Mato Grosso
Lei inovadora isenta IPTU dos moradores de rua sem asfalto em municipio de MT
Um projeto de lei polêmico foi apresentado na Câmara municipal de Jaciara (145 km de Cuiabá) e deve isentar a população do município que reside em ruas sem asfalto a pagar o Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). O PL está tramitando na comissão permanente e deve seguir para votação no plenário.
De autoria do vereador Charles Fernando (PSDB), que é líder do prefeito na Câmara, o projeto de lei recebeu parecer jurídico favorável. Só pode ter direito a ausência do pagamento do IPTU, se o imóvel for a única moradia do beneficiário. O contribuinte precisa estar em dia com os tributos municipais, até a data do pedido de isenção, e a família ter renda inferior a três salários mínimos.
Na proposta apresentada, a solicitação para isenção do IPTU deverá ser requerida no departamento de tributação do Município. É necessário que o morador interessado preencha um formulário próprio que deverá ser requerida e renovada anualmente até a data do vencimento da cota única ou da 1ª parcela do imposto.
O benefício será interrompido automaticamente com a efetivação do serviço de pavimentação do logradouro. A isenção prevista não alcança débitos anteriores, sendo necessária, caso houver, a sua quitação ou parcelamento.
O autor da proposta ressaltou que o projeto beneficia a população carente, que sofre com problemas de saúde, por causa da via estar sem pavimento.
“A população é quem mais sofre com essa situação, pois nas ruas que são de terra, na época de chuva, os moradores sofrem com a lama em grande quantidade, e no período de seca, o problema é a poeira”, relatou o parlamentar.
Mato Grosso
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Mato Grosso
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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