

Professora Susana Ribeiro

É notório que vivemos em uma sociedade que parece pensar que não existe mais racismo nos dias atuais, que essa onda discriminatória é coisa do passado, porém segundo registros e pesquisas não é bem assim que funciona, na realidade e prática social de muitas pessoas. Além disso, é cada vez mais comum presenciarmos cenas preconceituosas explícitas e implícitas no nosso dia a dia, torna – se necessário compreender que o racismo vem se estruturando ao longo dos anos e que continua enraizada em diversas atitudes e vivencias.

O mal da nossa geração é que acabamos naturalizando os malefícios causados aos negros e negras de todas as épocas, principalmente aos que foram arrancados de suas raízes para serem vendidos e escravizados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. O que percebemos é que nos imunizamos tanto das nossas ações que nos tornamos de certa forma pessoas “imparciais” e egoístas ao ponto de pensarmos que não temos culpa de nada disso pois, afinal não estávamos vivos nos séculos anteriores, assim atribuímos toda responsabilidade aos nossos antepassados. É menos doloroso se posicionar assim! Atribuir a culpa aos outros, mas na verdade estamos falando de ações recentes e atuais, dessa geração que se diz tão evoluída e modernizada.

O racismo estrutural é um processo que começa no Brasil desde o momento que chegam os primeiros navios negreiros em meados do século XVI, carregados de homens, mulheres e crianças, para serem vendidos como mercadorias para os senhores de engenhos. Esses mercadores se apropriavam da teoria de “superioridade de raças”, para traficar e escravizar povos africanos, sem sentirem remorsos ou qualquer outro sentimento.

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[…] O racismo é revelado em um nível estrutural, pois pessoas negras estão excluídas da maioria das estruturas sociais e políticas. Estruturas oficiais operam de uma maneira que privilegia manifestamente os seus sujeitos brancos, colocando membros de outros grupos racializados em uma desvantagem visível, fora das estruturas dominantes. Isso é chamado de racismo estrutural [..]

(KILOMBA, 2019)

Depois da abolição da escravatura no Brasil em 1888, esse processo de estruturação racial se fortalece ainda mais, pois, de escravizados os negros passam a serem vistos como marginais. Receberam suas cartas de alforria, mas, não tiveram oportunidades de emprego, moradias e nem acesso as escolas para seus filhos, os empregos no Brasil foram ocupados por mão de obra imigrante e branca. Dessa forma, a luta por espaço e igualdade é longa e continua, os enfrentamentos que a sociedade negra encara no Brasil são muitas, e sem deixar de citar que, compõe grande parte da população brasileira e mesmo assim são os menos favorecidos. Segundo o IBGE, os negros (pretos e pardos) eram a maioria da população brasileira em 2014, representando 53,6% da população. Os brasileiros que se declaravam brancos eram 45,5%.

O dia vinte de novembro não é uma data de festividades, mas, sim um momento em que devemos refletir acerca das lutas e movimentos liderados por grandes nomes da história que almejaram uma vida melhor, onde todos os seres humanos fossem vistos iguais independente de cor ou credo, onde as pessoas compreendessem que não existe raças, nem superiores e nem inferiores que existe apenas o ser humano. Houveram muitos líderes que lutaram por uma vida igualitária e de liberdade de expressão, entre os quais   podemos citar: Nelson Mandela, Martin Luther King, Dandara dos Palmares, Sueli Carneiro (fundadora do Instituto da Mulher Negra – Geledés), entre várias outras figuras de luta e resistência que buscaram e buscam por espaço e acima de tudo respeito e representatividade na sociedade.

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O racismo estrutural existe sim e precisa ser combatido no dia a dia, façamos nossa parte enquanto cidadão que luta por um mundo melhor e mais justo, precisamos quebrar essa máquina geradora de preconceitos na qual fomos formados, precisamos quebrar os estereótipos de beleza imposto pela mídia europeia, precisamos defender as políticas publicas de inclusão, enfim precisamos entender que o racismo é uma ação e que não há neutralidade, ou eu defendo ou prático.

Professora Susana Ribeiro, 31 anos.

Graduada em História – UFMT/ROO;

Atualmente professora na Escola Plena Estadual Silvestre Gomes Jardim.

Cel.: (66)996835298

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O Auditor Interno e sua Função de Agregar Valor aos Serviços Públicos

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José Alves Pereira Filho

O Dia do Auditor interno, comemorado em 20 de novembro, é uma importante oportunidade de refletir acerca da função desse profissional na administração pública e a sua capacidade de influenciar na qualidade dos serviços públicos entregues à população.

Estamos em um momento em que as organizações que estabelecem referenciais da função de auditoria interna discutem de forma mais intensa qual deve ser o resultado entregue por esses profissionais.

Todas as discussões convergem para um ponto essencial: “agregar valor”. No conceito da Instituto dos Auditores Internos (IIA) define claramente que a atuação mais contemporânea do auditor interno deve buscar agregar valor às organizações. É claro que esse conceito tem uma vertente mais privada. Em último estágio o que se buscar nas organizações privadas é que o auditor interno agregue valor econômico às organizações, no sentido de melhor qualificar o seu capital social e aumentar o patrimônio da empresa e a remuneração dos seus sócios.

Isso impõe uma melhor tradução desse conceito para as organizações públicas, que não visam lucro nem acumulação de capitais. Penso ser essencial que essa tradução leve o resultado para o seu principal “sócio”, o cidadão. Veja que aqui não estou qualificando o cidadão como cliente, como fazem alguns instrumentos de gestão pública. Parece-me melhor chamá-lo “sócio” (membro de uma sociedade), como sendo aquele que coloca parte do seu capital particular nas mãos de administradores (públicos) e esperam sua aplicação de forma eficiente e eficaz, retornado benefícios efetivos para a sociedade.

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Isso culmina para uma ideia de que a função essencial do auditor público interno, mais que agregar valor às organizações, é “agregar valor aos serviços públicos.” Ou seja, precisa ir além das organizações e alcançar a própria sociedade.

Por muito tempo esse profissional foi condicionado a focar seu olhar apenas para dentro das organizações, qualificando o auditor interno como sendo um profissional da área meio.

O que os organismos discutem hoje é justamente o rompimento dessa barreira. A busca por alternativas vem sendo discutida fortemente pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), e aqui em Mato Grosso temos a vantagem de já estar evoluindo para esse propósito desde 2011, o que se consolidou com a incorporação desse conceito no planejamento estratégico da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) em 2014, em que alteramos nossa missão para “contribuir para a melhoria dos serviços públicos”

Isso traduz que o auditor interno do Estado não busca apontar o erro e a falha, mas muito além disso quer identificar as suas causas e propor solução para mitigá-las, provocando um efeito perene nas estruturas organizacionais, de pessoal e nos processos, de forma que esses erros não mais se repitam e, por consequência, propicie melhor entrega de serviços públicos.

Na mesma direção, o auditor interno avança para a avaliação de atividades finalísticas, como saúde, segurança, educação e infraestrutura, a fim de compreender quais os riscos dos programas e ações não alcançarem os objetivos previstos e propor correções que mitiguem as vulnerabilidades ou que sejam aperfeiçoados para realizar entregas mais efetivas à sociedade.

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Esse mais moderno referencial da atuação do auditor interno avança também para aspectos de governança e integridade. Na avaliação de entidade, mede em que grau as ações estão alinhadas com o plano estratégico e com a política da área, como as estruturas respondem a essas ações, a existência de políticas de gestão de riscos e em que nível há disseminação de qualificação profissional e de valores organizacionais e éticos.

Nesse conceito de atuação, o controle preventivo toma uma nova roupagem. Desloca-se daquela atuação voltada à revisão e verificação de conformidade de atos e processos, o que se demonstra de alto custo e baixo benefício, para algo mais amplo. O que se busca agora é a identificação de riscos, é a verificação das estruturas, funcionamento e segurança dos controles, é a identificação de vulnerabilidades nas estruturas organizacionais, de pessoas, de processos, de sistemas e de governança, a fim de dar resposta mais efetiva na contribuição para a melhoria dos serviços públicos.

A atuação do auditor interno se desloca da atividade de inspeção e fiscalização para as atividades orientativas e de consultoria, em um envolvimento mais efetivo com a gestão pública.

A certeza que a sociedade pode ter agora é que, no momento em que Governo de Mato Grosso lança o maior programa de investimentos da história de Mato Grosso, o MT Mais, que prevê a alocação de R$ 9,5 bilhões em 12 eixos sociais, o Estado conta com um corpo técnico de auditores internos capaz de agregar valor às ações desse programa através de ações preventivas, orientativas e de consultoria, que vão potencializar os resultados entregues à sociedade.

Veja Mais:  O que é racismo estrutural?

*José Alves Pereira Filho é Auditor do Estado e Secretário-Adjunto de Controle Preventivo e Auditoria da Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT). E-mail: [email protected]

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