Política MT
Karola Nunes, Nega Lu e Pacha Ana apresentam show solidário nesta quarta
Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA
Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA
Conectando o trabalho de três artistas rondonopolitanas e ressaltando a potência da produção cultural mato-grossense, Karola Nunes, Nega Lu e Pacha Ana apresentam, nesta quarta-feira (16), às 20h, o show DasMatas, de forma presencial no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, após um ano da gravação do espetáculo on-line. A entrada são 2kg de alimentos não perecíveis.
Karola Nunes, Nega Lu e Pacha Ana cantam, compõem, tocam e comandam as próprias carreiras. Em “DasMatas” as três se encontram no palco criando um show único que une seus repertórios autorais e mescla os integrantes de suas bandas.
Além das três artistas de Rondonópolis, o show contará com a presença da percussionista Juliane Grisólia, também cantora e compositora, que apresentará uma de suas músicas. O espetáculo terá tradução simultânea em Libras.
DasMatas é um projeto pensado para, mais que entreter, somar forças e trazer holofotes para as mulheres negras da cena musical local.
Ainda compõe a banda Augusto Krebs, Paulinho Nascimento, Lênin Correa, Wilson Jr. e Virgílio Ribeiro.
O projeto conta com o apoio da Assembleia Social e Teatro Zulmira Canavarros e foi contemplado pelo edital Funarte Circulação das Artes – Edição Centro-Oeste, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.
“Nosso palco será tomado por toda a potência dessas mulheres que carregam a brasilidade e toda a diversidade da música mato-grossense. Nossa produção é riquíssima e devemos exaltá-la”, comentou a diretora da Assembleia Social e do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, Daniella Paula Oliveira.
As artistas
Karola Nunes representou a região Centro-Oeste na Mostra de Música Nacional do Sesc em 2018, gravou seu primeiro álbum “Somos Som” (2019), com participação de Curumin e produção de Gustavo Ruiz, ganhou como melhor autora e melhor videoclipe do Centro-Oeste no Prêmio Profissionais da Música (DF) no último ano.
Pacha Ana lançou o primeiro disco de Rap feminino de Mato Grosso, “Omo Oyá” (2018). Em 2019 circulou pelo Sesc no projeto “Arte da Palavra”, levando suas poesias e canções com o espetáculo “Faces: A Poesia Negra Em Mim, Em Nós” a sete estados e quatorze cidades. Na poesia representou diversas vezes seu estado no SLAM BR e participou do programa Manos e Minas.
Nega Lu circulou pelos nove estados da Amazônia Legal na Mostra Sesc Amazônia das Artes com o seu show “Minha ancestralidade”, em 2019. Venceu a primeira edição do quadro Novos Talentos do É Bem Mato Grosso. Em meio à pandemia, se apresentou no Festival Amazônias Online, produzido pelo Greenpeace Brasil.
Ficha técnica
Karola Nunes – Voz, guitarra e direção musical
Nega Lu – Voz e violão
Pacha Ana – Voz
Juliane Grisólia – Percussão e voz
Augusto Krebs – Guitarra
Paulinho Nascimento – Baixo
Lênin Correa – Teclado
Wilson Jr. – Bateria
Virgílio Ribeiro – Percussão
Cassyo Rauber – Iluminação
Wel Ribeiro – Técnico de Som
Paula Dias – Produção
Larissa Sossai – Produção Executiva
Serviço
DasMatas, Encontro de Vozes do Cerrado Mato-grossense
Data: Quarta-feira (16), às 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, anexo à ALMT
Entrada: 2Kg de alimentos não perecíveis
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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